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furafila
ADMNoções de Administração

Trabalho em Equipe
grupo, time, cooperação, conflito e desempenho coletivo

Aula sobre a unidade básica da execução organizacional: diferença entre grupo e equipe; tipos de equipes; estágios de desenvolvimento de Tuckman; papéis em equipe; normas, status, coesão, confiança, segurança psicológica, conflito, decisão coletiva, groupthink, social loafing e técnicas de trabalho colaborativo. No setor público: comissões, comitês, grupos de trabalho, governança, coordenação, matriz RACI, prestação de contas e limites jurídicos da cooperação.

Aula09 / 12
DisciplinaNoções de Administração
AtualizadoAbr / 2026
Nesta aula

Sumário

Trabalho em equipe não é juntar pessoas na mesma sala nem colocar todo mundo em cópia no e-mail. Equipe existe quando há propósito comum, interdependência real, papéis claros, coordenação e responsabilidade compartilhada.

  1. Grupo não é equipe
    Conceito
    p. 04
  2. Tipos de equipes e quando cada uma aparece
    Tipos
    p. 05
  3. Tuckman: formação, turbulência, normatização, desempenho e encerramento
    Desenvolvimento
    p. 06
  4. Papéis, normas, status e coesão
    Papéis
    p. 07
  5. Confiança e segurança psicológica
    Confiança
    p. 08
  6. Groupthink, folga social e armadilhas coletivas
    Riscos
    p. 09
  7. Conflito: tarefa, relacionamento e processo
    Conflito
    p. 10
  8. Técnicas de decisão e criatividade coletiva
    Decisão em equipe
    p. 11
  9. Equipes no setor público: governança, comissões e responsabilidade
    Setor público
    p. 12
  10. Como reconhecer uma equipe de alto desempenho
    Alta performance
    p. 13
Meta desta aula
Grupo x equipe + Tipos de equipe: aprender o que cai, separar conceitos parecidos e reconhecer a pegadinha de banca sem cair no atalho preguiçoso.
Antes de começar

O que você vai dominar

01
Grupo x equipe

Distinguir agregado, grupo de trabalho e equipe, entendendo sinergia positiva, complementaridade e accountability mútua.

02
Tipos de equipe

Reconhecer equipes funcionais, multifuncionais, autogerenciadas, virtuais, de projeto, de solução de problemas e squads.

03
Tuckman

Aplicar formação, turbulência, normatização, desempenho e encerramento, sem tratar desenvolvimento de equipe como linha perfeitamente lisa.

04
Papéis e dinâmica

Analisar papéis, normas, status, coesão, confiança, segurança psicológica, liderança e comunicação dentro da equipe.

05
Riscos coletivos

Identificar pensamento de grupo, folga social, polarização, conformidade, conflito disfuncional e difusão de responsabilidade.

06
Administração pública

Entender comissões, comitês, grupos de trabalho, governança, Decreto 9.203/2017, coordenação e responsabilidade em ambientes públicos.

Dica do Fuffu

Leia a aula como mapa de prova: conceito, diferença, autor, ferramenta, setor público e pegadinha. Quando a banca trocar finalidade por meio, ou ferramenta por princípio, você já vai ver a armadilha acendendo.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 01

1 Grupo não é equipe

A primeira pegadinha é semântica. Todo time é grupo, mas nem todo grupo é time. Cinco pessoas esperando elevador são um grupo físico, não uma equipe. Cinco servidores tocando o mesmo processo, com metas, papéis e interdependência, aí a conversa muda.

Stephen Robbins diferencia grupo de trabalho e equipe de trabalho pelo tipo de sinergia. No grupo, a interação serve principalmente para compartilhar informação e ajudar cada indivíduo a executar sua própria responsabilidade. Na equipe, há esforço coordenado que gera sinergia positiva: o resultado coletivo pode superar a soma mecânica das contribuições individuais.

Katzenbach e Smith, em The Wisdom of Teams, definem equipe como pequeno número de pessoas com habilidades complementares, comprometidas com propósito comum, metas de desempenho e abordagem pela qual se mantêm mutuamente responsáveis. Essa definição é boa de prova porque traz quatro peças: tamanho, competências complementares, propósito/metas e responsabilidade mútua.

ElementoGrupo de trabalhoEquipe de trabalho
SinergiaNeutra ou individualizada.Positiva, por coordenação e interdependência.
ResponsabilidadePredominantemente individual.Individual e coletiva.
HabilidadesPodem ser semelhantes.Complementares.
MetaInformação e desempenho individual.Propósito comum e desempenho coletivo.
ProdutoSoma de entregas individuais.Entrega integrada.

