Na cultura organizacional, são exemplos de componentes observáveis e componentes não observáveis, respectivamente,
- A)descrições de cargos e políticas de pessoal.
Errada, porque descrições de cargos são elementos formais e observáveis, mas políticas de pessoal também são mais institucionais e não correspondem a um componente não observável.
- B)sentimentos e tecnologias.
Errada, porque sentimentos são não observáveis, enquanto tecnologias são elementos materiais e visíveis, invertendo a ordem pedida.
- C)valores e normas do grupo.
Errada, porque valores e normas do grupo são componentes típicos da parte não observável da cultura, e a alternativa não traz um item observável antes.
- D)atitudes dos indivíduos e expectativas pessoais.
Errada, porque atitudes dos indivíduos e expectativas pessoais pertencem ao plano subjetivo e não ao conjunto de componentes observáveis.
- E)estrutura organizacional e relações afetivas.
Certa, porque estrutura organizacional é um componente observável e relações afetivas são não observáveis, exatamente na ordem pedida.
Gabarito: E
Na cultura organizacional, costuma-se separar o que você consegue enxergar no dia a dia do que fica mais escondido, nas crenças e nos sentimentos das pessoas. Os componentes observáveis são aqueles mais visíveis, como estrutura, símbolos, rituais, linguagem, regras formais e padrões de comportamento. Já os não observáveis ficam no plano interno, como valores, percepções, sentimentos, crenças e expectativas. Em outras palavras, a empresa pode até ter uma fachada bonita e organograma impecável, mas a cultura mesmo também mora no que as pessoas sentem e acreditam. É por isso que, em teoria organizacional, a cultura é vista como um conjunto de elementos visíveis e invisíveis, como ensina a doutrina de administração e comportamento organizacional. O gabarito está correto porque "estrutura organizacional" é um componente observável: você vê o organograma, os níveis hierárquicos, as áreas e os fluxos formais. Já "relações afetivas" são não observáveis, pois dependem da vivência interna das pessoas, do clima emocional e dos vínculos subjetivos que não aparecem de forma direta no desenho formal da organização. Então, a lógica da questão é essa: primeiro algo que você pode observar na prática, depois algo que está mais no campo invisível da cultura. A banca gosta muito dessa separação entre o aparente e o submerso, quase um iceberg organizacional.