f
furafila
📚Português

Gramática Normativa
e Uso da
Língua Culta

A base de tudo em Português. Norma culta, variações linguísticas, ortografia (Acordo de 2009), acentuação, crase e pontuação. A aula que você precisa dominar antes de qualquer outra.

Aula01 / 09
DisciplinaPortuguês
AtualizadoAbr / 2026
Nesta aula

Sumário

Nove módulos sobre os fundamentos da norma culta e da gramática normativa. Difficulty 1 não significa fácil; é a base da disciplina inteira.

  1. Gramática normativa: o que é
    Conceito, papel social, comparação com gramática descritiva
    p. 04
  2. Norma culta × variações linguísticas
    Regional, social, de registro, situacional
    p. 06
  3. Acordo Ortográfico de 2009
    Mudanças principais ainda cobradas em prova
    p. 09
  4. Acentuação gráfica
    Regras de oxítonas, paroxítonas, proparoxítonas, hiatos, ditongos
    p. 12
  5. Hífen na escrita atual
    Quando usar e quando NÃO usar
    p. 15
  6. Crase: regras essenciais
    As 6 situações que mais caem em prova
    p. 17
  7. Pontuação básica
    Vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos, travessão
    p. 20
  8. Concordância: visão geral
    Verbal e nominal, regras gerais
    p. 22
  9. Como cai em prova
    Padrões CESPE, FCC, FGV, VUNESP
    p. 24
  10. Mapa mental e revisão
    A aula inteira em duas páginas
    p. 26
  11. 10 questões comentadas
    Padrão das bancas, comentadas pelo Affonsinho
    p. 28
Meta desta aula
Dominar conceitos básicos de norma culta, aplicar regras essenciais de acentuação, hífen e crase, identificar usos corretos de pontuação e concordância. Base obrigatória para todas as outras aulas.
Antes de começar

O que você vai aprender

01
Distinguir gramática normativa de descritiva

Normativa prescreve a norma culta; descritiva descreve como a língua é usada de fato. Concurso cobra a normativa.

02
Reconhecer variações linguísticas

Variação geográfica (regionais), social (escolaridade), de registro (formal/informal), situacional (contexto). Norma culta é uma das variantes, não a "única certa".

03
Aplicar o Acordo Ortográfico

Vigente desde 2009 (obrigatório desde 2016). Trema, acento agudo em ditongos abertos paroxítonos, hífen reformulado.

04
Acentuar corretamente

Regras de oxítonas, paroxítonas, proparoxítonas. Hiatos, ditongos abertos, monossílabos tônicos.

05
Usar crase com segurança

As 6 situações clássicas: antes de palavras femininas, locuções adverbiais, "à moda de", verbos de movimento.

06
Pontuar com precisão

Vírgula, ponto-e-vírgula, dois-pontos, travessão. Cada um com função específica que cai em prova.

O Fuffu prepara o terreno

Português é a disciplina mais cobrada em qualquer concurso. Vale ouro investir tempo aqui. Esta aula é fundação: sem dominar gramática normativa, você não passa nas próximas.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 01

1 Gramática normativa: o que é

Conceito

Gramática normativa é o conjunto de regras que prescreve como se deve falar e escrever de acordo com a NORMA CULTA da língua. Estabelece o que é "certo" e "errado" segundo o padrão formal da escrita literária e acadêmica.

Em concurso público, o que cai é a gramática normativa. As bancas seguem a norma culta padrão da língua portuguesa, com base em referências como Bechara, Cunha & Cintra, Pasquale Cipro Neto.

Os três tipos de gramática

  1. Normativa: prescreve. Diz como deve ser. Foco: norma culta. (Cobrada em concurso.)
  2. Descritiva: descreve. Mostra como a língua é falada/escrita pelos usuários, sem julgamento. Foco: uso real. (Linguística moderna.)
  3. Histórica: estuda a evolução da língua ao longo do tempo. Foco: mudanças. (Acadêmica.)

Áreas da gramática

  • Fonética: sons da fala.
  • Fonologia: sistema de sons da língua.
  • Morfologia: estrutura e formação das palavras.
  • Sintaxe: organização das palavras na frase.
  • Semântica: significado das palavras e enunciados.
  • Estilística: efeitos expressivos do uso da língua.

Por que estudar a normativa

Em concurso público, o avaliador adota a norma culta como padrão. Mesmo que na vida cotidiana você diga "vamos no shopping", em redação oficial é "vamos ao shopping". A norma culta é o "uniforme da fala formal".

Dica do Fuffu

Concurso público = norma culta sempre. Mesmo que você fale de outro jeito no dia a dia, na prova use as regras da gramática normativa. Não é "feio", é convenção formal.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 01

Os 4 gramatistas que as bancas consultam

  1. Evanildo Bechara: Moderna Gramática Portuguesa. Referência clássica adotada por CESPE e FGV.
  2. Celso Cunha e Lindley Cintra: Nova Gramática do Português Contemporâneo. Padrão brasileiro-português europeu.
  3. Pasquale Cipro Neto e Ulisses Infante: Gramática da Língua Portuguesa. Linguagem mais acessível, popular entre cursinhos.
  4. Domingos Paschoal Cegalla: Novíssima Gramática. Referência para concursos.

