Resumão
O Que Mais Cai
em Prova
Compilação estratégica dos pontos de maior incidência em concurso. Regras campeãs, pegadinhas recorrentes, padrões cobrados por todas as bancas. Sua revisão de véspera, com tudo em um só lugar.
Sumário
Quinze blocos compactos sobre os tópicos campeões de incidência em prova. Esta aula NÃO traz conteúdo novo nem questões; é o guia estratégico para revisar tudo na véspera ou consultar rápido durante a preparação.
- p. 04Acentuação e ortografiaAs 8 regras que resolvem tudo
- p. 07Crase: o terror domadoQuando vai, quando não vai
- p. 09Pontuação campeãVírgula que decide concurso
- p. 11Concordância verbal e nominalSujeito, verbo, adjetivo
- p. 13Regência verbal e nominalPreposições que matam
- p. 15Colocação pronominalPróclise, mesóclise, ênclise
- p. 17Pronomes relativos e demonstrativosQue, qual, cujo, este, esse, aquele
- p. 19Verbo: tempos, modos, vozesO que a banca cobra sem pensar duas vezes
- p. 21Interpretação de textoTese, inferência, implícitos
- p. 23Coesão e coerênciaConectivos e a lógica do texto
- p. 25Tipos e gêneros textuais5 tipos, esferas, intertextualidade
- p. 27Figuras de linguagem campeãsAs 15 que mais caem
- p. 29Redação OficialPronomes, fechos, Padrão Ofício
- p. 31Literatura em uma página10 autores e 8 movimentos essenciais
- p. 33Top 30 pegadinhas recorrentesOs erros que mais derrubam candidato
- p. 35Tabela mestre e plano de ataqueSe cai X, lembra de Y. Estratégia final.

Como usar este resumão
Leia inteiro de uma vez (2-3 horas). Marque o que ainda não está automático. Revise apenas esses pontos. Vá dormir.
Sumário direciona você ao bloco específico. Cada página resolve um tema. Use como dicionário durante o estudo.
Se sobram poucos dias, estude APENAS o que está aqui. Cobre 80% das questões com 20% do esforço.
Releia uma seção por semana. Mantém o conteúdo fresco e identifica o que decorou de fato.
Use o último bloco como roteiro de prova: ordem das questões, tempo por tipo, técnicas de leitura rápida.
O penúltimo bloco 'se cai X, lembra de Y' é seu reflexo na prova. Quando bater o olho na questão, lembra a regra.
O Fuffu avisa
Este material é resumo, não conteúdo novo. Se você nunca viu o tema, vá nas aulas regulares (01 a 09) primeiro. Se já viu, este resumão acelera a fixação dos pontos que mais caem.
Prof. Affonsinho explica, Bloco 011 Acentuação e ortografia
As 8 regras que resolvem 90% das acentuações
- Monossílabos tônicos terminados em A(S), E(S), O(S): acentuam. 'pá', 'pés', 'pós', 'dá', 'fé', 'nós'.
- Oxítonas terminadas em A(S), E(S), O(S), EM(NS): acentuam. 'sofá', 'pudéssemos' não (proparoxítona), 'também', 'parabéns'.
- Paroxítonas: acentuam QUASE TODAS, exceto as terminadas em A(S), E(S), O(S), EM(NS). Acentuam as terminadas em: i(s), u(s), um(ns), ã(s), ão(s), ditongo, l, n, r, x, ps. 'júri', 'vírus', 'álbum', 'órfã', 'bênção', 'fácil', 'pólen', 'caráter', 'tórax'.
- Proparoxítonas: ACENTUAM SEMPRE, sem exceção. 'lâmpada', 'fôssemos', 'música', 'árvore'.
- Hiato: acentuam 'i' e 'u' tônicos isolados depois de vogal. 'país', 'saúde', 'baú'. EXCEÇÃO: se vierem antes de 'nh' não acentuam ('rainha', 'moinho'). Se vierem formando ditongo com L não acentuam ('raul', 'paul').
- Ditongos abertos ÉI, ÓI, ÉU em OXÍTONAS e monossílabos: acentuam. 'papéis', 'herói', 'chapéu', 'céu', 'réu'. Em paroxítonas NÃO acentuam mais desde 2009 (antes: 'idéia', hoje: 'ideia').
- Acento diferencial: quase todos foram abolidos em 2009. Sobram: pôr (verbo) × por (prep.); pôde (passado) × pode (presente). 'Para' (verbo ou prep.) não é mais diferenciado.
- Acento circunflexo em hiatos EE/OO: abolido. 'Leem', 'voo' não têm mais circunflexo.
Pegadinha da Dotôra Soffya
'Paroxítona terminada em n' acentua (pólen, hífen). Mas terminada em NS no plural NÃO acentua mais (hifens, polens). Muita banca explora essa sutileza.
Acordo Ortográfico 2009 (em vigor desde 2016)
Grandes mudanças:
- Trema abolido: 'linguica' (antes linguiça com trema).
- Ditongos abertos ÉI/ÓI em paroxítona: sem acento. 'ideia', 'jiboia', 'heroico', 'boia', 'plateia'.
- Hiato ÔO/ÊE: sem acento. 'voo', 'enjoo', 'veem', 'leem'.
- Acento diferencial: abolido (salvo pôr, pôde). 'Pára' virou 'para'. 'Pêlo' virou 'pelo'.
- Alfabeto: 26 letras (inclusão oficial de K, W, Y).
- Hífen: novas regras. Ver abaixo.
Hífen: regras simplificadas
USA hífen quando:
- A 2ª palavra começa com a mesma letra que termina a 1ª: 'anti-inflamatório', 'micro-organismo', 'inter-racial'.
- A 1ª palavra termina em H e a 2ª começa com H: 'pré-história'.
- Prefixos 'além', 'aquém', 'recém', 'sem', 'ex', 'pós', 'pré', 'pró', 'vice': sempre com hífen.
NÃO usa hífen quando:
- Letras diferentes (não começa com mesma letra que termina o prefixo): 'antibiótico', 'autoafirmação', 'extraescolar'.
- Prefixo termina em vogal e 2ª começa com R ou S (dobra-se essas letras): 'antirrugas', 'autossuficiente', 'contrarregra'.
Ortografias que confundem
- 'Por que' (pergunta direta ou indireta), 'por quê' (fim de frase), 'porque' (resposta/conjunção), 'porquê' (substantivo).
- 'Mas' (oposição) × 'Mais' (intensidade/quantidade).
- 'Há' (tempo passado/existência) × 'A' (tempo futuro/distância).
- 'Onde' (lugar fixo) × 'Aonde' (movimento para um lugar, verbos ir/chegar).
- 'Mal' (advérbio) × 'Mau' (adjetivo).
- 'A fim de' (finalidade) × 'Afim' (semelhante).
- 'Acerca de' (sobre) × 'A cerca de' (aproximadamente) × 'Há cerca de' (tempo passado).
Coach Jeff, teste rápido
Se é passado: 'HÁ'. Se é futuro: 'A'. 'Há 10 anos morreu'; 'Daqui A 10 anos será eleito'. Nunca erre mais.
A distinção que cai em toda prova
| Forma | Uso | Exemplo |
|---|---|---|
| Por que | Pergunta direta ou indireta (início/meio) | Por que você não veio? / Quero saber por que não veio. |
| Por quê | Final de frase (antes de ponto) | Você não veio por quê? |
| Porque | Resposta/explicação (conjunção causal) | Não fui porque estava doente. |
| Porquê | Substantivo (= motivo) | Explique-me o porquê disso. |
Regra prática
Junto sem acento (PORQUE) = responde (causa, explicação).
Junto com acento (PORQUÊ) = vira substantivo (tem artigo: o porquê).
Separado sem acento (POR QUE) = pergunta ou equivale a 'pelo qual' (a razão pela qual = a razão por que).
Separado com acento (POR QUÊ) = fim de frase/isolado.
Mais pares que confundem
- Se não × Senão: 'se não' (condicional: se + não) / 'senão' (caso contrário, do contrário).
- Demais × De mais: 'demais' (muito, advérbio) / 'de mais' (oposto de 'de menos': pão a mais).
- Tampouco × Tão pouco: 'tampouco' (também não) / 'tão pouco' (tão pequeno).
- Senso × Censo: 'senso' (entendimento, juízo) / 'censo' (contagem populacional).
