Trabalho em Equipe
grupo, time, cooperação, conflito e desempenho coletivo
Aula sobre a unidade básica da execução organizacional: diferença entre grupo e equipe; tipos de equipes; estágios de desenvolvimento de Tuckman; papéis em equipe; normas, status, coesão, confiança, segurança psicológica, conflito, decisão coletiva, groupthink, social loafing e técnicas de trabalho colaborativo. No setor público: comissões, comitês, grupos de trabalho, governança, coordenação, matriz RACI, prestação de contas e limites jurídicos da cooperação.
Sumário
Trabalho em equipe não é juntar pessoas na mesma sala nem colocar todo mundo em cópia no e-mail. Equipe existe quando há propósito comum, interdependência real, papéis claros, coordenação e responsabilidade compartilhada.
- p. 04Grupo não é equipeConceito
- p. 05Tipos de equipes e quando cada uma apareceTipos
- p. 06Tuckman: formação, turbulência, normatização, desempenho e encerramentoDesenvolvimento
- p. 07Papéis, normas, status e coesãoPapéis
- p. 08Confiança e segurança psicológicaConfiança
- p. 09Groupthink, folga social e armadilhas coletivasRiscos
- p. 10Conflito: tarefa, relacionamento e processoConflito
- p. 11Técnicas de decisão e criatividade coletivaDecisão em equipe
- p. 12Equipes no setor público: governança, comissões e responsabilidadeSetor público
- p. 13Como reconhecer uma equipe de alto desempenhoAlta performance
O que você vai dominar
Distinguir agregado, grupo de trabalho e equipe, entendendo sinergia positiva, complementaridade e accountability mútua.
Reconhecer equipes funcionais, multifuncionais, autogerenciadas, virtuais, de projeto, de solução de problemas e squads.
Aplicar formação, turbulência, normatização, desempenho e encerramento, sem tratar desenvolvimento de equipe como linha perfeitamente lisa.
Analisar papéis, normas, status, coesão, confiança, segurança psicológica, liderança e comunicação dentro da equipe.
Identificar pensamento de grupo, folga social, polarização, conformidade, conflito disfuncional e difusão de responsabilidade.
Entender comissões, comitês, grupos de trabalho, governança, Decreto 9.203/2017, coordenação e responsabilidade em ambientes públicos.
Dica do Fuffu
Leia a aula como mapa de prova: conceito, diferença, autor, ferramenta, setor público e pegadinha. Quando a banca trocar finalidade por meio, ou ferramenta por princípio, você já vai ver a armadilha acendendo.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 011 Grupo não é equipe
A primeira pegadinha é semântica. Todo time é grupo, mas nem todo grupo é time. Cinco pessoas esperando elevador são um grupo físico, não uma equipe. Cinco servidores tocando o mesmo processo, com metas, papéis e interdependência, aí a conversa muda.
Stephen Robbins diferencia grupo de trabalho e equipe de trabalho pelo tipo de sinergia. No grupo, a interação serve principalmente para compartilhar informação e ajudar cada indivíduo a executar sua própria responsabilidade. Na equipe, há esforço coordenado que gera sinergia positiva: o resultado coletivo pode superar a soma mecânica das contribuições individuais.
Katzenbach e Smith, em The Wisdom of Teams, definem equipe como pequeno número de pessoas com habilidades complementares, comprometidas com propósito comum, metas de desempenho e abordagem pela qual se mantêm mutuamente responsáveis. Essa definição é boa de prova porque traz quatro peças: tamanho, competências complementares, propósito/metas e responsabilidade mútua.
| Elemento | Grupo de trabalho | Equipe de trabalho |
|---|---|---|
| Sinergia | Neutra ou individualizada. | Positiva, por coordenação e interdependência. |
| Responsabilidade | Predominantemente individual. | Individual e coletiva. |
| Habilidades | Podem ser semelhantes. | Complementares. |
| Meta | Informação e desempenho individual. | Propósito comum e desempenho coletivo. |
| Produto | Soma de entregas individuais. | Entrega integrada. |
Dica do Fuffu
Se a alternativa falar em sinergia positiva, habilidades complementares e responsabilidade mútua, pense em equipe, não em grupo solto.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 022 Tipos de equipes e quando cada uma aparece
Equipes variam conforme finalidade, autonomia, tecnologia e desenho estrutural. A banca cobra tanto a classificação tradicional quanto nomes modernos como squads e equipes virtuais.