Em caso de divergência

Quando os gramáticos divergem, a banca costuma seguir Bechara como referência principal. Se a questão dá margem a interpretações, prevalece a posição mais consolidada.

Acordos ortográficos no Brasil

  • 1971: simplificação da acentuação.
  • 1990: assinado o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
  • 2009: vigência no Brasil (período de transição).
  • 2016: obrigatório no Brasil.

Hoje (2026), todas as provas adotam o Acordo de 2009 como padrão.

VOLP: a referência oficial

Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras (ABL). É o repositório oficial das grafias aceitas. Em caso de dúvida grave sobre como escrever uma palavra, a banca consulta o VOLP.

Bate-papo com o Seu Teoffilo

A norma culta brasileira ainda passa por debates internos. Bechara é referência mais conservadora; Pasquale é didático para iniciantes. Em concurso, prevalece a tradição: o que está nos compêndios clássicos, é norma culta.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 02

2 Norma culta × variações linguísticas

A língua varia

Toda língua viva varia. As variações são normais e legítimas. A norma culta é UMA das variantes, a que se usa em contextos formais (redação oficial, literatura, imprensa, concurso público).

Os 4 tipos de variação

VariaçãoO que mudaExemplo
Geográfica (diatópica)Onde se fala"mandioca" (PE) × "macaxeira" (NE)
Social (diastrática)Quem falaNorma culta × variedade popular
De registro (diafásica)Como se fala"Bom dia" (formal) × "Eaí" (informal)
Histórica (diacrônica)Quando se falouPortuguês arcaico × moderno

Preconceito linguístico

Avaliar uma variante como "errada" só porque difere da norma culta é PRECONCEITO LINGUÍSTICO. A linguística moderna (Bagno, Câmara Júnior, Marcuschi) afirma: nenhuma variante é "errada" em si; é apenas inadequada para certo contexto.

Em concurso, esse conceito cai como pegadinha: a banca pergunta se "tem que ter" é correto. A resposta correta: na norma culta, o adequado é "tem que haver" ou "tem de ter". Mas isso NÃO significa que "tem que ter" seja "errado" linguisticamente; só não é a forma da norma culta.

Adequação × correção

Em vez de pensar em "certo × errado", pense em ADEQUADO × INADEQUADO ao contexto. Em redação oficial, use norma culta. Em conversa entre amigos, use a variante coloquial. Cada situação tem sua adequação.

Coach Jeff, macete

Em concurso, "norma culta" não é a "única certa". É a variante adequada ao contexto formal. Decora isso e não cai na pegadinha de questões sobre preconceito linguístico.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 02

Marcas da norma culta brasileira

  • Pronome reto na função de sujeito: "Ele veio" (não "Ele veio ele").
  • Concordância plena: "Os meninos foram" (não "Os menino foi").
  • Próclise, mesóclise, ênclise: regras de colocação pronominal.
  • Crase obrigatória: "Vou à praia" (não "Vou na praia").
  • Uso de "haver" em sentido existencial: "Há muitos candidatos" (não "Tem muitos candidatos").
  • Não uso de "a gente" como sujeito de 1ª pessoa do plural: prefere-se "nós".
  • Você como tratamento, não como pronome de 2ª pessoa direta (em PT-BR, na verdade, é norma híbrida).

Variedade popular brasileira

Frequente na fala cotidiana, mas geralmente inadequada em redação oficial:

  • "Tem" para "haver" ("Tem muitos pratos" em vez de "Há").
  • "A gente" para "nós" ("A gente foi" em vez de "Nós fomos").
  • Concordância simplificada ("Eles foi").
  • Próclise generalizada ("Me dá um copo").
  • Ausência de crase ("Vou na praia").

Regra de ouro em concurso

Em qualquer questão de Português que pergunta "qual a forma correta", responda com a NORMA CULTA. Não use intuição da fala cotidiana; pense no que está nos compêndios.

Bate-papo com o Seu Teoffilo

A distância entre fala e escrita formal é maior em português brasileiro do que em outras línguas. Isso porque herdamos uma tradição luso-portuguesa muito rica e tivemos uma evolução popular muito vigorosa. As duas convivem; concurso pede a primeira.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 03

3 Acordo Ortográfico de 2009

Contexto

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado em 1990 por todos os países lusófonos (Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé, Cabo Verde, Timor-Leste). No Brasil, entrou em vigência em 2009 e tornou-se obrigatório em 2016.

Mudanças principais (que ainda caem em prova)

1. Trema (¨) abolido:

  • Antes: lingüiça, agüentar, freqüente.
  • Hoje: linguiça, aguentar, frequente.
  • Exceção: em nomes próprios estrangeiros (Müller, Bündchen).

2. Acento agudo em ditongos abertos paroxítonos (-éi, -éu, -ói):

  • Antes: idéia, jibóia, heróico.
  • Hoje: ideia, jiboia, heroico.
  • Continuam acentuados os monossílabos: céu, dói, herói (oxítonos).

3. Hiatos "oo" e "ee":

  • Antes: enjôo, vôo, lêem, vêem.
  • Hoje: enjoo, voo, leem, veem.

4. Verbo arguir e palavras com "u" tônico após "g/q":

  • Antes: argúi, redargúi.
  • Hoje: argui, redargui.