Bate-papo com o Seu Teoffilo
A fórmula 'POR-QUE-final-leva-acento' é mnemônica boa: sempre que 'por que' fica SOZINHO no final, ganha acento. É o 'tônico da frase', merece destaque.
Prof. Affonsinho explica, Bloco 022 Crase: o terror domado
Crase é a fusão de DUAS vogais iguais, geralmente preposição 'a' + artigo 'a'. Sinalizada pelo acento grave (à).
A regra de ouro
Para ter crase, precisam coexistir:
- Um verbo ou nome que PEDE a preposição 'a'.
- Uma palavra feminina que ACEITE o artigo 'a'.
Se falta um desses dois, NÃO há crase.
Teste infalível: troque por MASCULINO
Se 'à' vira 'ao' no masculino, CRASE CERTA. Se vira 'a', sem crase.
- 'Vou à escola' → 'Vou ao colégio' → CRASE.
- 'Cheguei a casa' (casa própria) → 'Cheguei a um lugar' → SEM crase.
- 'Refiro-me à sua proposta' → 'ao seu projeto' → CRASE.
Sempre COM crase
- À moda de, à maneira de: 'Bife à milanesa' (à moda de Milão).
- Locuções femininas: à noite, à tarde, às vezes, à vista, à direita, à esquerda, às pressas, à beça.
- Horas determinadas: 'Às 8h', 'às 15h30'.
- 'Àquele', 'àquela', 'àquilo': preposição 'a' + demonstrativo 'aquele/a/o'.
Nunca COM crase
- Antes de palavra masculina: 'Vou a pé'.
- Antes de verbo: 'Começou a chover'.
- Antes de artigo indefinido: 'Fomos a uma festa'.
- Antes de pronome pessoal: 'Entreguei a ela' (não 'à ela').
- Antes de pronome de tratamento 'Vossa Senhoria' etc: 'a Vossa Excelência'.
- Em expressões com palavras repetidas: 'cara a cara', 'gota a gota', 'dia a dia'.
- Antes de numeral (exceto horas): 'de 10 a 20 pessoas'.
Crase facultativa
- Antes de nome próprio feminino: 'Entreguei a Maria / à Maria'.
- Antes de pronome possessivo feminino: 'Refiro-me a sua / à sua proposta'.
- Após 'até': 'Fui até a / até à praia'.
O Raffinha dá o macete
Teste do masculino é INFALÍVEL. 'Vou à praia' → 'Vou ao parque'. Crase. 'Dei a ela' → 'Dei a ele'. Sem crase. Aplica mentalmente em toda frase suspeita.
Casos que mais confundem
1. Crase com 'distância': somente quando determinada. 'Observou à distância de 10 metros' (determinada). 'Observou a distância' (indeterminada, sem crase).
2. Crase com 'terra': sem crase se for em oposição a bordo. 'O marinheiro foi a terra' (chão firme, sem crase). 'Voltou à terra natal' (crase: terra determinada).
3. Crase com 'casa': sem crase se for lar próprio. 'Cheguei a casa' (casa própria). 'Cheguei à casa do amigo' (casa alheia, determinada, crase).
4. Crase com locuções prepositivas: sempre com crase. 'Graças à', 'em consequência de', 'à custa de', 'à medida que', 'à procura de'.
5. 'À procura de' × 'A procura': 'Ele foi à procura de trabalho' (locução prepositiva, crase). 'A procura por empregos aumentou' (substantivo + verbo, sem crase).
A procura × à procura
A procura AUMENTOU (substantivo sujeito) = SEM crase.
Ele foi À PROCURA de trabalho (locução prepositiva) = COM crase.
Crase em títulos de filmes/livros
Se vem precedida de verbo que pede 'a', tem crase: 'Assisti à novela', 'Fomos à exposição'. Se não, sem.
Mnemônica final
Antes de MASCULINO: nunca.
Antes de VERBO: nunca.
Antes de PRONOME PESSOAL: nunca.
Antes de PALAVRA REPETIDA: nunca.
Pra TUDO o resto: use o teste do masculino.
A Blogueirinha vende macete viral
'A gente usa crase quando é tipo uma coisa feminina assim tipo direcionamento'. ERRADO. A regra é rigorosa: preposição + artigo feminino. Teste do masculino elimina o palpite.
Prof. Affonsinho explica, Bloco 033 Pontuação campeã
Vírgula: casos OBRIGATÓRIOS
- Separar enumerações: 'Comprei pão, leite, manteiga e café.'
- Isolar vocativo: 'Paulo, venha cá.'
- Isolar aposto: 'Machado de Assis, autor de Dom Casmurro, nasceu em 1839.'
- Após adjuntos adverbiais DESLOCADOS: 'Ontem, viajei para SP.' (mas 'Viajei para SP ontem' sem vírgula).
- Separar orações coordenadas assindéticas: 'Cheguei, olhei, saí.'
- Antes de MAS, PORÉM, CONTUDO, ENTRETANTO, TODAVIA: 'Estudou, mas não passou.'
- Antes de POIS causal: 'Não vou, pois estou doente.'
- Para separar orações subordinadas ADJETIVAS EXPLICATIVAS: 'Meu irmão, que mora em SP, virá.' (adjetiva restritiva NÃO leva vírgula).
- Orações intercaladas: 'A verdade, pensei, é essa.'
- Para marcar elipse de verbo: 'Ela foi à praia; ele, ao campo.'
Vírgula: casos PROIBIDOS
- Entre sujeito e verbo: 'A vida(,) é bela' → ERRADO separar.
- Entre verbo e complemento: 'Eu comi(,) pizza' → ERRADO.
- Antes de E/OU (geralmente): 'Maria e João e Pedro foram'. Exceção: sujeitos diferentes: 'Comeu, e bebeu'.
- Em oração subordinada adjetiva RESTRITIVA: 'Os alunos que estudaram passaram' (sem vírgula).
Outros sinais
- Ponto-e-vírgula (;): enumeração longa, orações com vírgulas internas. 'Ele estudou; ela trabalhou; os dois passaram.'
- Dois-pontos (:): anuncia enumeração, citação, explicação.
- Travessão: marca fala de personagem; enfatiza parte do texto.
- Aspas: citação direta, ironia, estrangeirismo.
Coach Jeff, regra prática
Leu a frase em voz alta e deu uma pausa curta? Provavelmente é vírgula. Pausa média/longa? Ponto-e-vírgula ou dois-pontos. Sem pausa? Sem vírgula. Regra fonológica ajuda como 1º filtro.
Oração subordinada ADJETIVA: restritiva × explicativa
RESTRITIVA: restringe, sem vírgula. 'Os alunos que estudaram passaram.' (só os que estudaram).
EXPLICATIVA: entre vírgulas. 'Os alunos, que estudaram, passaram.' (TODOS os alunos, e explicando que estudaram).
Teste: tire o trecho 'que estudaram'. Se o sentido muda (de 'alguns' para 'todos'), era restritiva (sem vírgula). Se o sentido se mantém (complementando informação), era explicativa (com vírgula).
Oração subordinada ADVERBIAL deslocada
Oração adverbial no INÍCIO ou MEIO da frase principal leva vírgula. No final, não.
- 'QUANDO CHEGUEI, chovia' (início, com vírgula).
- 'Chovia quando cheguei' (final, sem vírgula).
- 'Chovia, quando cheguei, bastante forte' (meio, entre vírgulas).
Orações coordenadas
- Assindéticas (sem conectivo): SEMPRE vírgula. 'Cheguei, vi, venci.'
- Sindéticas adversativas: vírgula antes de MAS, PORÉM, CONTUDO.
- Sindéticas aditivas (E): sem vírgula geralmente. Com vírgula quando o sujeito muda.
- Sindéticas conclusivas: vírgula antes de PORTANTO, LOGO, POR ISSO.
- Sindéticas explicativas: vírgula antes de PORQUE, POIS (causal).
Quadro-resumo da vírgula
| Situação | Vírgula? |
|---|---|
| Entre sujeito e verbo | NUNCA |
| Entre verbo e complemento | NUNCA |
| Enumeração | SEMPRE |
| Vocativo | SEMPRE |
| Aposto | SEMPRE |
| Adjunto adverbial deslocado | SIM (início/meio) |
| Oração adjetiva explicativa | SIM |
| Oração adjetiva restritiva | NÃO |
| Antes de MAS/PORÉM/POIS (causal) | SIM |
Prof. Affonsinho explica, Bloco 044 Concordância verbal e nominal
Concordância verbal (sujeito × verbo)
Regra geral: verbo concorda com o SUJEITO em número e pessoa.
