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O que estudar para concursos da área fiscal

Neste artigo
  1. As matérias da área fiscal e o peso de cada uma
  2. A base: ponto garantido em qualquer edital fiscal
  3. O bloco técnico: onde a prova é decidida
  4. Como distribuir o estudo dessas matérias
  5. Quanto tempo dedicar a cada matéria
  6. Perguntas frequentes

Para concursos da área fiscal você estuda dois grupos de matérias: a base comum a quase todo edital (Português, Raciocínio Lógico, Direito Constitucional e Direito Administrativo) e o bloco técnico que decide a aprovação (Contabilidade geral e pública, Direito Tributário, Administração Financeira e Orçamentária e Auditoria). A base garante ponto fácil; o bloco técnico, principalmente Contabilidade e Direito Tributário, é o que separa quem passa de quem fica pelo caminho.

Este guia vai além da lista de matérias e mostra, dentro de cada disciplina, os temas que mais caem nas provas fiscais, para você não gastar o mesmo tempo em tudo. A ideia é simples: peso maior, atenção maior. Se você ainda está decidindo o alvo, veja antes o passo a passo em concursos da área fiscal; aqui o foco é o conteúdo.

As matérias da área fiscal e o peso de cada uma

Um edital fiscal costuma ter de oito a doze disciplinas, mas nem todas valem o mesmo. A tabela abaixo separa a base do bloco técnico e traz o tamanho do acervo de cada matéria no furafila, um retrato de quanto ela é cobrada em prova.

GrupoMatériaFoco em prova fiscalQuestões no acervo
BasePortuguêsInterpretação de texto e gramática113.268
BaseRaciocínio LógicoEstruturas lógicas e argumentação19.866
BaseDireito ConstitucionalSistema Tributário Nacional e direitos fundamentais45.442
BaseDireito AdministrativoAtos, licitações, improbidade e servidores65.476
TécnicoContabilidadeDemonstrações, princípios e custos25.914
TécnicoContabilidade PúblicaReceita, despesa e demonstrações do setor público17.194
TécnicoDireito TributárioTributos, obrigação e crédito tributário14.382
TécnicoAFOOrçamento público e Lei de Responsabilidade Fiscal15.292
TécnicoAuditoriaProcedimentos, risco e controle interno9.457

Repare que o bloco técnico soma mais de 80 mil questões catalogadas só entre Contabilidade (geral e pública), Direito Tributário, AFO e Auditoria. É onde está o volume, e é onde você precisa passar mais tempo.

A base: ponto garantido em qualquer edital fiscal

A base aparece em praticamente todo concurso fiscal e não muda de um edital para o outro, então o tempo investido nela nunca é desperdiçado. Comece por aqui.

  • Português é a matéria mais cobrada do serviço público, e interpretação de texto é o campeão isolado: só de Produção e Interpretação de Texto são mais de 50 mil questões no acervo. Treine desde a primeira semana em Português para concursos.
  • Raciocínio Lógico é ponto rápido para quem pratica. Fisco cobra bastante, e o conteúdo gruda com repetição em Raciocínio Lógico.
  • Direito Constitucional tem um recorte especial na área fiscal: o Sistema Tributário Nacional, ou seja, as regras de tributação escritas na própria Constituição. Só o bloco de Ordem Econômica, Tributação e Ordem Social reúne mais de 5,5 mil questões.
  • Direito Administrativo entra com atos administrativos, poderes, licitações, improbidade e regime dos servidores. Licitação sozinha passa de 14 mil questões, sinal de quanto o tema é recorrente.

Estude por questões desde o começo. Ler resumo ajuda a entender, mas é a resolução repetida que fixa e mostra como a banca cobra cada tema.

O bloco técnico: onde a prova é decidida

Aqui está o coração da área fiscal. São quatro pilares, e dentro de cada um há temas que caem muito mais que os outros.

Contabilidade (geral e pública)

É a matéria mais longa e a que mais pesa em prova de fisco, principalmente estadual. Comece cedo: deixar Contabilidade para o fim é receita de reprovação. Os temas de maior peso no acervo são claros:

  • Demonstrações Contábeis (DRE e Balanço Patrimonial): mais de 10 mil questões, o assunto mais cobrado da disciplina.
  • Conceitos e princípios contábeis: mais de 6 mil questões, a base que sustenta o resto.
  • No setor público, Receita e Despesa Pública lidera, com mais de 4,7 mil questões catalogadas em Contabilidade Pública.

Direito Tributário

Disciplina de identidade da carreira. São mais de 14 mil questões no acervo, e os temas que mais aparecem são conceito e espécies de tributo (mais de 3,2 mil questões), Sistema Tributário Nacional (quase 3 mil) e crédito tributário, com lançamento, suspensão e extinção (mais de 2,1 mil). Domine essa espinha dorsal e você já resolve boa parte da prova. Treine direto em questões de Direito Tributário.