Mudanças que NÃO ocorreram

  • O acento diferencial em "pôde" (passado) × "pode" (presente) FOI mantido.
  • O acento em "pôr" (verbo) × "por" (preposição) FOI mantido.

Alerta do Examinador

Cuidado com "pôde × pode" e "pôr × por": esses acentos diferenciais foram MANTIDOS após o Acordo. Outros foram abolidos. A banca testa essa pegadinha com frequência.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 03

Acentos diferenciais MANTIDOS

  • pôde (3ª pessoa singular, pretérito perfeito do indicativo) × pode (presente).
  • pôr (verbo) × por (preposição).
  • tem/têm e vem/vêm (singular/plural).

Acentos diferenciais ABOLIDOS

  • pára (verbo) × para (preposição). Hoje, ambos são "para".
  • pêlo (substantivo) × pelo (preposição + artigo). Hoje, ambos são "pelo".
  • pólo (substantivo) × polo (combinação por + lo). Hoje, ambos são "polo".
  • côa (verbo coar) × coa (com a). Hoje, "coa" para os dois.

Exemplos práticos

Antes do Acordo: "O carro pára na rua. O cão tem pêlo macio. Joga pólo nos finais de semana."

Depois do Acordo: "O carro para na rua. O cão tem pelo macio. Joga polo nos finais de semana."

Como reconhecer rapidamente

Em prova, se aparecer palavra com trema (¨), é forma INCORRETA pós-2009. Se aparecer "idéia", "jibóia", "vôo", também é incorreto. Sempre escolha a forma SEM esses elementos.

Mas atenção: "pôde", "pôr", "têm", "vêm" CONTINUAM com acento. Não confunda.

Pegadinha da Dotôra Soffya

"Para" (verbo "parar") e "para" (preposição) hoje são iguais. Mas "pôde" e "pode" continuam diferentes. Por quê? Porque "pôde" só ocorre na 3ª pessoa singular do pretérito, e a banca quer que o leitor distinga tempo verbal. Há lógica funcional na escolha.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 04

4 Acentuação gráfica

Tipos de palavras quanto à sílaba tônica

  • Oxítona: tônica é a ÚLTIMA sílaba. Ex.: caFÉ, paPEL.
  • Paroxítona: tônica é a PENÚLTIMA. Ex.: MEsa, esTUdo.
  • Proparoxítona: tônica é a ANTEPENÚLTIMA. Ex.: MÚsica, áRABE.

Regras de acentuação

1. Proparoxítonas: TODAS são acentuadas. Ex.: lâmpada, médico, ônibus, súdito.

2. Paroxítonas: acentuadas quando NÃO terminam em -a, -e, -o, -em, -ens, -am.

  • Acentuadas: tórax, hífen, fácil, vírus, álbum, juízes.
  • Não acentuadas: mesa (-a), face (-e), couro (-o), homem (-em), coragem (-em).

3. Oxítonas: acentuadas quando terminam em -a, -e, -o, -em, -ens.

  • Acentuadas: sofá, café, vovó, alguém, parabéns.
  • Não acentuadas: paladar, cantor, segurar.

4. Monossílabos tônicos: acentuados quando terminam em -a, -e, -o (puros ou seguidos de -s).

  • Acentuados: pá, fé, dó, três, mês, pôs.
  • Não acentuados: cor, mar, paz.

Hiatos: i, u tônicos

O "i" e o "u" tônicos formam hiato com a vogal anterior e recebem acento (chapéu, saída, baú), mas NÃO se forem seguidos de -nh ou se em palavras paroxítonas (rainha, juiz).

Dica do Fuffu

Memorize a regra inversa: paroxítonas só acentuam se NÃO terminam em -a, -e, -o, -em, -ens, -am. Oxítonas só acentuam se terminam nessas mesmas terminações. É lógica espelhada.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 04

Ditongos abertos

Os ditongos abertos -éi, -éu, -ói recebem acento APENAS em palavras OXÍTONAS e MONOSSÍLABOS:

  • Acentuados: anéis, chapéus, herói, dói, lençóis, papéis.
  • NÃO acentuados em paroxítonas: ideia, jiboia, heroico, geleia, alcaloide.

Esta foi uma das mudanças centrais do Acordo de 2009.

Verbos com regência especial

Pôr (verbo) é acentuado para distinguir da preposição por:

  • "Vou pôr a mesa" (verbo).
  • "Pelo bem da família" (preposição).

Têm e vêm (plural)

Os verbos ter e vir têm forma diferente no singular e plural:

  • 3ª pessoa singular: ele tem, ele vem (sem acento).
  • 3ª pessoa plural: eles têm, eles vêm (com acento circunflexo).

O acento marca o plural. Em prova, esse detalhe é cobrado.

Resumo: o que SEMPRE leva acento

  1. Toda proparoxítona.
  2. Paroxítonas terminadas em -i, -u, -us, -l, -n, -r, -x, -ã, -um, -uns, -i (com s), -ditongo seguido de -s ou não.
  3. Oxítonas terminadas em -a, -e, -o (puros ou com s), -em, -ens.
  4. Monossílabos tônicos terminados em -a, -e, -o (puros ou com s).
  5. Ditongos abertos -éi, -éu, -ói em oxítonas e monossílabos.
  6. "i" e "u" tônicos em hiato (saída, baú), exceto se seguidos de -nh ou em paroxítonas (juiz).
  7. Acentos diferenciais mantidos: pôde, pôr, têm, vêm.