Casos campeões:
- Sujeito composto ANTES do verbo: plural. 'João e Maria CHEGARAM.'
- Sujeito composto APÓS o verbo: pode ir para plural ou concordar com o mais próximo. 'CHEGARAM / CHEGOU João e Maria.'
- Sujeito coletivo singular: verbo singular. 'A multidão GRITOU.'
- Coletivo + especificação plural: pode ir plural. 'A multidão de pessoas GRITOU/GRITARAM.'
- Expressões partitivas: 'A maioria dos alunos FALTOU/FALTARAM.' Ambos aceitos.
- Porcentagem: verbo concorda com o número (10% das pessoas FALTARAM; 1% das pessoas FALTOU).
- Pronomes QUE/QUEM: QUE concorda com antecedente; QUEM pode ficar em 3ª pessoa ou concordar. 'Fui eu que DISSE.' / 'Fui eu quem DISSE (ou DISSE-O).'
Verbos impessoais
NÃO têm sujeito, ficam em 3ª pessoa do SINGULAR:
- Haver (= existir ou tempo): 'HOUVE problemas'; 'HÁ anos estudo.' NUNCA 'houveram', 'hão anos'.
- Fazer (tempo): 'FAZ 10 anos que estudo.' 'FAZIA frio.' NUNCA 'fazem 10 anos'.
- Fenômenos da natureza: 'CHOVE', 'GEIA'.
Concordância nominal (adjetivo/artigo × substantivo)
- Um adjetivo para vários substantivos: concorda com o mais próximo ou vai ao plural masculino. 'Belos casas e sítios' (masculino precede feminino).
- Vários adjetivos para um substantivo: repete o artigo ou pluraliza. 'As línguas portuguesa E espanhola' OU 'A língua portuguesa e a espanhola'.
- 'É proibido', 'é necessário': invariável SEM artigo; variável COM artigo. 'Entrada é proibido'; 'A entrada é proibida'.
- 'Meio': invariável como advérbio ('Meio-cansada'), variável como numeral ('Meia hora').
- 'Anexo', 'obrigado': variáveis, concordam. 'Seguem anexaS as fichas.' 'Muito obrigadA' (mulher).
Dica do Fuffu
'HAVER' no sentido de existir é IMPESSOAL. Fica no singular sempre. 'Houve dois acidentes' , e não 'houveram'. Banca ama cobrar.
Casos campeões de prova
1. Haver × Ter (existir):
'Há (houve, havia) muitos problemas' , forma CULTA, singular.
'Tem muito problemas' , forma coloquial, evitar em prova.
2. Fazer (tempo decorrido):
'Faz dois anos que estudo' (impessoal, singular).
NÃO: 'Fazem dois anos'.
3. Expressões partitivas:
'A maioria dos candidatos PASSOU/PASSARAM' , ambos aceitos, mas PASSOU é mais defendido.
'Um terço das pessoas VOTOU/VOTARAM' , idem.
4. Sujeito composto começando com UM:
'Um OU OUTRO já resolveu' (singular geralmente).
'Nem um, nem outro passou' (singular).
5. 'Mais de um':
Geralmente SINGULAR: 'Mais de um aluno FALTOU'.
Plural só se houver reciprocidade: 'Mais de um se cumprimentarAM'.
6. 'Se' partícula de indeterminação × passivo:
'Necessita-se DE funcionários' (indeterminado, singular).
'Alugam-se casas' (passivo, concorda: casas são alugadas).
'Bastante', 'meio', 'pouco'
- Como ADJETIVO/pronome: variam. 'Bastantes pessoas', 'Meia xícara', 'Poucas pessoas'.
- Como ADVÉRBIO: invariáveis. 'Ela é bastante inteligente', 'Meio cansada', 'Pouco seguro'.
Caso clássico: 'Meio-dia e meia'
'Meia' concorda com 'hora': meio-dia e meia HORA. Forma culta.
Pegadinha da Dotôra Soffya
'Meio', 'bastante', 'muito' variam como ADJETIVO/numeral, ficam fixos como ADVÉRBIO. 'Ela comprou MEIA dúzia' (numeral) × 'Ela está MEIO cansada' (advérbio).
Prof. Affonsinho explica, Bloco 055 Regência verbal e nominal
REGÊNCIA é a relação entre um termo regente (verbo ou nome) e seu complemento. Determina qual preposição se usa.
Verbos que a banca MAIS cobra
| Verbo | Regência culta |
|---|---|
| Assistir (=ver) | Assistir A (a peça) , não 'assistir a peça' |
| Assistir (=ajudar) | Assistir (alguém): 'O médico assistiu o paciente' |
| Chegar, Ir | A (não 'em'): 'Cheguei A SP' (não 'em SP') |
| Preferir | X A Y (não 'do que'): 'Prefiro sorvete A bolo' |
| Visar (=objetivar) | Visar A: 'A lei visa AO bem-estar' |
| Aspirar (=desejar) | Aspirar A: 'Aspirava A ser juiz' |
| Aspirar (=respirar) | Aspirar (o ar) , sem preposição |
| Implicar (=acarretar) | Sem preposição: 'A decisão implica mudanças' |
| Obedecer, desobedecer | A: 'Obedeço AOS pais' |
| Namorar | Sem preposição: 'Namoro a Maria' (não 'com a Maria') |
| Lembrar, esquecer | Sem pronome: 'Lembrei de você' / Com pronome: 'Lembrei-me de você' |
| Responder | A: 'Respondi AO e-mail', 'Respondi à pergunta' |
O Raffinha resume
Assistir = ver → pede A. Chegar = A (nunca 'em'). Preferir = X A Y (nunca 'do que'). Visar (objetivar) = A. Três clássicos que caem quase em toda prova.
Regência nominal
Nomes (substantivos, adjetivos, advérbios) também exigem preposições.
| Nome | Preposição |
|---|---|
| Aversão, horror, medo | A, por: 'Aversão AO fumo' |
| Capacidade, incapacidade | De, para: 'Capacidade DE raciocinar' |
| Dúvida | Em, sobre: 'Dúvida SOBRE o tema' |
| Respeito | A, por, com: 'Respeito AOS mais velhos' |
| Amor, ódio | A, por: 'Amor AOS pais' |
| Acostumado, habituado | A: 'Acostumado AO frio' |
| Desejoso | De: 'Desejoso DE vencer' |
| Próximo | A, de: 'Próximo DE casa' |
| Preferível | A: 'Preferível A qualquer outro' |
Erros campeões
- 'Prefiro sorvete DO QUE bolo' → ERRADO. Correto: 'Prefiro sorvete A bolo'.
- 'Chegou em SP' → ERRADO (culto). Correto: 'Chegou A SP'.
- 'Assisti o filme' → ERRADO. Correto: 'Assisti AO filme'.
- 'Visando lucro' → ERRADO. Correto: 'Visando AO lucro'.
- 'Aspirava ser presidente' → ERRADO. Correto: 'Aspirava A ser presidente'.
Atenção: verbos que mudam sentido com preposição
- Assistir: ver (A) × ajudar (sem prep.).
- Implicar: acarretar (sem prep.) × implicância (COM algo/alguém).
- Querer: desejar (sem prep.) × estimar (A): 'Querer bem A alguém'.
- Aspirar: desejar (A) × respirar (sem prep.).
Bate-papo com o Seu Teoffilo
Conhecer regência culta é questão de costume. Lendo textos formais (jornal, literatura clássica), você absorve as regências corretas. O ouvido se acostuma.
Prof. Affonsinho explica, Bloco 066 Colocação pronominal
Pronomes átonos (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes, o, a, os, as) podem vir antes, no meio, ou depois do verbo.
Próclise (antes do verbo) , a mais cobrada
Usa-se próclise quando há PALAVRA ATRATIVA antes do verbo:
- Palavras negativas: não, nunca, jamais, ninguém, nada, nenhum. 'NÃO me procure.'
- Advérbios: sempre, aqui, ali, hoje, ontem. 'SEMPRE se lembrou de mim.' (Atenção: se houver vírgula após o advérbio, a atração desaparece.)
- Pronomes relativos: que, quem, o qual, cujo, onde. 'O livro QUE me deram...'
- Pronomes indefinidos: alguém, tudo, todos, ambos, outro. 'ALGUÉM me chamou.'
- Pronomes interrogativos: quem, que, quando, como, onde. 'QUEM te disse?'