Dica do Fuffu

Se a alternativa falar em sinergia positiva, habilidades complementares e responsabilidade mútua, pense em equipe, não em grupo solto.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 02

2 Tipos de equipes e quando cada uma aparece

Equipes variam conforme finalidade, autonomia, tecnologia e desenho estrutural. A banca cobra tanto a classificação tradicional quanto nomes modernos como squads e equipes virtuais.

Equipes autogerenciadas não significam ausência de controle. Significam deslocamento de parte do planejamento, coordenação e monitoramento para o próprio time. Autonomia sem meta, sem indicador e sem responsabilidade vira improviso com crachá elegante.

Equipes virtuais exigem disciplina adicional: regras de comunicação, documentação, clareza de decisões, cadência de reuniões e gestão de confiança. A distância não destrói a equipe, mas amplia ruídos que já existiam.

TipoCaracterísticasExemplo
FuncionalMembros da mesma área, sob chefia comum.Equipe de atendimento de uma secretaria.
MultifuncionalPessoas de áreas diferentes para integrar competências.TI, jurídico e negócio desenhando serviço digital.
AutogerenciadaEquipe com autonomia para planejar, distribuir tarefas e monitorar desempenho.Célula operacional com metas e autoridade definida.
VirtualTrabalho mediado por tecnologia, com membros dispersos.Grupo remoto de projeto nacional.
ProjetoEquipe temporária para entrega específica.Implantação de novo sistema.
Solução de problemasFoco em análise e melhoria de processo.Grupo de melhoria contínua ou círculo de qualidade.
SquadEquipe pequena, multidisciplinar, com autonomia relativa e foco em produto ou jornada.Time de serviço digital em método ágil.

Examinador alerta

Equipe multifuncional não é a mesma coisa que estrutura matricial. A equipe pode existir dentro de várias estruturas; a matriz é desenho organizacional com dupla autoridade.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 03

3 Tuckman: formação, turbulência, normatização, desempenho e encerramento

Bruce Tuckman propôs um modelo famoso de desenvolvimento de grupos. A banca gosta porque as etapas têm nomes parecidos e contam uma história intuitiva.

O modelo não é uma escada perfeita. Equipes podem regredir quando entra pessoa nova, muda a liderança, altera a meta ou surge crise. Mesmo assim, Tuckman é útil para diagnosticar por que um time inteligente ainda não performa: talvez ele esteja preso em conflito de papéis, norma fraca ou falta de confiança.

EtapaO que aconteceRisco
Forming - formaçãoMembros se conhecem, buscam orientação e testam limites.Dependência excessiva do líder e baixa clareza.
Storming - turbulênciaConflitos, disputa por papéis, resistência e divergências.Personalizar conflito e travar decisão.
Norming - normatizaçãoNormas, confiança, papéis e formas de trabalho se estabilizam.Conformidade excessiva.
Performing - desempenhoEquipe opera com autonomia, foco e alta coordenação.Acomodação ou perda de aprendizado.
Adjourning - encerramentoEquipe temporária finaliza ciclo e transfere aprendizados.Perder memória do projeto.

Dotôra Soffya pega no detalhe

Turbulência não é defeito automático. Conflito de tarefa pode melhorar decisão. O problema é conflito relacional destrutivo, ataque pessoal e disputa sem critério.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 04

4 Papéis, normas, status e coesão

Equipe precisa de papéis formais e informais. O cargo explica parte do comportamento; o papel real explica a outra parte. Às vezes quem destrava a reunião nem é o chefe formal.

Papéis são padrões esperados de comportamento. Podem ser formais, descritos em cargo, regimento, matriz RACI ou portaria, e informais, nascidos da dinâmica social. Normas são regras compartilhadas, explícitas ou implícitas, sobre como a equipe trabalha.

Status é posição percebida dentro do grupo. Pode vir de cargo, competência, antiguidade, acesso à informação, carisma ou domínio técnico. Coesão é o grau de atração e compromisso entre membros. Coesão ajuda desempenho quando as normas do grupo estão alinhadas à meta organizacional; se a norma informal é resistir a tudo, alta coesão apenas organiza a resistência.

R. Meredith Belbin popularizou papéis de equipe como coordenador, implementador, finalizador, avaliador, investigador de recursos e outros. Em concurso, o ponto essencial não é decorar rótulo em inglês: é entender que equipes boas combinam papéis de ação, pensamento e relacionamento.