Bate-papo com o Seu Teoffilo

Acentuação parece detalhe, mas é o que separa o candidato preparado do aproximado. Treine 50 palavras por semana, focando nas regras menos óbvias (paroxítonas, ditongos, hiatos). Em pouco tempo, vira reflexo.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 05

5 Hífen na escrita atual

Quando USAR hífen

Após o Acordo de 2009, as regras se simplificaram. Use hífen quando:

  1. O segundo elemento começa com a mesma vogal do primeiro: anti-imperialista, micro-ondas, sub-bibliotecário.
  2. O segundo elemento começa com h: super-homem, anti-higiênico, mini-hospital.
  3. O primeiro elemento termina em vogal e o segundo começa com r ou s, e DOBRA-SE essas letras: anti-rugas (não), antirrugas. Cuidado: se o segundo começa com r/s e o primeiro termina em vogal, NÃO usa hífen e DOBRA: antissocial, ultrarrápido.
  4. Prefixos de letras maiúsculas: pré-Renascimento, anti-Brasil.
  5. Prefixos "vice-", "ex-" (anterior), "pós-" tônico, "pré-" tônico, "pró-" tônico: vice-presidente, ex-marido, pós-graduação, pré-escola, pró-África.

Quando NÃO USAR hífen

  1. Se o segundo elemento começa com vogal diferente do primeiro: autoescola, autoestima, agroindustrial, intraocular.
  2. Se o segundo elemento começa com r ou s e o primeiro NÃO termina em vogal: hipertensão, hipersônico (com hífen errado).
  3. Em palavras com prefixos como "co-", "re-", "des-": coautor, reescrever, desumano (sem hífen).

Casos cobrados em prova

  • "micro-ondas" (com hífen) ou "microondas" (errado).
  • "autoescola" (sem hífen) ou "auto-escola" (errado).
  • "antirrugas" (sem hífen, com dobra) ou "anti-rugas" (errado).
  • "super-homem" (com hífen) ou "superhomem" (errado).

Coach Jeff, macete

Para hífen, decora 3 padrões: VOGAIS IGUAIS = hífen (anti-imperialista). VOGAIS DIFERENTES = sem hífen (autoescola). H = sempre hífen (super-homem). Esses três casos cobrem 80% das pegadinhas.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 06

6 Crase: regras essenciais

O que é crase

Crase é a fusão de duas vogais idênticas, particularmente da preposição "a" com o artigo definido feminino "a" (ou com pronomes demonstrativos "a", "aquela", "aquele"). Marcada pelo acento grave.

As 6 situações que mais caem

  1. Antes de palavra feminina específica: "Vou à praia." (preposição "a" + artigo "a").
  2. Locuções adverbiais femininas: à toa, à noite, à vontade, à direita, à esquerda.
  3. Locuções prepositivas femininas: à custa de, à beira de, à mercê de, à frente de.
  4. Locuções conjuntivas femininas: à medida que, à proporção que.
  5. Indicação de horas específicas: "Saímos às 8 horas." (à = às, plural).
  6. "À moda de", mesmo subentendido: "Bife à milanesa." (à moda milanesa).

Quando NÃO há crase

  1. Antes de palavra masculina: "Andou a pé." (não "à pé").
  2. Antes de verbos no infinitivo: "Começou a estudar." (não "à estudar").
  3. Antes de pronomes pessoais: "Disse a ela." (não "à ela").
  4. Antes de pronomes indefinidos: "a alguma pessoa", "a toda mulher".
  5. Em expressões com palavras repetidas: "frente a frente", "cara a cara", "gota a gota".
  6. Antes de "casa" (no sentido de lar próprio): "Vou a casa." Mas: "Vou à casa de minha mãe" (com determinação).

Alerta do Examinador

Macete clássico: substitua a palavra feminina por uma masculina. Se aparecer "ao", há crase ("Vou à praia" → "Vou ao parque"). Se aparecer "a" sem fusão, não há crase ("Andou a pé" → "Andou de pé"; usa-se "de", então "a" sem crase).

Prof. Affonsinho explica, Módulo 06

Crase opcional (você escolhe)

Em três situações, a crase é facultativa. As duas formas são aceitas:

  1. Antes de pronome possessivo feminino: "Refiro-me à minha amiga" OU "Refiro-me a minha amiga".
  2. Antes de nomes próprios femininos: "Falei à Maria" OU "Falei a Maria".
  3. Após a preposição "até": "Vou até à praia" OU "Vou até a praia".

Crase em "aquele/aquela/aquilo"

Quando a preposição "a" se junta com os pronomes "aquele", "aquela", "aquilo", há crase:

  • "Refiro-me àquele assunto." (a + aquele = àquele).
  • "Volto àquela cidade." (a + aquela = àquela).
  • "Aludi àquilo." (a + aquilo = àquilo).