- Conjunções subordinativas: quando, se, embora, que. 'SE te convier.'
- Exclamativas/optativas: 'Que Deus TE abençoe!'
Ênclise (depois do verbo)
Usa-se:
- No INÍCIO de oração: 'Diga-me a verdade.' (nunca 'Me diga a verdade' na escrita culta, embora no coloquial seja comum).
- Com IMPERATIVO afirmativo: 'Faça-o!'
- Com gerúndio sem preposição: 'Olhando-se no espelho...'
Mesóclise (no meio do verbo)
Usa-se SOMENTE com:
- Futuro do presente: 'Dar-me-ei conta disso.'
- Futuro do pretérito (condicional): 'Dar-lhe-ia um presente.'
Se houver palavra atrativa, vai para próclise: 'Não me darei conta' (e não 'não dar-me-ei').
Quadro-resumo
- Palavra atrativa antes? → Próclise.
- Sem palavra atrativa, futuro simples? → Mesóclise (raro na fala, comum em texto formal).
- Resto → Ênclise.
Coach Jeff, regra de ouro
Na dúvida, PRÓCLISE é quase sempre segura em texto moderno. Atratoras são muitas e fáceis de detectar (negações, relativos, advérbios). Ênclise só em início de frase ou imperativo afirmativo.
Colocação em LOCUÇÕES verbais
Com auxiliar + infinitivo/gerúndio/particípio:
- Com PARTICÍPIO: pronome NÃO vai depois do particípio. 'Tenho-lhe dito' / 'Tenho dito-LHE' → ERRADO. 'Tenho-lhe dito' ou 'Tenho lhe dito' (com hífen ligando ao auxiliar).
- Com INFINITIVO ou GERÚNDIO: pronome pode vir antes do auxiliar (próclise ao auxiliar), depois do auxiliar (ênclise ao auxiliar) ou depois do principal (ênclise ao principal). 'Quero dizer-lhe' = 'Quero-lhe dizer' = 'Lhe quero dizer' (se houver atratora).
Palavra atrativa só BLOQUEIA ênclise
'Não QUERO dizer-lhe' → ERRADO (não bloqueia a ênclise ao infinitivo).
'Não LHE quero dizer' ou 'Não quero dizer-lhe' → CORRETOS.
Casos especiais
- Pronome OBLÍQUO DIRETO + infinitivo: contração especial. 'Ver + o = vê-lo'; 'Ver + os = vê-los'. 'Fazer + os = fazê-los'.
- Pronome OBLÍQUO INDIRETO + DIRETO: fusão. 'Dar + me + o = dar-mo' (raro no Brasil).
- 'Se' apassivador + verbo: pronome é partícula, não se move: 'Vendem-se casas' (casas são vendidas).
Uso do 'lhe' × 'o/a' (complemento direto/indireto)
Alguns verbos exigem complemento direto (recebem 'o/a'), outros indireto (recebem 'lhe').
- 'Vi-O' (ver = VTD, direto).
- 'Entreguei-LHE o livro' (entregar = VTDI, lhe é indireto).
- 'Assisti-LHE' (ver, pede A, indireto).
- 'Chamei-O' (chamar pode ser VTD: 'chamei-o / chamei-lhe?' Ambos aceitos; 'chamei-o' é mais culto).
Pegadinha da Dotôra Soffya
Em início de frase, a escrita culta pede ÊNCLISE: 'Diga-me' (não 'Me diga'). Mesmo que na fala cotidiana seja comum a próclise. Banca cobra a forma culta.
Prof. Affonsinho explica, Bloco 077 Pronomes relativos e demonstrativos
Relativos: QUE, QUEM, O QUAL, CUJO, ONDE
- QUE: mais usado, retoma pessoa ou coisa. 'O livro QUE li'.
- QUEM: só pessoas; sempre com preposição. 'A pessoa COM QUEM falei'.
- O QUAL / A QUAL: substitui 'que' em contextos formais, especialmente após preposição. 'A casa NA QUAL moro'.
- CUJO / CUJA: indica POSSE. Concorda com a coisa possuída, não com o possuidor. 'A casa CUJAS paredes são brancas' (paredes possuídas, plural feminino).
- ONDE: só para LUGAR físico. 'A cidade ONDE moro'. Errado: 'a lei ONDE diz' (usar 'em que').
Erros clássicos com CUJO
- 'Os alunos cujos nomes foram chamados' (correto: cujo concorda com 'nomes').
- NÃO se usa artigo após 'cujo': 'A casa cuja fachada' (não 'a casa cuja A fachada').
- 'Cujo' tem sentido POSSESSIVO. Se não há posse, não é cujo. 'A casa DE que gosto' (não 'cujo').
Demonstrativos: ESTE, ESSE, AQUELE
| Demonstrativo | Espaço | Tempo | Discurso |
|---|---|---|---|
| Este/a | Perto do falante | Presente | Vai ser mencionado a seguir |
| Esse/a | Perto do ouvinte | Passado/futuro próximo | Já mencionado |
| Aquele/a | Longe de ambos | Passado remoto | Primeiro de dois mencionados |
Uso especial
- 'ISTO, ISSO, AQUILO' = neutros, referem-se a ideias ou coisas não-especificadas.
- 'ESTE ano, ESTE mês': o ano/mês em curso.
- Diferença espacial é fundamental: 'ESTE telefone (na minha mão) × ESSE (na sua mão) × AQUELE (longe de nós)'.
Bate-papo com o Seu Teoffilo
A regra dos demonstrativos em tempo: ESTE = agora, ESSE = recente, AQUELE = distante. 'ESTE ano' (2026), 'ESSE ano passado' (2025), 'AQUELE ano de 2010'. Cair em prova.
Pessoais retos × oblíquos
Retos (sujeito): eu, tu, ele, nós, vós, eles. Funcionam como SUJEITO.
Oblíquos (complemento): me, te, se, nos, vos, o, a, lhe, os, as, lhes. Funcionam como COMPLEMENTO.
Erro campeão: usar reto quando deveria ser oblíquo.
- 'Entre EU e você' → ERRADO. Correto: 'entre MIM e você' (após preposição, oblíquo tônico).
- 'Para EU fazer' → CORRETO se 'eu' for sujeito do infinitivo ('para que eu faça'). Mas 'Para MIM, fazer é fácil' se MIM é complemento.
- 'Lá vai ELE' → correto (ele = sujeito).
- 'Eu vi ELE' → errado (o certo é 'Eu o vi').
Pronomes de tratamento (culto)
Sempre em 3ª PESSOA, embora refiram-se à 2ª:
- Você(s): cotidiano formal.
- Senhor/a: respeito.
- Vossa Excelência (V.Exa.): altas autoridades.
- Vossa Senhoria (V.Sa.): demais autoridades, cidadão.
- Vossa Magnificência (V.Mag.): Reitor.
Misturas que a banca pune
- 'Se você for, TU deveria' → mistura de tratamento (você + tu). Errado.
- 'Se tu for, TE darei' → errado (verbo com 'tu' é 'fores').
- 'A gente vamos' → errado. 'A gente' é 3ª pessoa singular: 'A gente vai'.
'Mim' × 'Eu'
'MIM' NÃO é sujeito. 'Mim' vem após preposição e funciona como complemento.
- 'Para EU estudar' (eu = sujeito do infinitivo).
- 'Para MIM, estudar é bom' (mim = complemento da preposição 'para').
- 'Entre MIM e você' (sempre oblíquo após preposição sem verbo).
Dica do Fuffu
Se depois da preposição HÁ verbo no infinitivo, use EU. 'Para EU fazer'. Se não há verbo (só pronome), use MIM. 'Para MIM, é difícil'. Esse é o truque.
Prof. Affonsinho explica, Bloco 088 Verbo: tempos, modos, vozes
Modos verbais (3)
- INDICATIVO: fato real. 'Estudo', 'estudei', 'estudarei'.
- SUBJUNTIVO: hipótese, dúvida, desejo. 'Que eu estude', 'se eu estudasse', 'quando eu estudar'.
- IMPERATIVO: ordem. 'Estude!' (afirmativo), 'Não estude' (negativo).
Tempos do INDICATIVO (6)
- Presente: 'estudo'.
- Pretérito perfeito: 'estudei' (ação concluída).
- Pretérito imperfeito: 'estudava' (ação habitual no passado).
- Pretérito mais-que-perfeito: 'estudara' ou 'tinha estudado'.
- Futuro do presente: 'estudarei' (ação futura).
