As desvantagens da adoção da departamentalização por processos por uma empresa pública incluem
- A)um maior direcionamento da empresa para as necessidades do mercado.
Errada, porque maior direcionamento ao mercado é uma vantagem mais ligada à departamentalização por clientes ou por produto, não à por processos.
- B)uma maior concentração e maior uso de recursos.
Errada, pois concentração e melhor uso de recursos são, em geral, pontos positivos da departamentalização por processos.
- C)o inadequado cumprimento de prazos e orçamentos.
Errada, porque inadequação de prazos e orçamentos não é a desvantagem típica apontada para esse tipo de departamentalização.
- D)a flexibilidade restrita para ajustes em cada processo na empresa.
Certa, porque a divisão por processos pode reduzir a flexibilidade para ajustar rapidamente cada etapa da empresa.
- E)a insegurança das pessoas e o consequente aumento de complexidade das tarefas.
Errada, pois insegurança das pessoas e aumento de complexidade das tarefas não são efeitos característicos da departamentalização por processos.
Gabarito: D
A departamentalização por processos organiza a empresa conforme as etapas do trabalho, como corte, montagem, acabamento ou análise, em vez de separar tudo por produto, cliente ou região. Ela costuma funcionar bem quando a atividade é repetitiva e técnica, porque facilita a especialização e o controle do fluxo produtivo. Só que nem tudo são flores: quando a empresa precisa mudar rápido, essa divisão pode engessar os ajustes, já que cada processo fica muito preso à sua lógica interna. Por isso, o gabarito está na alternativa D. A desvantagem típica da departamentalização por processos é justamente a flexibilidade mais limitada para adaptar cada etapa às mudanças do ambiente, da demanda ou do próprio serviço. Em prova, pense assim: a organização fica eficiente para executar o processo, mas menos ágil para mexer nele quando o cenário muda. A CESPE/CEBRASPE costuma cobrar essa ideia comparando vantagens e desvantagens dos tipos de departamentalização. Aqui, o ponto central é que a estrutura por processos privilegia a padronização e a sequência das atividades, mas pode dificultar ajustes finos em cada etapa. Não é uma regra legal, e sim doutrinária da Administração, muito presente em autores clássicos de organização e métodos.