Crase com "qual" e "quais"

Quando "à qual" ou "às quais" indica preposição + artigo:

  • "A pessoa à qual me refiro." (a quem; substitui pronome relativo feminino).
  • "As pessoas às quais me refiro."

"À distância"

Tem crase mesmo sem indicação específica:

  • "Vamos atender à distância." (sentido idiomático fixo).
  • "Curso à distância" (sem crase, mas ambas formas aceitas modernamente).

Macete da substituição

Para confirmar crase, troque a palavra feminina por uma masculina equivalente:

  • "Vou à praia" → "Vou ao parque" (ao = à, há crase).
  • "Refiro-me a Pedro" (a Pedro = a + nome masculino, sem fusão; não há crase mesmo no feminino: "Refiro-me a Maria").

O Raffinha treina crase

Crase é o tema mais cobrado de gramática em prova. Vale ouro investir tempo no macete da substituição. Treine 30 frases e isso vira reflexo automático.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 07

7 Pontuação básica

Vírgula

Usa-se vírgula para:

  1. Separar elementos de uma enumeração: "Comprei pão, leite, manteiga e queijo."
  2. Isolar aposto: "Pedro, meu irmão, chegou cedo."
  3. Isolar vocativo: "Maria, venha aqui!"
  4. Separar oração subordinada adverbial (quando antecede a principal): "Quando chegou, todos aplaudiram."
  5. Separar adjuntos adverbiais deslocados: "Ontem, fui à praia."
  6. Antes de "mas", "porém", "contudo", "todavia": "Estudou muito, mas não passou."

NÃO usar vírgula entre sujeito e verbo, nem entre verbo e complemento.

Ponto e vírgula

Usa-se ponto e vírgula para:

  1. Separar orações coordenadas longas ou que já contenham vírgulas: "Comprei o livro, que estava em promoção; depois, fui ao café."
  2. Separar itens de uma enumeração extensa: "Os critérios são: experiência profissional; formação acadêmica; aprovação em concurso."

Dois-pontos

Usa-se dois-pontos para:

  1. Anunciar uma fala: "Pedro disse: 'Vamos.'"
  2. Introduzir enumeração: "São três cores: verde, amarelo, azul."
  3. Indicar explicação ou consequência: "Ele venceu: aplicou-se ao máximo."

Travessão

Usa-se travessão (símbolo de traço longo) para:

  1. Indicar fala em diálogo, abrindo o turno do falante.
  2. Isolar expressão explicativa em meio à frase, com função similar aos parênteses.

Dica do Fuffu

Em prova, a vírgula é a estrela. Decora os 6 usos principais e identifica facilmente onde colocar. NUNCA separe sujeito de verbo, mesmo que a oração seja longa.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 08

8 Concordância: visão geral

Concordância verbal

O verbo concorda em NÚMERO e PESSOA com o sujeito.

  • "Os meninos foram à escola" (foram = 3ª p. plural; sujeito plural).
  • "Eu estudo" (estudo = 1ª p. singular; sujeito eu).

Concordância nominal

Adjetivos, artigos, pronomes e numerais concordam em GÊNERO e NÚMERO com o substantivo a que se referem.

  • "As meninas bonitas chegaram" (bonitas = feminino plural; meninas = feminino plural).
  • "O carro novo" (novo = masculino singular; carro = masculino singular).

Casos especiais de concordância verbal

  • Sujeito composto antes do verbo: verbo no plural. "Pedro e Maria foram."
  • Sujeito composto depois do verbo: verbo no plural ou no singular (concorda com o mais próximo). "Foram Pedro e Maria" OU "Foi Pedro e Maria".
  • Verbo "haver" no sentido de existir: sempre singular, impessoal. "Há muitos candidatos." (não "Haviam".)
  • Verbo "fazer" indicando tempo decorrido: sempre singular, impessoal. "Faz dois anos que ele se foi."

Casos especiais de concordância nominal

  • Adjetivo após substantivos: concorda com o mais próximo OU vai para o masculino plural.
  • Pronome "tudo": sempre singular masculino.
  • Anexo, incluso, junto, leso: concordam com o substantivo. "Cartas anexas." (não "anexo").

Bate-papo com o Seu Teoffilo

Concordância é o tema mais técnico da gramática. As regras gerais são simples; os casos especiais é que dão trabalho. Aulas 04 e 05 (Sintaxe e Semântica) aprofundam isso. Por ora, o essencial é o sujeito determinar o número/pessoa do verbo, e o substantivo determinar o gênero/número dos modificadores.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 09

9 Como cai em prova

Padrão CESPE

  • Julgar afirmações sobre regras gramaticais (certo/errado).
  • Identificar erros ortográficos no texto-base.
  • Substituir palavras mantendo a mesma classe gramatical.
  • Apontar acertos e erros de pontuação.

Padrão FCC

  • Apontar uso correto/incorreto de crase.
  • Reconhecer regras de acentuação.
  • Identificar concordância correta.
  • Detectar erros de hífen pós-Acordo.

Padrão FGV

  • Análise contextual da norma culta no texto.
  • Variações linguísticas e adequação.
  • Reescritura mantendo o mesmo sentido.

Padrão VUNESP

  • Aplicação prática de regras (acentuar palavras dadas).
  • Identificar erros de pontuação.
  • Crase em frases curtas.