- Futuro do pretérito: 'estudaria' (hipótese, condicional).
Tempos do SUBJUNTIVO (3)
- Presente: 'que eu estude'.
- Pretérito imperfeito: 'se eu estudasse'.
- Futuro: 'quando eu estudar'.
Pegadinhas do subjuntivo
- 'Ter' no futuro do subjuntivo: 'quando eu TIVER', não 'TIVESSE'.
- 'Pôr' no futuro: 'quando eu PUSER', não 'PONHA'.
- 'Ver' no futuro: 'quando eu VIR', não 'VER'.
Vozes (3)
- Ativa: sujeito PRATICA. 'Eu estudo.'
- Passiva: sujeito SOFRE ação. Analítica ('Eu fui estudado', rara) ou sintética com SE ('Estuda-se muito aqui').
- Reflexiva: sujeito pratica e sofre. 'Eu me estudo.'
O Raffinha organiza
Dica prática: subjuntivo vem depois de QUE, SE, QUANDO (em contexto hipotético). Indicativo é o 'normal'. Imperativo é ordem. Na dúvida, teste em voz alta.
Transformação ativa → passiva
O OBJETO DIRETO da ativa vira sujeito da passiva.
- Ativa: 'Maria escreveu o livro.' (sujeito: Maria; OD: o livro).
- Passiva analítica: 'O livro foi escrito por Maria.' (sujeito: o livro; agente da passiva: por Maria).
- Passiva sintética: 'Escreveu-se o livro.' ('se' apassivador; 'o livro' é sujeito).
Diferença 'SE' apassivador × indeterminador
- Apassivador: com verbo transitivo direto. 'Vendem-se casas' (casas = sujeito, concorda: plural).
- Indeterminador: com verbo intransitivo, transitivo indireto ou de ligação. 'Precisa-se de funcionários' (verbo singular, sempre).
Verbos irregulares que mais caem
| Verbo | Presente (eu) | Perfeito (eu) | Fut. Subj. (eu) |
|---|---|---|---|
| Ter | tenho | tive | tiver |
| Ver | vejo | vi | vir |
| Vir | venho | vim | vier |
| Pôr | ponho | pus | puser |
| Fazer | faço | fiz | fizer |
| Trazer | trago | trouxe | trouxer |
A pegadinha do VIR e VER
'Vir' no futuro do subjuntivo: 'Se eu VIER'. 'Ver' no futuro do subjuntivo: 'Se eu VIR'. Cuidado para não trocar.
Bate-papo com o Seu Teoffilo
A conjugação de irregulares se aprende pelo uso. Crie fichas com os 15 verbos mais irregulares (ser, ter, vir, ver, pôr, haver, dar, caber, saber, dizer, fazer, querer, trazer, poder, ir). Pratica.
Prof. Affonsinho explica, Bloco 099 Interpretação de texto
Ideia principal × secundária
PRINCIPAL: a TESE. Geralmente aparece no título, primeira ou última frase do parágrafo.
SECUNDÁRIAS: APOIAM a principal. Exemplos, dados, argumentos.
Teste: 'se eu tirar esta frase, o texto perde o essencial?' Se sim, é principal.
Pressuposto × Subentendido × Inferência
| Recurso | Está onde | Pode ser negado? |
|---|---|---|
| Pressuposto | No enunciado (marcador) | Não |
| Subentendido | No contexto | Sim |
| Inferência | Entre texto + mundo | Depende |
Marcadores de pressuposição
Verbos como PARAR, CONTINUAR, COMEÇAR. Advérbios como AINDA, JÁ. Palavras como OUTRO.
'Maria parou de fumar' → pressupõe que fumava.
'João ainda estuda' → pressupõe que estudava antes.
'Quero outro café' → pressupõe que já houve um.
Estratégias de leitura
- Leia o ENUNCIADO primeiro.
- Skimming (rápido) do texto: capte ideia geral.
- Leia as ALTERNATIVAS.
- Scanning / leitura analítica do que a questão pede.
- Escolha a alternativa mais FIEL ao texto.
Erros a evitar
- Extrapolar o texto (alternativa diz mais do que o texto permite).
- Confiar no 'feeling' sem conferir no texto.
- Escolher quantificador ABSOLUTO (todo, sempre, nunca) quando o texto é relativo.
- Marcar alternativa que parece 'lógica' mas não está no texto.
A Blogueirinha quase te pega
'Usa o bom-senso, rapaz!' , NÃO. Usa o TEXTO. Interpretação é FIDELIDADE ao escrito. Bom-senso pode te levar a extrapolar. Prova avalia leitura rigorosa, não intuição.
Estrutura do texto argumentativo
- Introdução: apresenta tema + TESE.
- Desenvolvimento: argumentos que sustentam a tese.
- Conclusão: retoma e reafirma a tese.
Tipos de argumento
- Autoridade: 'Como afirmou X...'
- Dados/estatísticas: 'Segundo o IBGE, 30%...'
- Exemplo: caso concreto ilustrativo.
- Causa-consequência: 'Se X, então Y'.
- Analogia: comparação.
- Contra-argumento refutado: antecipa objeção e responde.
- Histórico: referência a fatos passados.
Funções dos parágrafos
- Introduzir: apresenta tema e tese.
- Desenvolver: aprofunda um argumento.
- Exemplificar: dá caso concreto.
- Refutar: combate tese oposta.
- Concluir: sintetiza e fecha.
Técnica de identificar tese
Pergunta: 'O que o autor quer que eu acredite depois de ler este texto?'
A resposta é a tese. Os argumentos servem pra convencer.
Relações entre enunciados
- Adição: 'E', 'também', 'além disso'.
- Oposição: 'mas', 'porém', 'contudo'.
- Causa: 'porque', 'pois', 'já que'.
- Consequência: 'portanto', 'logo', 'por isso'.
- Condição: 'se', 'caso'.
- Concessão: 'embora', 'ainda que'.
- Finalidade: 'para que', 'a fim de'.
O Raffinha destaca
Conectivo DENUNCIA a relação. 'Mas' anuncia oposição; 'portanto' anuncia conclusão; 'porque' anuncia causa. Banca sempre pergunta: 'qual a relação entre as orações?'. Conectivo responde.
Prof. Affonsinho explica, Bloco 1010 Coesão e coerência
Coesão (superfície)
Conexão LINGUÍSTICA entre partes do texto. Tipos:
- Referencial: pronomes retomam ou antecipam. 'João chegou. ELE é meu irmão.'
- Sequencial: conectivos criam relação lógica.
- Lexical: sinônimos, antônimos, hiperônimos evitam repetição.
- Elipse: omissão de termo já mencionado.
Anáfora × Catáfora × Exófora
- Anáfora: retoma elemento ANTERIOR. 'O carro chegou. ELE é novo.'
- Catáfora: antecipa posterior. 'Ouça ISTO: chega de mentiras.'
- Exófora: referência ao contexto extratextual. 'Olha AQUI!' (aponta).
Coerência (sentido)
LÓGICA interna do texto. 4 princípios (Van Dijk):
- Continuidade: retoma temas.
- Progressão: adiciona informação nova.
- Não-contradição: não se contradiz.
- Relação: enunciados se conectam ao tema.
Coeso × Coerente
São independentes:
- Coeso + coerente: ideal.
- Coeso sem coerência: frases bem ligadas mas conteúdo contraditório.
- Coerência sem coesão explícita: sentido se mantém mesmo sem pronomes.
Conectivos essenciais
| Função | Conectivos |
|---|---|
| Adição | e, também, além disso, ademais, nem (= e não) |
| Oposição | mas, porém, contudo, entretanto, no entanto, todavia |
| Causa | porque, pois, já que, visto que, uma vez que |
| Consequência | portanto, logo, por isso, assim, então |
| Condição | se, caso, contanto que, desde que |
| Concessão | embora, ainda que, mesmo que, conquanto |
| Finalidade | para que, a fim de que, com o intuito de |
| Conclusão | enfim, finalmente, em suma, portanto |
Substituição de conectivos
Banca ama cobrar: 'Se substituirmos PORTANTO por ENTRETANTO, o sentido do texto...'
Resposta: MUDA. Portanto = conclusão. Entretanto = oposição. São relações OPOSTAS.
Conectivos que parecem iguais mas não são
- Pois em início de oração = CAUSA. 'Não vou, POIS estou doente.'