  • RACI: responsável pela execução, aprovador ou accountable, consultado e informado.
  • Norma funcional: aumenta previsibilidade e cooperação.
  • Norma disfuncional: protege conforto do grupo contra o resultado.
  • Coesão boa: compromisso com tarefa e confiança.
  • Coesão perigosa: fechamento do grupo contra crítica e aprendizado.

Seu Teoffilo aprofunda

A matriz RACI é simples, mas resolve muita confusão: quem executa, quem decide, quem precisa ser ouvido e quem só deve ser informado. Equipe sem isso vira assembleia permanente.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 05

5 Confiança e segurança psicológica

Confiança é expectativa positiva sobre a conduta do outro. Segurança psicológica, conceito associado a Amy Edmondson, é a percepção de que a equipe permite falar, perguntar, discordar e admitir erro sem medo de humilhação ou punição injusta.

Segurança psicológica não é gentileza artificial nem ausência de cobrança. É um ambiente em que a pessoa consegue dizer não entendi, discordo, isso pode falhar e errei aqui antes que o problema vire incêndio administrativo.

Patrick Lencioni descreve cinco disfunções de equipes: ausência de confiança, medo de conflito, falta de comprometimento, evitação de responsabilização e desatenção a resultados. Embora seja literatura de gestão aplicada, conversa bem com provas que cobram confiança, conflito produtivo e foco em resultado.

J. Richard Hackman também contribui com condições para efetividade: equipe real, direção convincente, estrutura facilitadora, contexto de apoio e coaching competente. A leitura administrativa é direta: equipe não nasce apenas de boa vontade; precisa de desenho.

Coach Jeff lembra

Confiança sem cobrança vira clube social. Cobrança sem confiança vira medo. Equipe boa segura as duas pontas: fala franca e responsabilidade.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 06

6 Groupthink, folga social e armadilhas coletivas

O coletivo resolve muita coisa, mas também cria erros próprios. Pessoas inteligentes em grupo podem tomar decisões ruins se o ambiente premiar silêncio, conformidade e pressa.

Janis listou sintomas do groupthink: ilusão de invulnerabilidade, racionalização coletiva, crença na moralidade do grupo, estereótipos do opositor, pressão sobre dissidentes, autocensura, ilusão de unanimidade e guardiões da mente. Não precisa decorar como poema, mas precisa reconhecer a lógica: o grupo passa a proteger consenso em vez de buscar verdade.

Folga social é o famoso sumiço dentro do coletivo. Para reduzir, a gestão precisa definir metas claras, contribuição identificável, tamanho adequado de equipe, feedback e responsabilização.

RiscoAutor ou baseDescrição
GroupthinkIrving JanisBusca de unanimidade sufoca avaliação realista de alternativas.
Folga socialPsicologia socialIndivíduo reduz esforço quando contribuição pessoal fica difusa.
ConformidadeSolomon AschPessoa ajusta resposta à pressão do grupo.
PolarizaçãoEstudos de decisão em grupoDiscussão pode empurrar o grupo para posição mais extrema.
Difusão de responsabilidadeDinâmica coletivaQuanto mais gente, mais fácil cada um presumir que outro agirá.

Concurseiro Aprovado vende consenso barato

Ele diz que equipe madura é aquela em que todo mundo concorda rápido. Cuidado. Concordância rápida pode ser alinhamento, mas também pode ser medo, cansaço ou pensamento de grupo.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 07

7 Conflito: tarefa, relacionamento e processo

Conflito não é necessariamente ruim. A Administração contemporânea separa conflito funcional, que melhora análise e inovação, de conflito disfuncional, que corrói confiança e desempenho.

Conflito de tarefa envolve conteúdo do trabalho: alternativas, critérios, prioridades, risco. Pode ser produtivo se houver confiança e método. Conflito de relacionamento envolve antipatia, ataque pessoal e disputa de status. Costuma ser destrutivo. Conflito de processo envolve forma de executar: quem faz, quando, com qual recurso.

O modelo Thomas-Kilmann classifica estilos de gestão de conflito por assertividade e cooperação: competição, colaboração, compromisso, evitação e acomodação. Não há estilo sempre melhor; há adequação ao contexto.