Equipes autogerenciadas não significam ausência de controle. Significam deslocamento de parte do planejamento, coordenação e monitoramento para o próprio time. Autonomia sem meta, sem indicador e sem responsabilidade vira improviso com crachá elegante.
Equipes virtuais exigem disciplina adicional: regras de comunicação, documentação, clareza de decisões, cadência de reuniões e gestão de confiança. A distância não destrói a equipe, mas amplia ruídos que já existiam.
| Tipo | Características | Exemplo |
|---|---|---|
| Funcional | Membros da mesma área, sob chefia comum. | Equipe de atendimento de uma secretaria. |
| Multifuncional | Pessoas de áreas diferentes para integrar competências. | TI, jurídico e negócio desenhando serviço digital. |
| Autogerenciada | Equipe com autonomia para planejar, distribuir tarefas e monitorar desempenho. | Célula operacional com metas e autoridade definida. |
| Virtual | Trabalho mediado por tecnologia, com membros dispersos. | Grupo remoto de projeto nacional. |
| Projeto | Equipe temporária para entrega específica. | Implantação de novo sistema. |
| Solução de problemas | Foco em análise e melhoria de processo. | Grupo de melhoria contínua ou círculo de qualidade. |
| Squad | Equipe pequena, multidisciplinar, com autonomia relativa e foco em produto ou jornada. | Time de serviço digital em método ágil. |
Examinador alerta
Equipe multifuncional não é a mesma coisa que estrutura matricial. A equipe pode existir dentro de várias estruturas; a matriz é desenho organizacional com dupla autoridade.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 033 Tuckman: formação, turbulência, normatização, desempenho e encerramento
Bruce Tuckman propôs um modelo famoso de desenvolvimento de grupos. A banca gosta porque as etapas têm nomes parecidos e contam uma história intuitiva.
O modelo não é uma escada perfeita. Equipes podem regredir quando entra pessoa nova, muda a liderança, altera a meta ou surge crise. Mesmo assim, Tuckman é útil para diagnosticar por que um time inteligente ainda não performa: talvez ele esteja preso em conflito de papéis, norma fraca ou falta de confiança.
| Etapa | O que acontece | Risco |
|---|---|---|
| Forming - formação | Membros se conhecem, buscam orientação e testam limites. | Dependência excessiva do líder e baixa clareza. |
| Storming - turbulência | Conflitos, disputa por papéis, resistência e divergências. | Personalizar conflito e travar decisão. |
| Norming - normatização | Normas, confiança, papéis e formas de trabalho se estabilizam. | Conformidade excessiva. |
| Performing - desempenho | Equipe opera com autonomia, foco e alta coordenação. | Acomodação ou perda de aprendizado. |
| Adjourning - encerramento | Equipe temporária finaliza ciclo e transfere aprendizados. | Perder memória do projeto. |
Dotôra Soffya pega no detalhe
Turbulência não é defeito automático. Conflito de tarefa pode melhorar decisão. O problema é conflito relacional destrutivo, ataque pessoal e disputa sem critério.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 044 Papéis, normas, status e coesão
Equipe precisa de papéis formais e informais. O cargo explica parte do comportamento; o papel real explica a outra parte. Às vezes quem destrava a reunião nem é o chefe formal.
Papéis são padrões esperados de comportamento. Podem ser formais, descritos em cargo, regimento, matriz RACI ou portaria, e informais, nascidos da dinâmica social. Normas são regras compartilhadas, explícitas ou implícitas, sobre como a equipe trabalha.
Status é posição percebida dentro do grupo. Pode vir de cargo, competência, antiguidade, acesso à informação, carisma ou domínio técnico. Coesão é o grau de atração e compromisso entre membros. Coesão ajuda desempenho quando as normas do grupo estão alinhadas à meta organizacional; se a norma informal é resistir a tudo, alta coesão apenas organiza a resistência.
R. Meredith Belbin popularizou papéis de equipe como coordenador, implementador, finalizador, avaliador, investigador de recursos e outros. Em concurso, o ponto essencial não é decorar rótulo em inglês: é entender que equipes boas combinam papéis de ação, pensamento e relacionamento.
- RACI: responsável pela execução, aprovador ou accountable, consultado e informado.
- Norma funcional: aumenta previsibilidade e cooperação.