O Raffinha resume

Em qualquer banca, três temas dominam Gramática Normativa: acentuação, crase e pontuação. Domine esses três e você acerta a maior parte das questões introdutórias.

Aula inteira em uma página

Mapa mental

Gramática Normativa
Conceito
  • Prescreve a norma culta
  • Diferente da descritiva e histórica
  • Concurso = normativa sempre
Variações
  • Geográfica, social, registro, histórica
  • Norma culta = uma das variantes
  • Adequação × correção
Acordo Ortográfico 2009
  • Trema abolido
  • Ditongos abertos paroxítonos sem acento
  • Hiatos "oo" e "ee" sem acento
  • "Pôde", "pôr", "têm", "vêm" mantidos
Acentuação
  • Proparoxítonas: TODAS
  • Paroxítonas: NÃO em -a, -e, -o, -em, -ens, -am
  • Oxítonas: SIM em -a, -e, -o, -em, -ens
  • "i", "u" tônicos em hiato
Hífen
  • Vogais iguais: hífen (anti-imperialista)
  • Vogais diferentes: sem hífen (autoescola)
  • "H": sempre hífen (super-homem)
Crase
  • Antes de feminino específico
  • Locuções: à toa, à noite
  • Horas, à moda de
  • Macete: substitua por masculino
Pontuação
  • Vírgula: enumeração, aposto, vocativo
  • NÃO entre sujeito e verbo
  • Antes de "mas", "porém"
Concordância
  • Verbal: número e pessoa (sujeito)
  • Nominal: gênero e número (substantivo)
  • "Haver" existencial: sempre singular
Em 90 segundos

Revisão relâmpago

01
Norma culta

Variante adequada ao contexto formal. Concurso sempre cobra norma culta.

02
Acordo 2009

Trema abolido. Ditongos abertos paroxítonos sem acento. Hiatos "oo"/"ee" sem acento.

03
Acentos mantidos

"Pôde" × "pode", "pôr" × "por", "têm" × "tem", "vêm" × "vem". CONTINUAM com acento.

04
Acentuação geral

Proparoxítonas: TODAS. Paroxítonas: só algumas terminações. Oxítonas: -a, -e, -o, -em, -ens.

05
Hífen

Vogais iguais ou "h" = hífen. Vogais diferentes = sem hífen + dobra de r/s se preciso.

06
Crase

Antes de feminino com artigo, locuções (à toa), horas, "à moda de". Macete: trocar por masculino.

07
Pontuação

Vírgula: enumeração, aposto, vocativo. NUNCA entre sujeito e verbo.

08
Concordância

Verbo: número/pessoa do sujeito. Adjetivo: gênero/número do substantivo. "Haver" = sempre singular.

Fuffu resume
Norma culta + Acordo 2009 + acentuação + hífen + crase + pontuação + concordância. Sete pilares da gramática normativa. Decora cada um e domina prova.
Fixação

10 questões comentadas

Dez questões no padrão CESPE/FCC/FGV/VUNESP, comentadas pelo Prof. Affonsinho. Cobrem norma culta, Acordo 2009, acentuação, hífen, crase, pontuação e concordância.

Aviso do Examinador

Pegadinhas mais comuns: confundir Acordo 2009 (esquecer que "pôde" mantém acento), errar crase antes de palavra masculina, hífen com prefixos vocálicos, vírgula entre sujeito e verbo, e concordância de "haver" existencial.

Estratégia
Em crase, sempre teste o macete da substituição (troque feminino por masculino). Em acentuação, identifique a sílaba tônica antes da regra. Em pontuação, NUNCA isole sujeito de verbo.

Q1 Questão 01 · Comentada

Enunciado. Após o Acordo Ortográfico de 2009, qual das palavras abaixo está grafada CORRETAMENTE?

A) Idéia.

B) Linguiça.

C) Vôo.

D) Heróico.

E) Enjôo.

Gabarito: B

Análise:

  • A: errada. Após Acordo, "ideia" (sem acento, ditongo aberto em paroxítona).
  • B: correta. "Linguiça" (sem trema, abolido pelo Acordo).
  • C: errada. "Voo" (sem acento, hiato "oo" em paroxítona).
  • D: errada. "Heroico" (sem acento, ditongo aberto em paroxítona).
  • E: errada. "Enjoo" (sem acento, hiato "oo" em paroxítona).

Comentário do Prof. Affonsinho

Acordo Ortográfico 2009

Esta questão testa as 4 mudanças principais do Acordo: trema abolido (linguiça), ditongos abertos paroxítonos sem acento (ideia, jiboia, heroico) e hiatos 'oo'/'ee' sem acento (voo, enjoo, leem). Decora as 4 mudanças e nunca mais erra.

Q2 Questão 02 · Comentada

Enunciado. Em qual frase a CRASE está usada CORRETAMENTE?

A) Vou à pé até o trabalho.

B) Refiro-me à ela com carinho.

C) Saímos às 8 horas da manhã.

D) Comecei à estudar cedo.

E) Vou à este lugar pela primeira vez.