EstiloQuando pode servirRisco
CompetiçãoUrgência, regra clara, decisão impopular necessária.Autoritarismo e baixa adesão.
ColaboraçãoProblema complexo e relação importante.Demora e custo de coordenação.
CompromissoTempo limitado e concessões aceitáveis.Solução mediana.
EvitaçãoTema trivial ou momento inadequado.Adiar problema relevante.
AcomodaçãoPreservar relação ou reconhecer erro.Ceder demais e perder critério.

Examinador alerta

Conflito funcional não é briga. É divergência orientada à tarefa, com critério e respeito.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 08

8 Técnicas de decisão e criatividade coletiva

Equipes decidem melhor quando usam método. Sem método, reunião longa vira teatro de opinião: fala mais quem tem cargo, voz alta ou menos medo de constranger os outros.

Brainstorming, associado a Alex Osborn, funciona melhor quando o grupo separa geração de avaliação. Técnica do grupo nominal reduz bloqueio de produção e pressão de status. Delphi, desenvolvido em contexto da Rand Corporation, usa anonimato e rodadas para reduzir influência hierárquica indevida.

Em Administração Pública, técnica de decisão não substitui motivação, competência, processo formal e fundamentação. Ela organiza a conversa, mas a decisão precisa respeitar legalidade, finalidade, motivação e transparência quando cabível.

TécnicaComo funcionaPonto de prova
BrainstormingGeração livre de ideias, com julgamento adiado.Quantidade antes de crítica.
Grupo nominalIdeias individuais, rodada de apresentação, discussão e voto.Reduz dominação por falantes fortes.
DelphiRodadas anônimas com especialistas, geralmente à distância.Busca convergência sem pressão presencial.
Devil's advocateAlguém assume crítica estruturada à proposta.Combate groupthink.
Investigação dialéticaSubgrupos defendem alternativas opostas.Expõe premissas e trade-offs.

Raffinha resume

Brainstorming abre leque. Nominal organiza voto. Delphi protege anonimato. Advogado do diabo testa robustez. Cada ferramenta tem um problema-alvo.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 09

9 Equipes no setor público: governança, comissões e responsabilidade

No setor público, equipe trabalha dentro de legalidade, competência, segregação de funções, motivação do ato e prestação de contas. Cooperação não apaga responsabilidade.

A Administração Pública usa comissões, comitês, conselhos, grupos de trabalho e equipes de projeto para coordenar temas que atravessam áreas. A lógica conversa com o Decreto-Lei 200/1967, que valoriza planejamento, coordenação, descentralização, delegação de competência e controle.

O Decreto 9.203/2017 reforça governança pública por mecanismos de liderança, estratégia e controle. Equipes e comitês são instrumentos frequentes para avaliar, direcionar e monitorar gestão, mas precisam de composição, mandato, papéis, registro de decisões e indicadores.

A Lei 14.129/2021, de Governo Digital, também empurra a Administração para equipes multidisciplinares: serviço digital bom exige processo, tecnologia, segurança, linguagem simples, atendimento ao usuário e dados. Ninguém entrega isso sozinho com um organograma bonito na parede.

  • Comissão: grupo formal, geralmente instituído por ato, para apurar, avaliar, conduzir ou deliberar conforme competência.
  • Comitê: instância colegiada de governança, coordenação ou decisão.
  • Grupo de trabalho: arranjo temporário para estudar, propor ou executar entrega específica.
  • Matriz RACI: ferramenta útil para evitar confusão entre execução, aprovação, consulta e ciência.

Seu Teoffilo aprofunda

Colegiado não é blindagem. Ata, voto, parecer, competência e motivação importam. Equipe pública precisa de cooperação e rastreabilidade.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 10

10 Como reconhecer uma equipe de alto desempenho

Equipe de alto desempenho não é equipe sem conflito. É equipe que sabe transformar divergência em decisão, decisão em ação e ação em aprendizado.

O erro de prova é romantizar a equipe. Equipe boa também tem atrito, prazo apertado e decisão difícil. A diferença é que ela possui método, confiança, papéis e foco. O conflito não sequestra a missão; ele vira insumo de análise.

Em concursos, marque como corretas as alternativas que falam em interdependência, propósito comum, sinergia positiva, competências complementares, comunicação, confiança, feedback, liderança adequada e accountability. Desconfie de alternativas que vendem unanimidade, ausência completa de conflito ou autonomia sem responsabilidade.

  • Propósito claro e conectado a resultado institucional.
  • Metas específicas, indicadores e feedback frequente.
  • Papéis explícitos, com autoridade proporcional à responsabilidade.
  • Complementaridade técnica e comportamental.
  • Confiança e segurança psicológica para discordar cedo.
  • Gestão de conflito por critério, não por hierarquia emocional.
  • Comunicação documentada quando necessário e rica quando o tema é ambíguo.
  • Ritual de aprendizagem: retrospectiva, lições aprendidas e melhoria contínua.