Pois entre vírgulas = CONCLUSÃO. 'A decisão, POIS, foi acertada.' - Como = comparação ('rápido COMO trovão'), causa ('COMO chovia, fiquei') ou conformidade ('COMO pedi').
- Se = condição ('SE chover...') ou integrante ('Quero saber SE virá').
Trocar pronome pode mudar tudo
'O livro QUE li' (pronome relativo, retoma).
'Que bom QUE você veio!' (integrante, objetivo).
'QUE rapaz legal!' (exclamativo).
Coesão temporal
Atenção aos tempos verbais:
- Sequência de ações passadas: pretérito perfeito.
- Ação habitual no passado: imperfeito.
- Ação anterior a outra no passado: mais-que-perfeito ('tinha feito').
- Hipótese irreal: futuro do pretérito ('faria') ou imperfeito subjuntivo ('fizesse').
Progressão temática
Um texto coerente PROGRIDE. Cada parágrafo/frase adiciona informação nova. Se apenas REPETE, é tautológico; se muda de assunto sem ligação, é incoerente.
Dica do Fuffu
Em questão que pede 'qual o papel do conectivo X?', substitua mentalmente por sinônimo (ou oposto) e veja se o sentido sobrevive. Dá pra testar a resposta.
Prof. Affonsinho explica, Bloco 1111 Tipos e gêneros textuais
5 tipos textuais (estruturas)
- Narração: sequência de fatos no tempo. Verbos em pretérito perfeito/imperfeito. Gêneros: conto, piada, reportagem.
- Descrição: pinta características. Verbos de estado, adjetivos. Gêneros: bula, laudo, anúncio.
- Dissertação-argumentativa: defende tese com argumentos. Conectivos lógicos. Gêneros: artigo de opinião, editorial, redação ENEM.
- Exposição: apresenta informação neutra. Presente atemporal. Gêneros: verbete, matéria jornalística, texto didático.
- Injunção: instrui, comanda. Imperativo ou infinitivo. Gêneros: receita, manual, edital.
Gênero: definido pela situação social
Centenas de gêneros, organizados por ESFERA:
- Jornalística: notícia, reportagem, editorial, artigo, crônica.
- Literária: conto, romance, poema, peça.
- Acadêmica: artigo científico, tese, resenha, resumo.
- Jurídica: petição, sentença, acórdão, contrato.
- Administrativa: ofício, memorando, ata, circular.
- Publicitária: anúncio, folder, slogan.
- Religiosa: oração, sermão, hino.
- Digital: e-mail, post, tweet, meme, podcast.
Intertextualidade (5 tipos essenciais)
- Paráfrase: mantém sentido, outras palavras.
- Paródia: subverte sentido, ironiza.
- Citação: transcrição literal.
- Alusão: referência indireta ('cavalo de Troia').
- Epígrafe: abre um texto com outro.
Distinguindo rápido
- MANTÉM sentido = paráfrase.
- SUBVERTE = paródia.
- COM aspas/fonte = citação.
- SEM aspas, sugerindo outra obra = alusão.
- ABRE o texto = epígrafe.
Bate-papo com o Seu Teoffilo
TIPO é ESQUELETO (5 estruturas fixas). GÊNERO é ROUPA (centenas de usos sociais). A banca testa se você não confunde. Pergunta: 'qual o tipo predominante?'. Resposta: um dos 5.
Diferenças principais
| Literário | Não-literário |
|---|---|
| Conotativa (figurada) | Denotativa (direta) |
| Subjetiva | Objetiva |
| Plurissignificativa | Monossignificativa |
| Ênfase no código | Ênfase no referente |
| Figuras de linguagem frequentes | Raras figuras |
| Função poética predominante | Função referencial predominante |
6 Funções da linguagem (Jakobson)
- Referencial: foco no referente. Texto informativo. 'O Brasil tem 8,5 milhões de km²'.
- Emotiva (expressiva): foco no emissor. 1ª pessoa, sentimentos. 'Eu sinto falta de você'.
- Conativa (apelativa): foco no receptor. 2ª pessoa, imperativo. 'Compre já!'
- Metalinguística: fala da linguagem. 'Verbo é palavra que indica ação'.
- Fática: teste do contato. 'Alô, você está aí?' 'Oi', 'tchau'.
- Poética: foco na mensagem, beleza formal. Predominante em poesia.
Dominar para identificar
- Propaganda → função CONATIVA (apelativa).
- Notícia → função REFERENCIAL.
- Poema → função POÉTICA.
- Gramática explicando gramática → METALINGUÍSTICA.
- 'Alô, alô, testando' → FÁTICA.
- Diário íntimo → EMOTIVA.
O Raffinha conecta
Muitos textos têm MAIS DE UMA função. Banca pede a PREDOMINANTE. Em propaganda, conativa predomina; mas pode ter emotiva (emoção no anúncio) e poética (rima no slogan).
Prof. Affonsinho explica, Bloco 1212 Figuras de linguagem campeãs
Figuras de SEMÂNTICA (sentido)
- Metáfora: comparação IMPLÍCITA. 'Ela é uma flor' (sem 'como').
- Comparação: com 'como', 'tal qual'. 'Forte como um touro'.
- Metonímia: parte pelo todo / autor pela obra. 'Leu Machado' (obras dele).
- Catacrese: metáfora gasta, sem sentir. 'Pé da mesa', 'cabeça do alfinete'.
- Hipérbole: exagero. 'Estou morrendo de fome'.
- Eufemismo: suavização. 'Falecer' (em vez de morrer).
- Ironia: dizer o oposto. 'Que lindo dia' (quando chove).
- Antítese: ideias opostas. 'Vida e morte andam juntas'.
- Paradoxo: aparente contradição. 'Amor é fogo que arde sem se ver'.
- Personificação (prosopopeia): atribui qualidade humana. 'O vento sussurra'.
- Sinestesia: mistura sentidos. 'Doce melodia' (doce = paladar; melodia = audição).
- Perífrase: substitui por descrição. 'A Cidade Maravilhosa' = Rio de Janeiro.
Figuras de SINTAXE (construção)
- Elipse: omissão de termo. 'Na cozinha, o jantar' (subentendido: estava).
- Hipérbato (inversão): ordem invertida. 'De Deus o favor'.
- Anáfora: repetição de palavra no início. 'Quem não chora, não mama; quem não pede, não recebe'.
- Pleonasmo: repetição enfática (aceitável) ou vício ('subir para cima', inaceitável).
- Silepse: concordância ideológica. 'Os brasileiros somos felizes' (concorda com 'nós').
- Assíndeto: omissão de conectivos. 'Vim, vi, venci'.
- Polissíndeto: repetição de conectivos. 'E corre, e pula, e grita'.
Figuras de SOM
- Aliteração: repetição de consoantes. 'O rato roeu a roupa do rei de Roma'.
- Assonância: repetição de vogais.
- Onomatopeia: imita som. 'Miau', 'tic-tac'.
Bate-papo com o Seu Teoffilo
As figuras CAMPEÃS em prova: metáfora, metonímia, hipérbole, ironia, antítese, personificação. Dominar essas seis resolve 70% das questões sobre figuras.
Metáfora × Metonímia
Ambas SUBSTITUEM palavras, mas por critérios diferentes:
- Metáfora: substitui por SEMELHANÇA. 'Ela é uma rosa' (rosa = beleza delicada).
- Metonímia: substitui por CONTIGUIDADE. 'Leu Machado' (a obra pelo autor). 'Beber uma Stella' (marca pelo produto). 'O Planalto decidiu' (local pelo governo).
Antítese × Paradoxo
- Antítese: opostos EM CONTRASTE, mas coerentes. 'Amor e ódio andam juntos'.
- Paradoxo: aparente CONTRADIÇÃO LÓGICA. 'Amor é fogo que arde SEM se ver'. 'É ferida que dói e não se sente'.
Hipérbole × Ironia
- Hipérbole: EXAGERO explícito. 'Esperei uma eternidade'.
- Ironia: diz o OPOSTO, esperando que o leitor inverta. 'Que ótima ideia' (dito em tom desanimado, significa 'péssima ideia').
Pleonasmo: vício × figura
Vicioso (errado): 'subir para cima', 'entrar para dentro', 'elo de ligação', 'há anos atrás'.
Enfático (aceitável como figura): 'Vi com meus próprios olhos', 'Chorei minhas próprias lágrimas'. Reforça emocionalmente.
Sinestesia: o detalhe
Mistura sentidos físicos (visão, olfato, tato, paladar, audição).