- Norma disfuncional: protege conforto do grupo contra o resultado.
- Coesão boa: compromisso com tarefa e confiança.
- Coesão perigosa: fechamento do grupo contra crítica e aprendizado.
Seu Teoffilo aprofunda
A matriz RACI é simples, mas resolve muita confusão: quem executa, quem decide, quem precisa ser ouvido e quem só deve ser informado. Equipe sem isso vira assembleia permanente.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 055 Confiança e segurança psicológica
Confiança é expectativa positiva sobre a conduta do outro. Segurança psicológica, conceito associado a Amy Edmondson, é a percepção de que a equipe permite falar, perguntar, discordar e admitir erro sem medo de humilhação ou punição injusta.
Segurança psicológica não é gentileza artificial nem ausência de cobrança. É um ambiente em que a pessoa consegue dizer não entendi, discordo, isso pode falhar e errei aqui antes que o problema vire incêndio administrativo.
Patrick Lencioni descreve cinco disfunções de equipes: ausência de confiança, medo de conflito, falta de comprometimento, evitação de responsabilização e desatenção a resultados. Embora seja literatura de gestão aplicada, conversa bem com provas que cobram confiança, conflito produtivo e foco em resultado.
J. Richard Hackman também contribui com condições para efetividade: equipe real, direção convincente, estrutura facilitadora, contexto de apoio e coaching competente. A leitura administrativa é direta: equipe não nasce apenas de boa vontade; precisa de desenho.
Coach Jeff lembra
Confiança sem cobrança vira clube social. Cobrança sem confiança vira medo. Equipe boa segura as duas pontas: fala franca e responsabilidade.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 066 Groupthink, folga social e armadilhas coletivas
O coletivo resolve muita coisa, mas também cria erros próprios. Pessoas inteligentes em grupo podem tomar decisões ruins se o ambiente premiar silêncio, conformidade e pressa.
Janis listou sintomas do groupthink: ilusão de invulnerabilidade, racionalização coletiva, crença na moralidade do grupo, estereótipos do opositor, pressão sobre dissidentes, autocensura, ilusão de unanimidade e guardiões da mente. Não precisa decorar como poema, mas precisa reconhecer a lógica: o grupo passa a proteger consenso em vez de buscar verdade.
Folga social é o famoso sumiço dentro do coletivo. Para reduzir, a gestão precisa definir metas claras, contribuição identificável, tamanho adequado de equipe, feedback e responsabilização.
| Risco | Autor ou base | Descrição |
|---|---|---|
| Groupthink | Irving Janis | Busca de unanimidade sufoca avaliação realista de alternativas. |
| Folga social | Psicologia social | Indivíduo reduz esforço quando contribuição pessoal fica difusa. |
| Conformidade | Solomon Asch | Pessoa ajusta resposta à pressão do grupo. |
| Polarização | Estudos de decisão em grupo | Discussão pode empurrar o grupo para posição mais extrema. |
| Difusão de responsabilidade | Dinâmica coletiva | Quanto mais gente, mais fácil cada um presumir que outro agirá. |
Concurseiro Aprovado vende consenso barato
Ele diz que equipe madura é aquela em que todo mundo concorda rápido. Cuidado. Concordância rápida pode ser alinhamento, mas também pode ser medo, cansaço ou pensamento de grupo.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 077 Conflito: tarefa, relacionamento e processo
Conflito não é necessariamente ruim. A Administração contemporânea separa conflito funcional, que melhora análise e inovação, de conflito disfuncional, que corrói confiança e desempenho.
Conflito de tarefa envolve conteúdo do trabalho: alternativas, critérios, prioridades, risco. Pode ser produtivo se houver confiança e método. Conflito de relacionamento envolve antipatia, ataque pessoal e disputa de status. Costuma ser destrutivo. Conflito de processo envolve forma de executar: quem faz, quando, com qual recurso.