Dica final do Fuffu

Equipe é colaboração com arquitetura. Sem propósito, papel, norma e feedback, vira só muita gente olhando para o mesmo problema.

Revisão visual

Mapa mental da aula

Trabalho em Equipe

Base

  • Grupo x equipe
  • Sinergia positiva
  • Habilidades complementares
  • Responsabilidade mútua

Tipos

  • Funcional
  • Multifuncional
  • Autogerenciada
  • Virtual
  • Squad

Tuckman

  • Formação
  • Turbulência
  • Normatização
  • Desempenho
  • Encerramento

Dinâmica

  • Papéis
  • Normas
  • Status
  • Coesão
  • Confiança

Riscos

  • Groupthink
  • Folga social
  • Conformidade
  • Difusão de responsabilidade

Público

  • Comissões
  • Comitês
  • RACI
  • Decreto 9.203/2017
  • Prestação de contas
Como revisar
Passe pelos ramos em voz alta. Se você conseguir explicar cada item em uma frase precisa, está pronto para as questões.
Reta final

Checklist de prova

Grupo x equipe

  • Grupo compartilha informação.
  • Equipe gera sinergia positiva.
  • Equipe tem responsabilidade individual e coletiva.
  • Habilidades complementares são marca da equipe real.

Modelos

  • Tuckman: forming, storming, norming, performing, adjourning.
  • Belbin: papéis complementares.
  • Hackman: direção, estrutura, apoio e coaching.
  • Edmondson: segurança psicológica.

Armadilhas

  • Groupthink protege consenso.
  • Folga social reduz esforço individual.
  • Coesão pode ser ruim se a norma for ruim.
  • Conflito de tarefa pode ser funcional.

Setor público

  • Cooperação não apaga responsabilidade.
  • Comissões precisam de competência e registro.
  • Governança pública exige liderança, estratégia e controle.
  • RACI ajuda a separar executor, aprovador, consultado e informado.

Seu Teoffilo anota

Questão boa não pergunta só a definição. Ela troca autor, etapa, finalidade, nível de análise e contexto público. Revise sempre por contraste.

Treino comentado

Questões 1 e 2

Q1

Questão 01 · Comentada

Enunciado. Todo grupo de trabalho constitui, automaticamente, uma equipe de trabalho, pois ambos reúnem pessoas para alcançar objetivos organizacionais. (Certo / Errado)

Gabarito: Errado

Prof. Affonsinho comenta

A palavra automaticamente derruba a assertiva.

  • Certo errado: grupo pode apenas compartilhar informação e manter responsabilidade individual.
  • Errado CORRETO: equipe exige sinergia positiva, interdependência, propósito comum e responsabilidade mútua.

Tese central: toda equipe é grupo, mas nem todo grupo é equipe.

Q2

Questão 02 · Comentada

Enunciado. Katzenbach e Smith associam equipe a pequeno número de pessoas com habilidades complementares, propósito comum, metas de desempenho e responsabilidade mútua. (Certo / Errado)

Gabarito: Certo

Prof. Affonsinho comenta

Essa é uma definição clássica e muito útil.

  • Certo CORRETO: a definição reúne tamanho, complementaridade, propósito, metas e accountability.
  • Errado errado: seria errado reduzir equipe à mera soma de especialistas independentes.

Tese central: equipe real combina propósito comum, complementaridade e responsabilidade compartilhada.

Treino comentado

Questões 3 e 4

Q3

Questão 03 · Comentada

Enunciado. No modelo de Tuckman, a fase de storming caracteriza-se por conflito, disputa de papéis e questionamento de liderança ou normas. (Certo / Errado)

Gabarito: Certo

Prof. Affonsinho comenta

Storming é turbulência.

  • Certo CORRETO: é a etapa típica de tensão, ajuste e disputa.
  • Errado errado: normatização e desempenho vêm depois, quando papéis e formas de trabalho se estabilizam.

Tese central: Tuckman descreve desenvolvimento de grupo por estágios, com conflito relevante na turbulência.

Q4

Questão 04 · Comentada

Enunciado. A coesão de equipe sempre aumenta o desempenho organizacional, independentemente das normas informais do grupo. (Certo / Errado)

Gabarito: Errado

Prof. Affonsinho comenta

Coesão é força, mas força pode puxar para o lado errado.