- 'Doce melodia' (paladar + audição).
- 'Voz áspera' (tato + audição).
- 'Luz estridente' (visão + audição).
- 'Cheiro verde' (olfato + visão , raro mas possível).
Coach Jeff, teste mnemônico
Metáfora = compara sem 'como'. Metonímia = usa parte/contato. Hipérbole = exagera. Ironia = inverte. Personificação = humaniza. Antítese = opõe em 1 ideia. Essas 6 dominam.
Prof. Affonsinho explica, Bloco 1313 Redação Oficial
5 atributos (I-C-O-F-U)
- Impessoalidade (art. 37 CF): servidor comunica em nome do órgão, não pessoal.
- Clareza: texto imediatamente compreensível.
- Objetividade (concisão): máximo de informação, mínimo de palavras.
- Formalidade: respeito à hierarquia e cordialidade.
- Uniformidade: todos os documentos do órgão seguem mesmo padrão.
Padrão Ofício (unificou ofício, aviso, memorando em 2018)
Estrutura em 9 blocos:
- Cabeçalho: brasão, órgão, endereço.
- Identificação: 'Ofício nº XX/2026/SIGLA'.
- Local e data: 'Brasília, 23 de abril de 2026'.
- Endereçamento: 'A Sua Excelência...'
- Assunto: breve, em 3-6 palavras.
- Vocativo: 'Senhor Ministro,'
- Texto: introdução + desenvolvimento + conclusão.
- Fecho.
- Assinatura + cargo.
Pronomes de tratamento essenciais
| Pronome | Destinatário |
|---|---|
| V.Exa. | Presidente, Ministros, Governadores, Senadores, Deputados, Juízes, Promotores |
| V.Sa. | Demais autoridades, empresários, cidadão em contexto formal |
| V.Mag. | Reitor de universidade |
Fechos (apenas 2 no MRPR 2018)
- Respeitosamente: para superior hierárquico.
- Atenciosamente: para igual ou inferior, e cidadão.
Abolidos: 'Cordialmente', 'Digníssimo (DD)', 'Ilustríssimo (Ilmo)'.
Dica do Fuffu
Mnemônico dos atributos: ICOFU. Pronome de tratamento = 3ª pessoa (Vossa Excelência DECIDE, não 'decides'). Fechos só 2: Respeitosamente (superior) e Atenciosamente (igual/inferior).
Ata
- Texto CONTÍNUO, sem parágrafos separados.
- Tempo PASSADO (pretérito perfeito).
- Números POR EXTENSO ('dez pessoas' não '10').
- Fecho padrão: 'Nada mais havendo a tratar, eu, [nome], lavrei a presente ata.'
Parecer
Opinião técnica. Estrutura: relatório → análise → conclusão (favorável, desfavorável, com ressalvas).
Requerimento
Pedido formal. Estrutura: endereçamento → qualificação do requerente → exposição do pedido → fundamentação → data e assinatura.
Exposição de motivos
Fundamenta uma proposta ou ato. Justificativa para nova ação (lei, decreto).
Relatório
Registra atividades, gestão, fatos, pesquisas. Gestão (balanço anual), auditoria (investigação), técnico (resultado).
Circular
Comunicação interna para grupo amplo, mesmo assunto para múltiplos destinatários.
Endereçamento × Vocativo
ENDEREÇAMENTO (topo, 3ª pessoa): 'A Sua Excelência o Senhor João da Silva'.
VOCATIVO (início do texto, 2ª pessoa interpelada): 'Senhor Ministro,'
CORPO (dentro do texto): 'Vossa Excelência'.
Diagramação padrão
- Fonte Calibri ou Carlito 12.
- Margens: superior e inferior 2 cm; esquerda 3 cm; direita 1,5 cm.
- Alinhamento justificado. Espaçamento simples.
- Recuo de primeira linha: 2,5 cm.
- Numeração a partir da 2ª página.
Pegadinha da Dotôra Soffya
'Digníssimo' SAIU do Manual 2018. Se a prova colocar 'DD. Ministro', é ERRADO. Idem 'Ilustríssimo (Ilmo)'. A banca ainda cobra esse ponto.
Prof. Affonsinho explica, Bloco 1414 Literatura em uma página
10 autores que DOMINAM a prova
- Machado de Assis (Realismo): Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba.
- Luís de Camões (Classicismo): Os Lusíadas (1572), sonetos.
- Carlos Drummond de Andrade (Modernismo 2ª ger): Alguma Poesia, A Rosa do Povo.
- Graciliano Ramos (Modernismo 2ª ger): Vidas Secas, São Bernardo, Angústia.
- Guimarães Rosa (Modernismo 3ª ger): Grande Sertão: Veredas, Sagarana.
- José de Alencar (Romantismo 1ª ger): Iracema, O Guarani, Senhora.
- Clarice Lispector (Modernismo 3ª ger): A Hora da Estrela, A Paixão Segundo G.H.
- Castro Alves (Romantismo 3ª ger): Navio Negreiro, Espumas Flutuantes.
- Gregório de Matos (Barroco): sátiras, 'Boca do Inferno'.
- Jorge Amado (Modernismo 2ª ger): Capitães da Areia, Gabriela Cravo e Canela.
8 movimentos principais
- Trovadorismo (séc. XII-XIV): cantigas de amor, amigo, escárnio, maldizer. D. Dinis.
- Humanismo (XIV-XVI): Fernão Lopes (crônica histórica), Gil Vicente (teatro).
- Classicismo/Quinhentismo (séc. XVI): Camões, Pero Vaz, Anchieta.
- Barroco (séc. XVII): dualidade, Gregório, Padre Antônio Vieira.
- Arcadismo (séc. XVIII): pastoralismo, Gonzaga ('Marília de Dirceu'), Basílio da Gama.
- Romantismo brasileiro (1836-1881): 3 gerações , indianista, mal-do-século, condoreira.
- Realismo/Naturalismo/Parnasianismo/Simbolismo (XIX): 5 movimentos paralelos.
- Modernismo (1922-): 3 gerações , 22 (ruptura), 30 (regionalismo), 45 (forma).
Marcos temporais essenciais
- 1500: Carta de Pero Vaz de Caminha.
- 1572: Os Lusíadas.
- 1836: Suspiros Poéticos (início Romantismo BR).
- 1881: Brás Cubas (início Realismo).
- 1922: Semana de Arte Moderna.
- 1945: início da 3ª geração modernista.
- 1956: Grande Sertão: Veredas.
Bate-papo com o Seu Teoffilo
Prova de literatura em concurso é 80% memorização. Fixe 10 autores e 8 movimentos. Decore obra principal de cada um. 60% das questões é trecho + identificar autor ou movimento.
Romantismo (3 gerações)
- 1ª (indianista/nacionalista): Gonçalves Dias (Canção do Exílio), José de Alencar (O Guarani, Iracema). Celebra natureza e povo.
- 2ª (ultrarromântica/mal-do-século): Álvares de Azevedo (Lira dos Vinte Anos, Noite na Taverna), Casimiro de Abreu. Melancolia, morte.
- 3ª (condoreira/social): Castro Alves (Navio Negreiro). Abolicionista, republicano.
Modernismo (3 gerações)
- 1ª (1922-1930) , ruptura: Oswald de Andrade (Pau-Brasil, Antropófago), Mário de Andrade (Macunaíma, Paulicéia Desvairada), Manuel Bandeira. Manifestos.
- 2ª (1930-1945) , regionalismo: Graciliano Ramos (Vidas Secas), Jorge Amado, Rachel de Queiroz (O Quinze), Drummond (A Rosa do Povo), Cecília Meireles.
- 3ª (1945-1960) , retorno à forma: João Cabral de Melo Neto (Morte e Vida Severina), Clarice Lispector (A Hora da Estrela), Guimarães Rosa (Grande Sertão: Veredas).
5 movimentos do século XIX (simultâneos)
| Movimento | Característica | Autor-chave |
|---|---|---|
| Realismo (1881+) | Crítica social, psicologia | Machado de Assis |
| Naturalismo (1881+) | Determinismo, zoomorfismo | Aluísio Azevedo (O Cortiço) |
| Parnasianismo (1882+) | Culto da forma, 'arte pela arte' | Olavo Bilac |
| Simbolismo (1893+) | Musicalidade, sugestão | Cruz e Sousa |
| Pré-Modernismo | Transição, crítica social | Lima Barreto, Euclides da Cunha |
O Raffinha destaca
1881 é ano-chave: dois livros inauguram movimentos. Brás Cubas (Machado, Realismo) e O Mulato (Aluísio, Naturalismo). Decorar ajuda.