Gabarito: C

Análise:

  • A: errada. "A pé" (palavra masculina; sem crase).
  • B: errada. "A ela" (pronome pessoal; sem crase).
  • C: correta. "Às 8 horas" (indicação de horas, com crase).
  • D: errada. "A estudar" (verbo no infinitivo; sem crase).
  • E: errada. "A este" (pronome demonstrativo masculino; sem crase).

Comentário do Prof. Affonsinho

Crase: regras essenciais

Crase é tema-rei em prova. A indicação de horas (à 1h, às 8h, às 18h) sempre leva crase. Antes de palavra masculina, pronome pessoal, verbo no infinitivo ou pronome demonstrativo masculino, NÃO há crase. Decora essas exceções.

Q3 Questão 03 · Comentada

Enunciado. Marque a alternativa em que a palavra com hífen está grafada CORRETAMENTE após o Acordo de 2009:

A) Antiimperialista.

B) Auto-escola.

C) Micro-ondas.

D) Anti-rugas.

E) Superhomem.

Gabarito: C

Análise:

  • A: errada. "Anti-imperialista" (vogais iguais "i" + "i" = hífen).
  • B: errada. "Autoescola" (vogais diferentes "o" + "e" = sem hífen).
  • C: correta. "Micro-ondas" (vogais iguais "o" + "o" = hífen).
  • D: errada. "Antirrugas" (vogais "i" + "r"; sem hífen + dobra de "r").
  • E: errada. "Super-homem" (segundo elemento começa com "h" = hífen).

Comentário do Prof. Affonsinho

Hífen com prefixos

Três regras: vogais IGUAIS = hífen (anti-imperialista, micro-ondas). Vogais DIFERENTES = sem hífen, e se for r/s, dobra (autoescola, antirrugas). 'H' como segunda letra = sempre hífen (super-homem, anti-higiênico).

Q4 Questão 04 · Comentada

Enunciado. Sobre o Acordo Ortográfico de 2009, julgue: o acento diferencial em "pôde" (passado) versus "pode" (presente) foi mantido.

( ) Certo    ( ) Errado

Gabarito: CERTO

Apesar do Acordo de 2009 ter abolido vários acentos diferenciais (pára/para, pêlo/pelo, pólo/polo), os acentos em "pôde × pode", "pôr × por", "têm × tem", "vêm × vem" foram MANTIDOS. A razão é evitar ambiguidade temporal e gramatical relevante.

Comentário do Prof. Affonsinho

Acentos diferenciais

Esta é a pegadinha do Acordo 2009. Vários acentos diferenciais foram abolidos (pára/para, pêlo/pelo, pólo/polo, côa/coa). Mas alguns continuaram: pôde, pôr, têm, vêm. Decora os mantidos: são apenas 4.

Q5 Questão 05 · Comentada

Enunciado. Marque a alternativa com a concordância CORRETA:

A) Haviam muitos candidatos na sala.

B) Houve muitos candidatos na sala.

C) Existiu muitos candidatos na sala.

D) Tem muitos candidatos na sala.

E) Haviam-se muitos candidatos na sala.

Gabarito: B

O verbo "haver" no sentido de EXISTIR é IMPESSOAL. Não tem sujeito; portanto, vai sempre na 3ª pessoa SINGULAR. "Houve muitos candidatos" (não "haviam"). É um dos erros mais comuns da fala popular.

Em contrapartida, "existiu" e "tem" são verbos pessoais. "Existiram" e "Tinham" no plural seriam corretos, mas "tem" e "existiu" no singular SÃO ERRADOS aqui (precisariam estar no plural para concordar com "muitos").

A norma culta prefere "haver" impessoal a "ter" no sentido de existir. "Há muitos candidatos" (formal) versus "Tem muitos candidatos" (popular).

Comentário do Prof. Affonsinho

Verbo 'haver' existencial

Esta é a regra mais cobrada de concordância em concurso. 'Haver' no sentido de existir é IMPESSOAL: sempre singular. Nunca 'haviam', 'haverão', sempre 'havia', 'haverá'. Decora isso e ganha muitos pontos.

Q6 Questão 06 · Comentada

Enunciado. Em qual frase a vírgula está usada INCORRETAMENTE?

A) Pedro, meu irmão, chegou ontem.

B) Comprei, leite, pão e queijo.

C) Quando saí, começou a chover.

D) Maria, abra a porta!

E) Estudei muito, mas não passei.

Gabarito: B

Análise:

  • A: correta. Vírgulas isolam aposto explicativo ("meu irmão").
  • B: ERRADA. A vírgula entre o verbo ("comprei") e o objeto direto ("leite, pão e queijo") é incorreta. Deveria ser: "Comprei leite, pão e queijo." (sem vírgula após "comprei").
  • C: correta. Vírgula separa oração subordinada adverbial deslocada.
  • D: correta. Vírgula isola vocativo ("Maria").
  • E: correta. Vírgula antes de "mas" (conjunção adversativa).

Comentário do Prof. Affonsinho

Vírgula entre verbo e complemento

Regra de ouro: NUNCA separe verbo de complemento (objeto direto/indireto). 'Comprei leite' está correto; 'Comprei, leite' está errado. O mesmo vale para sujeito × verbo: 'Pedro chegou' (sem vírgula); 'Pedro, chegou' (errado, isola sujeito de verbo).