O modelo Thomas-Kilmann classifica estilos de gestão de conflito por assertividade e cooperação: competição, colaboração, compromisso, evitação e acomodação. Não há estilo sempre melhor; há adequação ao contexto.
| Estilo | Quando pode servir | Risco |
|---|---|---|
| Competição | Urgência, regra clara, decisão impopular necessária. | Autoritarismo e baixa adesão. |
| Colaboração | Problema complexo e relação importante. | Demora e custo de coordenação. |
| Compromisso | Tempo limitado e concessões aceitáveis. | Solução mediana. |
| Evitação | Tema trivial ou momento inadequado. | Adiar problema relevante. |
| Acomodação | Preservar relação ou reconhecer erro. | Ceder demais e perder critério. |
Examinador alerta
Conflito funcional não é briga. É divergência orientada à tarefa, com critério e respeito.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 088 Técnicas de decisão e criatividade coletiva
Equipes decidem melhor quando usam método. Sem método, reunião longa vira teatro de opinião: fala mais quem tem cargo, voz alta ou menos medo de constranger os outros.
Brainstorming, associado a Alex Osborn, funciona melhor quando o grupo separa geração de avaliação. Técnica do grupo nominal reduz bloqueio de produção e pressão de status. Delphi, desenvolvido em contexto da Rand Corporation, usa anonimato e rodadas para reduzir influência hierárquica indevida.
Em Administração Pública, técnica de decisão não substitui motivação, competência, processo formal e fundamentação. Ela organiza a conversa, mas a decisão precisa respeitar legalidade, finalidade, motivação e transparência quando cabível.
| Técnica | Como funciona | Ponto de prova |
|---|---|---|
| Brainstorming | Geração livre de ideias, com julgamento adiado. | Quantidade antes de crítica. |
| Grupo nominal | Ideias individuais, rodada de apresentação, discussão e voto. | Reduz dominação por falantes fortes. |
| Delphi | Rodadas anônimas com especialistas, geralmente à distância. | Busca convergência sem pressão presencial. |
| Devil's advocate | Alguém assume crítica estruturada à proposta. | Combate groupthink. |
| Investigação dialética | Subgrupos defendem alternativas opostas. | Expõe premissas e trade-offs. |
Raffinha resume
Brainstorming abre leque. Nominal organiza voto. Delphi protege anonimato. Advogado do diabo testa robustez. Cada ferramenta tem um problema-alvo.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 099 Equipes no setor público: governança, comissões e responsabilidade
No setor público, equipe trabalha dentro de legalidade, competência, segregação de funções, motivação do ato e prestação de contas. Cooperação não apaga responsabilidade.
A Administração Pública usa comissões, comitês, conselhos, grupos de trabalho e equipes de projeto para coordenar temas que atravessam áreas. A lógica conversa com o Decreto-Lei 200/1967, que valoriza planejamento, coordenação, descentralização, delegação de competência e controle.
O Decreto 9.203/2017 reforça governança pública por mecanismos de liderança, estratégia e controle. Equipes e comitês são instrumentos frequentes para avaliar, direcionar e monitorar gestão, mas precisam de composição, mandato, papéis, registro de decisões e indicadores.
A Lei 14.129/2021, de Governo Digital, também empurra a Administração para equipes multidisciplinares: serviço digital bom exige processo, tecnologia, segurança, linguagem simples, atendimento ao usuário e dados. Ninguém entrega isso sozinho com um organograma bonito na parede.
- Comissão: grupo formal, geralmente instituído por ato, para apurar, avaliar, conduzir ou deliberar conforme competência.
- Comitê: instância colegiada de governança, coordenação ou decisão.
- Grupo de trabalho: arranjo temporário para estudar, propor ou executar entrega específica.
- Matriz RACI: ferramenta útil para evitar confusão entre execução, aprovação, consulta e ciência.
Seu Teoffilo aprofunda
Colegiado não é blindagem. Ata, voto, parecer, competência e motivação importam. Equipe pública precisa de cooperação e rastreabilidade.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 1010 Como reconhecer uma equipe de alto desempenho
Equipe de alto desempenho não é equipe sem conflito. É equipe que sabe transformar divergência em decisão, decisão em ação e ação em aprendizado.
O erro de prova é romantizar a equipe. Equipe boa também tem atrito, prazo apertado e decisão difícil. A diferença é que ela possui método, confiança, papéis e foco. O conflito não sequestra a missão; ele vira insumo de análise.
Em concursos, marque como corretas as alternativas que falam em interdependência, propósito comum, sinergia positiva, competências complementares, comunicação, confiança, feedback, liderança adequada e accountability. Desconfie de alternativas que vendem unanimidade, ausência completa de conflito ou autonomia sem responsabilidade.
- Propósito claro e conectado a resultado institucional.