  • Certo errado: coesão alta com norma contrária à produtividade pode reduzir desempenho.
  • Errado CORRETO: a relação depende do alinhamento das normas do grupo com a meta organizacional.

Tese central: coesão ajuda quando sustenta normas funcionais e objetivos corretos.

Treino comentado

Questões 5 e 6

Q5

Questão 05 · Comentada

Enunciado. Segurança psicológica significa ausência de cobrança por desempenho, para que os membros da equipe se sintam confortáveis. (Certo / Errado)

Gabarito: Errado

Prof. Affonsinho comenta

Essa é a caricatura errada do conceito.

  • Certo errado: segurança psicológica não elimina responsabilidade.
  • Errado CORRETO: ela permite perguntar, discordar e admitir erro sem medo de humilhação ou punição injusta.

Tese central: segurança psicológica combina fala franca com responsabilidade por resultado.

Q6

Questão 06 · Comentada

Enunciado. O pensamento de grupo, estudado por Irving Janis, envolve pressão por consenso e pode prejudicar a avaliação crítica de alternativas. (Certo / Errado)

Gabarito: Certo

Prof. Affonsinho comenta

Groupthink é consenso virando armadilha.

  • Certo CORRETO: o grupo passa a proteger unanimidade em vez de testar premissas.
  • Errado errado: não se trata de conflito produtivo, mas de supressão de crítica.

Tese central: pensamento de grupo reduz qualidade decisória ao premiar conformidade.

Treino comentado

Questões 7 e 8

Q7

Questão 07 · Comentada

Enunciado. Assinale a alternativa que melhor descreve a técnica Delphi.

  1. A) Reunião presencial sem regras, com geração imediata de ideias.
  2. B) Rodadas anônimas de consulta a especialistas, buscando convergência gradual.
  3. C) Votação pública em que a chefia escolhe a ideia majoritária.
  4. D) Crítica obrigatória conduzida por advogado do diabo.
  5. E) Distribuição de tarefas por matriz de responsabilidade.

Gabarito: B

Prof. Affonsinho comenta

Delphi protege independência do julgamento técnico.

  • A errada: isso se aproxima de brainstorming simples.
  • B CORRETA: anonimato, especialistas e rodadas são marcas do Delphi.
  • C errada: não é votação pública hierarquizada.
  • D errada: advogado do diabo é técnica distinta.
  • E errada: matriz RACI trata papéis e responsabilidade.

Tese central: Delphi usa consulta estruturada e anônima a especialistas em rodadas sucessivas.

Q8

Questão 08 · Comentada

Enunciado. No modelo Thomas-Kilmann, colaboração é sempre o estilo mais adequado de gestão de conflitos, pois maximiza assertividade e cooperação. (Certo / Errado)

Gabarito: Errado

Prof. Affonsinho comenta

A palavra sempre costuma entregar o problema.

  • Certo errado: colaboração é potente, mas pode ser lenta e custosa.
  • Errado CORRETO: o estilo adequado depende de urgência, relevância, relação e complexidade.

Tese central: gestão de conflitos exige adequação contextual, não estilo universal.

Treino comentado

Questões 9 e 10

Q9

Questão 09 · Comentada

Enunciado. Em equipes no setor público, a atuação colegiada dispensa registro formal das decisões, pois a responsabilidade passa a ser difusa. (Certo / Errado)

Gabarito: Errado

Prof. Affonsinho comenta

Colegiado não é nuvem de fumaça administrativa.

  • Certo errado: decisões públicas exigem competência, motivação, registro e prestação de contas quando cabível.
  • Errado CORRETO: cooperação não apaga responsabilidade nem dever de rastreabilidade.

Tese central: trabalho coletivo no setor público precisa de governança, registro e accountability.

Q10

Questão 10 · Comentada

Enunciado. A matriz RACI ajuda a distinguir quem executa, quem aprova ou responde pela decisão, quem deve ser consultado e quem deve ser informado. (Certo / Errado)

Gabarito: Certo

Prof. Affonsinho comenta

RACI é ferramenta simples para cortar confusão de papéis.

  • Certo CORRETO: responsible, accountable, consulted e informed estruturam responsabilidades.
  • Errado errado: não é técnica de criatividade nem modelo motivacional.

Tese central: RACI melhora clareza de papéis em equipes e processos.

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09Aula concluída

Fim da aula 09

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aula 09 / 12 · Noções de Administração

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