A produtividade de 800 m² a 1.200 m² de limpeza de pisos frios por servente em jornada de oito horas diárias, dada pela Instrução Normativa n.º 5/2017, do antigo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, é baseada em princípios da
- A)teoria clássica da administração.
Errada, porque a teoria clássica trata da estrutura e dos princípios gerais da administração, mas não do cálculo detalhado de produtividade por tarefa.
- B)teoria comportamental.
Errada, porque a teoria comportamental foca nas pessoas, motivação e comportamento humano, não em padrões de rendimento físico do trabalho.
- C)teoria contingencial.
Errada, porque a teoria contingencial destaca que a administração depende da situação, e não de uma tabela fixa de produtividade.
- D)teoria burocrática.
Errada, porque a teoria burocrática enfatiza regras, formalidade e hierarquia, e não estudos de tempo, movimento e produtividade.
- E)administração científica.
Certa, porque a fixação de produtividade por servente com base em quantidade executada remete à medição e racionalização do trabalho típicas da Administração Científica.
Gabarito: E
A questão fala de produtividade padronizada para limpeza, medida em metros quadrados por servente em uma jornada fixa. Esse jeito de pensar é bem característico da Administração Científica, que buscava medir, comparar e definir padrões de desempenho no trabalho. A lógica é a de separar tarefa, tempo e rendimento, como se a administração pudesse ser organizada com base em estudo do método mais eficiente. Isso conversa diretamente com Frederick Taylor, o grande nome da Administração Científica. Ele defendia a divisão do trabalho, a análise dos tempos e movimentos e a busca da melhor forma de executar cada tarefa. Quando a norma fixa uma faixa de produtividade para um serviço, ela está justamente usando essa visão de padronização e controle do rendimento. Na prática, a Instrução Normativa n.º 5/2017 usa parâmetros objetivos para estimar a mão de obra necessária na contratação de serviços. Esse tipo de parâmetro não nasce da psicologia organizacional nem da burocracia formalista, mas da ideia de eficiência operacional. Ou seja: medir quanto um trabalhador entrega em determinado tempo é a cara da Administração Científica. Então, o gabarito é a letra E. A norma usa princípios de produtividade, racionalização e mensuração do trabalho, todos muito ligados a Taylor e à Administração Científica.