- Metas específicas, indicadores e feedback frequente.
- Papéis explícitos, com autoridade proporcional à responsabilidade.
- Complementaridade técnica e comportamental.
- Confiança e segurança psicológica para discordar cedo.
- Gestão de conflito por critério, não por hierarquia emocional.
- Comunicação documentada quando necessário e rica quando o tema é ambíguo.
- Ritual de aprendizagem: retrospectiva, lições aprendidas e melhoria contínua.
Dica final do Fuffu
Equipe é colaboração com arquitetura. Sem propósito, papel, norma e feedback, vira só muita gente olhando para o mesmo problema.
Mapa mental da aula
Base
- Grupo x equipe
- Sinergia positiva
- Habilidades complementares
- Responsabilidade mútua
Tipos
- Funcional
- Multifuncional
- Autogerenciada
- Virtual
- Squad
Tuckman
- Formação
- Turbulência
- Normatização
- Desempenho
- Encerramento
Dinâmica
- Papéis
- Normas
- Status
- Coesão
- Confiança
Riscos
- Groupthink
- Folga social
- Conformidade
- Difusão de responsabilidade
Público
- Comissões
- Comitês
- RACI
- Decreto 9.203/2017
- Prestação de contas
Checklist de prova
Grupo x equipe
- Grupo compartilha informação.
- Equipe gera sinergia positiva.
- Equipe tem responsabilidade individual e coletiva.
- Habilidades complementares são marca da equipe real.
Modelos
- Tuckman: forming, storming, norming, performing, adjourning.
- Belbin: papéis complementares.
- Hackman: direção, estrutura, apoio e coaching.
- Edmondson: segurança psicológica.
Armadilhas
- Groupthink protege consenso.
- Folga social reduz esforço individual.
- Coesão pode ser ruim se a norma for ruim.
- Conflito de tarefa pode ser funcional.
Setor público
- Cooperação não apaga responsabilidade.
- Comissões precisam de competência e registro.
- Governança pública exige liderança, estratégia e controle.
- RACI ajuda a separar executor, aprovador, consultado e informado.
Seu Teoffilo anota
Questão boa não pergunta só a definição. Ela troca autor, etapa, finalidade, nível de análise e contexto público. Revise sempre por contraste.
Questões 1 e 2
Questão 01 · Comentada
Enunciado. Todo grupo de trabalho constitui, automaticamente, uma equipe de trabalho, pois ambos reúnem pessoas para alcançar objetivos organizacionais. (Certo / Errado)
Gabarito: Errado
Prof. Affonsinho comenta
A palavra automaticamente derruba a assertiva.
- Certo errado: grupo pode apenas compartilhar informação e manter responsabilidade individual.
- Errado CORRETO: equipe exige sinergia positiva, interdependência, propósito comum e responsabilidade mútua.
Tese central: toda equipe é grupo, mas nem todo grupo é equipe.
Questão 02 · Comentada
Enunciado. Katzenbach e Smith associam equipe a pequeno número de pessoas com habilidades complementares, propósito comum, metas de desempenho e responsabilidade mútua. (Certo / Errado)
Gabarito: Certo
Prof. Affonsinho comenta
Essa é uma definição clássica e muito útil.
- Certo CORRETO: a definição reúne tamanho, complementaridade, propósito, metas e accountability.
- Errado errado: seria errado reduzir equipe à mera soma de especialistas independentes.
Tese central: equipe real combina propósito comum, complementaridade e responsabilidade compartilhada.
Questões 3 e 4
Questão 03 · Comentada
Enunciado. No modelo de Tuckman, a fase de storming caracteriza-se por conflito, disputa de papéis e questionamento de liderança ou normas. (Certo / Errado)
Gabarito: Certo
Prof. Affonsinho comenta
Storming é turbulência.
- Certo CORRETO: é a etapa típica de tensão, ajuste e disputa.
- Errado errado: normatização e desempenho vêm depois, quando papéis e formas de trabalho se estabilizam.
Tese central: Tuckman descreve desenvolvimento de grupo por estágios, com conflito relevante na turbulência.
Questão 04 · Comentada
Enunciado. A coesão de equipe sempre aumenta o desempenho organizacional, independentemente das normas informais do grupo. (Certo / Errado)
Gabarito: Errado
Prof. Affonsinho comenta
Coesão é força, mas força pode puxar para o lado errado.