Prof. Affonsinho explica, Bloco 1515 Top 30 pegadinhas recorrentes
- Haver (existir) é IMPESSOAL, singular: 'Houve acidentes' (não 'houveram').
- Fazer (tempo) é IMPESSOAL: 'Faz 10 anos' (não 'fazem 10 anos').
- 'Chegar A' (não 'chegar em'): 'Cheguei A SP'.
- 'Assistir A' (= ver): 'Assisti AO filme'.
- 'Preferir X A Y' (não 'do que'): 'Prefiro café A chá'.
- 'Para EU fazer' (sujeito) × 'Para MIM, fazer é difícil' (complemento).
- 'Entre MIM e você' (oblíquo após preposição).
- Crase antes de VERBO: NUNCA. 'Começou a chover'.
- Crase antes de palavra MASCULINA: NUNCA.
- Crase em palavras REPETIDAS: NUNCA ('cara a cara').
- Vírgula entre sujeito e verbo: ERRO grave.
- Oração adjetiva EXPLICATIVA: entre vírgulas. RESTRITIVA: sem vírgula.
- 'Pois' no começo = causa. 'Pois' no meio = conclusão.
- Vossa Excelência em 3ª pessoa: 'V.Exa. DECIDE' (não 'decides').
- Pronome de tratamento não vai antes de 'Digníssimo' (abolido).
- 'Por que' (pergunta) × 'Porque' (resposta) × 'Por quê' (fim) × 'Porquê' (substantivo).
- 'Há' (tempo passado/existência) × 'A' (distância/tempo futuro).
- 'Mal' (advérbio) × 'Mau' (adjetivo).
- 'Onde' (lugar fixo) × 'Aonde' (movimento).
- Pressuposto: está NO ENUNCIADO, não pode ser negado.
- Subentendido: está NO CONTEXTO, pode ser negado.
- Tipo textual: 5 (narração, descrição, argumentação, exposição, injunção).
- Gênero textual: centenas, classificados por esfera.
- Paráfrase mantém sentido; paródia SUBVERTE.
- Metáfora = semelhança; Metonímia = contiguidade.
- Antítese opõe ideias; Paradoxo aparenta contradição.
- Fechos MRPR: APENAS 'Respeitosamente' e 'Atenciosamente'.
- Ata: texto contínuo, passado, números por extenso.
- Alternativa com quantificador absoluto ('todo', 'sempre') raramente é correta.
- Alternativa que extrapola o texto: sempre errada. Fidelidade ao texto.
Aviso do Examinador
Essas 30 pegadinhas cobrem 85% do que a banca explora. Memorize o ESSENCIAL de cada uma. Na prova, reconheça a categoria e aplique a regra.
Perguntas que você DEVE fazer antes de marcar
- O texto REALMENTE diz isso? Se extrapola, está errada.
- A alternativa contradiz outra parte do texto? Se sim, errada.
- Há quantificador absoluto (todo, sempre, nunca)? Suspeite.
- A banca está pedindo tipo ou gênero? Não confunda.
- Há crase/vírgula questionada? Aplique o teste (masculino, pausa, conectivo).
- É regência? Lembre: assistir A, chegar A, preferir A, visar A.
- É concordância? Sujeito no plural, verbo no plural. Haver/fazer impessoais: singular.
- É colocação pronominal? Procure palavra atrativa (não, que, quem, nunca).
- Pronome de tratamento? Verbo sempre em 3ª pessoa.
- É Redação Oficial? Fechos só 2: Respeitosamente ou Atenciosamente.
Marcadores de alternativa errada
- 'O texto afirma que TODOS...' (quando o texto só diz 'muitos').
- 'O autor DEFENDE...' (quando o autor apenas DESCREVE, sem posicionamento).
- 'Pode-se INFERIR que...' + informação que o texto não suporta.
- Alternativa com palavra chamativa (SEMPRE, NUNCA, APENAS) fora de contexto.
- Alternativa que simplesmente COPIA um trecho do texto (geralmente não é a resposta correta).
Marcadores de alternativa correta
- Parafraseia corretamente uma ideia do texto.
- Resume o essencial sem extrapolar.
- Usa sinônimos em vez de repetir palavras.
- Mantém os mesmos quantificadores do texto ('muitos', 'alguns', 'em geral').
- Não depende de conhecimento externo ao texto.
Coach Jeff, estratégia
Eliminação é técnica-ouro. Das 5 alternativas, descarte PRIMEIRO as claramente falsas, depois as que extrapolam. Das 2-3 restantes, escolha a mais ABRANGENTE e FIEL ao texto.
Prof. Affonsinho explica, Bloco 1616 Tabela mestre
Quando bater o olho na questão, lembre imediatamente:
| Questão sobre | Lembre |
|---|---|
| Crase | Teste do masculino (à vira ao? crase. à vira a? sem.) |
| Acentuação | Proparoxítona SEMPRE; oxítona em AES/OES/ENS; paroxítona exceto AES/OES/ENS |
| Concordância sujeito | Haver/fazer (tempo) impessoais = singular |
| Regência | Assistir/visar/preferir/chegar: A |
| Colocação pronominal | Atratora antes? próclise. Senão, ênclise. |
| Vírgula | Entre sujeito-verbo NUNCA; adjetiva restritiva NUNCA; enumeração SIM |
| Por que / Por quê / Porque / Porquê | Pergunta (separado) / Final (separado acento) / Resposta (junto) / Substantivo (junto acento) |
| Pronome de tratamento | Sempre 3ª pessoa do verbo |
| Interpretação | Fidelidade ao texto, não extrapolar |
| Inferência | Só o que o texto SUPORTA |
| Pressuposto | Marca no enunciado (parar, continuar, ainda) |
| Tipo textual | São 5, não centenas |
| Figuras | Metáfora/metonímia = substitui; hipérbole = exagera; ironia = inverte |
| Redação Oficial | ICOFU (5 atributos); fechos: Respeitosamente/Atenciosamente |
| Literatura | 10 autores, 8 movimentos, 7 marcos temporais |
Fuffu reforça
Essa tabela é o reflexo pronto. Bateu o olho na questão, associe ao tema, aplique a regra. Com prática, você acerta em 30 segundos.
∞ Plano de ataque
Ordem recomendada
- Questões de gramática pura (acentuação, ortografia, crase, concordância): resolva PRIMEIRO. Mais rápidas.
- Redação Oficial e Literatura: são de memorização. Responda na sequência.
- Interpretação de texto: deixa para depois porque exige mais tempo. Priorize questões de texto curto.
- Questões longas/textos extensos: deixe para o fim. Se faltar tempo, marque chute calibrado.
Gerenciamento de tempo
- Questão de gramática pontual: 1 a 2 minutos.
- Interpretação com texto curto: 2 a 3 minutos.
- Interpretação com texto longo: 4 a 5 minutos.
- Nunca passe de 5 minutos em uma questão. Marque, pule, volte depois.
Tática de leitura em prova
- Leia o ENUNCIADO (pergunta) PRIMEIRO. Saiba o que procurar.
- Leia as ALTERNATIVAS em seguida. Veja o que está em jogo.
- Leia o TEXTO com foco no que a questão pede.
- Elimine alternativas claramente falsas.
- Compare as 2-3 restantes. Escolha a mais fiel.
Chute calibrado
Se realmente não sabe:
- Elimine as 2 piores.
- Das 3 restantes, escolha a que parece mais FIEL ao texto.
- Evite alternativas com 'todo', 'sempre', 'nunca'.
- Evite alternativas que extrapolam.
Cuidados finais
- Cheque o gabarito no cartão.
- Se mudou de ideia, apague bem.
- Não deixe questão em branco (marque algo).
- Releia questões marcadas com dúvida.
Bate-papo final do Seu Teoffilo
Português é disciplina de quem pratica. Não há atalho. Quem lê, escreve e resolve questões regularmente acerta. Quem vai só com 'feeling' escorrega. Este resumão é seu mapa; a prática é o caminho.
Português no bolso!
16 blocos compactos. 35 páginas de revisão.
As regras campeãs, as pegadinhas mais caindo,
as tabelas mestras, o plano de ataque.
Tudo o que a banca pede, em um só lugar.
Agora é ouro na prova.
Português: 9 aulas + 1 bônus · disciplina completa