Administração Financeira e Orçamentária (AFO)

Orçamento público, Lei de Responsabilidade Fiscal, receita e despesa pública. Orçamento Público concentra mais de 4,5 mil questões e a LRF passa de 3 mil, os dois temas que você não pode deixar de dominar. Reforce em Direito Financeiro e Orçamento.

Auditoria

Menor em volume que os outros três, mas presente na Receita e nos fiscos estaduais. Os temas que mais caem são conceito, objetivos e tipos de auditoria, procedimentos e técnicas, e risco de auditoria com controle interno, cada um com mais de 1,4 mil questões catalogadas.

Como distribuir o estudo dessas matérias

Saber o que cai é metade do caminho; a outra metade é a ordem. Uma sequência que funciona:

  1. Firme a base primeiro: Português, Raciocínio Lógico, Constitucional e Administrativo nas primeiras semanas, priorizando interpretação de texto e Sistema Tributário Nacional.
  2. Entre na Contabilidade cedo, porque é a mais extensa e a de maior peso.
  3. Encaixe Direito Tributário em paralelo com o Constitucional, já que o Sistema Tributário Nacional liga as duas.
  4. AFO e Auditoria depois que a Contabilidade estiver engrenada, pois dialogam com o que você já viu.
  5. Discursiva e simulados na reta final, porque a maioria dos editais fiscais cobra prova escrita.

Contabilidade Pública, AFO e Direito Administrativo também são o núcleo das carreiras de controle e tribunais de contas. Por isso muita gente estuda fiscal e controle ao mesmo tempo: a base técnica é quase a mesma, o que multiplica as chances a cada ciclo de editais. Para comparar cargos e ver quais estão com processo aberto, use a página de concursos.

Quanto tempo dedicar a cada matéria

Não distribua as horas por igual. O peso em prova deveria guiar o peso no seu cronograma: Contabilidade e Direito Tributário merecem os maiores blocos, seguidos de AFO, Constitucional (com foco tributário) e Administrativo. Português e Raciocínio Lógico entram com blocos menores, porém diários, porque rendem ponto rápido e não podem enferrujar.

Para transformar isso em uma meta que cabe na sua rotina, use a calculadora de diagnóstico: ela cruza a data provável da prova com o tempo que você tem por dia e devolve quantas horas reservar. A partir daí, monte um ciclo girando as matérias, sempre com um bloco fixo para Contabilidade e outro só para questões. O furafila cataloga questões de 966 cargos, 425 órgãos e 7 bancas, o que ajuda a treinar exatamente as matérias que o seu edital cobra e a acompanhar seu percentual de acerto por tema. Se quiser entender também o retorno financeiro dessas carreiras, veja carreira fiscal: quanto ganha e o que estudar.

Perguntas frequentes

O que estudar para concursos da área fiscal?

A base é Português, Raciocínio Lógico, Direito Constitucional e Direito Administrativo. O bloco técnico, que decide a aprovação, é Contabilidade (geral e pública), Direito Tributário, Administração Financeira e Orçamentária (AFO) e Auditoria. Comece pela base para garantir ponto fácil, mas entre em Contabilidade cedo, porque é a matéria mais longa e a de maior peso.

Qual é a matéria mais importante para fiscal?

Contabilidade e Direito Tributário são as que mais decidem a prova, principalmente em fisco estadual. Contabilidade tem quase 26 mil questões catalogadas e Direito Tributário mais de 14 mil, um retrato de quanto caem. Dentro delas, priorize demonstrações contábeis, conceito e espécies de tributo e crédito tributário.

Preciso estudar Contabilidade Pública além da Contabilidade geral?

Sim, na maioria dos editais fiscais. A Contabilidade geral trata da empresa, e a pública trata de receita, despesa e demonstrações do setor público, com regras próprias. Só a Contabilidade Pública reúne mais de 17 mil questões no acervo, então trate-a como disciplina separada.

Dá para aproveitar o estudo fiscal em outros concursos?

Dá, e é uma estratégia comum. Contabilidade Pública, AFO, Direito Administrativo e Constitucional são o mesmo núcleo das carreiras de controle e tribunais de contas. Você monta a base uma vez e aproveita o estudo em editais das duas áreas.

Por qual matéria começar na área fiscal?

Comece firmando a base (Português e Raciocínio Lógico rendem ponto rápido) e entre em Contabilidade já nas primeiras semanas. Ela é a mais extensa e a de maior peso, então não pode ficar para o fim. Direito Tributário entra logo em seguida, de preferência junto com o Sistema Tributário Nacional no Constitucional.