Q7 Questão 07 · Comentada

Enunciado. Sobre acentuação gráfica, julgue: a palavra "saúde" leva acento porque o "u" é tônico em hiato com a vogal anterior.

( ) Certo    ( ) Errado

Gabarito: CERTO

Em "saúde", o "u" é vogal tônica isolada em hiato com o "a" anterior (sa-ú-de). Por essa regra, recebe acento. A regra é: vogais "i" e "u" tônicas em hiato com vogal anterior são acentuadas (saída, baú, saúde, juíza), exceto se forem seguidas de "nh" (rainha, ventoinha) ou se a palavra for paroxítona com sílaba precedente formada por ditongo (raiz, juiz - mas estes são casos específicos).

Comentário do Prof. Affonsinho

Hiato com 'i' e 'u' tônicos

Os hiatos de 'i' e 'u' tônicos formam regras específicas de acentuação. Sempre recebem acento, exceto em casos com 'nh' ou em paroxítonas com particularidades. Treine identificar a tonicidade antes de aplicar a regra.

Q8 Questão 08 · Comentada

Enunciado. Sobre variações linguísticas e norma culta, é correto afirmar:

A) A norma culta é a única forma correta da língua portuguesa.

B) Variações linguísticas indicam erro de quem fala.

C) A norma culta é uma das variantes da língua, adequada ao contexto formal.

D) Toda variação regional é considerada errada pela linguística moderna.

E) A linguagem coloquial deve ser usada em redação oficial.

Gabarito: C

Análise:

  • A: errada. A norma culta é UMA variante, não a única "correta".
  • B: errada. Variações são naturais, não erros.
  • C: correta. A norma culta é a variante adequada para contextos formais (concurso, redação oficial, documentos).
  • D: errada. A linguística moderna RECONHECE as variações regionais como legítimas.
  • E: errada. Em redação oficial deve-se usar a norma culta, não a linguagem coloquial.

Comentário do Prof. Affonsinho

Variação × correção

A linguística moderna trata variações como legítimas, não como erros. Em concurso, o que importa é a norma culta como variante ADEQUADA para contextos formais. Mas isso não diminui a legitimidade de outras variantes em outros contextos.

Q9 Questão 09 · Comentada

Enunciado. Em qual alternativa a concordância nominal está CORRETA?

A) Seguem em anexa as cartas e os documentos solicitados.

B) Seguem em anexo as cartas e os documentos solicitados.

C) Seguem em anexos as cartas e os documentos solicitados.

D) Segue em anexo as cartas e os documentos solicitados.

E) Seguem em anexos as cartas e os documentos solicitado.

Gabarito: B

Em "em anexo", a expressão é INVARIÁVEL. NÃO se diz "anexas" nem "anexos" para concordar; é sempre "em anexo".

Por outro lado, o adjetivo "anexo" sozinho (sem "em") concorda: "Cartas anexas" / "Documento anexo".

Análise das alternativas:

  • A: errada. "Em anexa" não existe.
  • B: correta. "Em anexo" invariável + verbo plural "seguem" (concorda com "cartas e documentos").
  • C: errada. "Em anexos" não é forma usual.
  • D: errada. "Segue" no singular, mas o sujeito ("cartas e documentos") é plural.
  • E: errada. "Solicitado" deveria ser "solicitados" (concorda com "documentos" plural).

Comentário do Prof. Affonsinho

Concordância de 'anexo' e 'em anexo'

Distinção sutil mas cobrada: 'em anexo' é INVARIÁVEL. 'Anexo' sozinho (adjetivo) concorda com o substantivo. Decora essa diferença e ganha questão.

Q10 Questão 10 · Comentada

Enunciado. Sobre o uso de crase, julgue: na frase "Vou à uma loja distante", a crase está usada corretamente.

( ) Certo    ( ) Errado

Gabarito: ERRADO

"Uma" é artigo INDEFINIDO. A crase ocorre quando a preposição "a" se funde com o ARTIGO DEFINIDO feminino "a" ou com pronomes demonstrativos. Antes de artigo indefinido (uma, umas), NÃO há crase.

O correto seria: "Vou a uma loja distante" (sem crase).

Macete: substitua por masculino. "Vou a um local distante" (sem fusão; preposição "a" + artigo indefinido "um"). Como não tem fusão masculina, não há crase no feminino.

Comentário do Prof. Affonsinho

Crase antes de artigo indefinido

Não há crase antes de 'uma', 'umas' (artigos indefinidos). Crase exige fusão de preposição 'a' + ARTIGO DEFINIDO 'a'. Lembrar: artigo indefinido = sem crase.

Norma culta dominada!

Gramática normativa em foco.
Variações linguísticas reconhecidas.
Acordo Ortográfico 2009 dominado.
Acentuação e hífen automatizados.
Crase com macete da substituição.
Pontuação sem armadilha.
Concordância no automático.
Você acaba de fundamentar Português inteiro.

f
furafila

Próxima aula: 02 · Fonética e Fonologia
Sons da fala e o sistema fonológico do português brasileiro.

Treine essa matéria no furafila

Acabou a aula? Fixe o conteúdo respondendo questões comentadas, com XP, ranking e batalhas. De graça.

começar grátis agora

Continue por aqui

← Todas as aulas