- Certo errado: coesão alta com norma contrária à produtividade pode reduzir desempenho.
- Errado CORRETO: a relação depende do alinhamento das normas do grupo com a meta organizacional.
Tese central: coesão ajuda quando sustenta normas funcionais e objetivos corretos.
Questões 5 e 6
Questão 05 · Comentada
Enunciado. Segurança psicológica significa ausência de cobrança por desempenho, para que os membros da equipe se sintam confortáveis. (Certo / Errado)
Gabarito: Errado
Prof. Affonsinho comenta
Essa é a caricatura errada do conceito.
- Certo errado: segurança psicológica não elimina responsabilidade.
- Errado CORRETO: ela permite perguntar, discordar e admitir erro sem medo de humilhação ou punição injusta.
Tese central: segurança psicológica combina fala franca com responsabilidade por resultado.
Questão 06 · Comentada
Enunciado. O pensamento de grupo, estudado por Irving Janis, envolve pressão por consenso e pode prejudicar a avaliação crítica de alternativas. (Certo / Errado)
Gabarito: Certo
Prof. Affonsinho comenta
Groupthink é consenso virando armadilha.
- Certo CORRETO: o grupo passa a proteger unanimidade em vez de testar premissas.
- Errado errado: não se trata de conflito produtivo, mas de supressão de crítica.
Tese central: pensamento de grupo reduz qualidade decisória ao premiar conformidade.
Questões 7 e 8
Questão 07 · Comentada
Enunciado. Assinale a alternativa que melhor descreve a técnica Delphi.
- A) Reunião presencial sem regras, com geração imediata de ideias.
- B) Rodadas anônimas de consulta a especialistas, buscando convergência gradual.
- C) Votação pública em que a chefia escolhe a ideia majoritária.
- D) Crítica obrigatória conduzida por advogado do diabo.
- E) Distribuição de tarefas por matriz de responsabilidade.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
Delphi protege independência do julgamento técnico.
- A errada: isso se aproxima de brainstorming simples.
- B CORRETA: anonimato, especialistas e rodadas são marcas do Delphi.
- C errada: não é votação pública hierarquizada.
- D errada: advogado do diabo é técnica distinta.
- E errada: matriz RACI trata papéis e responsabilidade.
Tese central: Delphi usa consulta estruturada e anônima a especialistas em rodadas sucessivas.
Questão 08 · Comentada
Enunciado. No modelo Thomas-Kilmann, colaboração é sempre o estilo mais adequado de gestão de conflitos, pois maximiza assertividade e cooperação. (Certo / Errado)
Gabarito: Errado
Prof. Affonsinho comenta
A palavra sempre costuma entregar o problema.
- Certo errado: colaboração é potente, mas pode ser lenta e custosa.
- Errado CORRETO: o estilo adequado depende de urgência, relevância, relação e complexidade.
Tese central: gestão de conflitos exige adequação contextual, não estilo universal.
Questões 9 e 10
Questão 09 · Comentada
Enunciado. Em equipes no setor público, a atuação colegiada dispensa registro formal das decisões, pois a responsabilidade passa a ser difusa. (Certo / Errado)
Gabarito: Errado
Prof. Affonsinho comenta
Colegiado não é nuvem de fumaça administrativa.
- Certo errado: decisões públicas exigem competência, motivação, registro e prestação de contas quando cabível.
- Errado CORRETO: cooperação não apaga responsabilidade nem dever de rastreabilidade.
Tese central: trabalho coletivo no setor público precisa de governança, registro e accountability.
Questão 10 · Comentada
Enunciado. A matriz RACI ajuda a distinguir quem executa, quem aprova ou responde pela decisão, quem deve ser consultado e quem deve ser informado. (Certo / Errado)
Gabarito: Certo
Prof. Affonsinho comenta
RACI é ferramenta simples para cortar confusão de papéis.
- Certo CORRETO: responsible, accountable, consulted e informed estruturam responsabilidades.
- Errado errado: não é técnica de criatividade nem modelo motivacional.
Tese central: RACI melhora clareza de papéis em equipes e processos.
Aula concluída
Fim da aula 09
Você fechou Trabalho em Equipe: grupo x equipe, tipos de equipes, Tuckman, papéis, normas, coesão, segurança psicológica, groupthink, folga social, conflito, decisão coletiva, RACI e equipes no setor público.






