Para Oliveira (2005), os vários tipos de turismo praticados no mundo todo tornam essa atividade uma grande opção de desenvolvimento. É preciso que cada local defina em que tipo ou em que tipos de turismo suas características se enquadram, de acordo com o potencial da região. Marque a alternativa em que todos os tipos de turismo se aplicam à realidade de Mato Grosso, como potencial ou realidade de desenvolvimento em seu território.
- A)Ecoturismo / Turismo de Aventura / Turismo Rural / Turismo de Eventos / Turismo Tecnológico.
Correta, porque ecoturismo, turismo de aventura, turismo rural, turismo de eventos e turismo tecnológico são segmentos compatíveis com a realidade e o potencial de Mato Grosso.
- B)Turismo de Aventura / Turismo Religioso / Turismo de Neve / Turismo de Sol e Praia/ Turismo Gastronômico.
Errada, porque inclui turismo de neve e turismo de sol e praia, segmentos incompatíveis com a realidade territorial de Mato Grosso.
- C)Ecoturismo / Turismo Gastronômico / Turismo de Cruzeiros Marítimos / Geoturismo/ Turismo Rural.
Errada, porque cruzeiros marítimos não se aplicam ao estado e a combinação apresentada mistura segmentos sem aderência clara à sua realidade.
- D)Agroturismo / Turismo Tecnológico / Etnoturismo/ Turismo de Caça / Turismo de Pesca.
Errada, porque turismo de caça não é atividade turística regularizada como produto de desenvolvimento, e a alternativa traz segmentos que não representam o potencial amplo do estado.
Gabarito: A
A questão trabalha a ideia de que o turismo não é um bloco único: cada território desenvolve aqueles segmentos que combinam com sua paisagem, cultura, infraestrutura e vocação econômica. Em Mato Grosso, isso aparece com muita força no turismo ecológico, no turismo de aventura, no turismo rural e também em eventos e em iniciativas ligadas à tecnologia e inovação em cidades com maior estrutura. É o velho raciocínio de Oliveira (2005): o destino precisa olhar para o próprio potencial, e não copiar um modelo que faz sentido em outro lugar. No caso de Mato Grosso, o Pantanal e a Chapada dos Guimarães ajudam a sustentar ecoturismo e aventura; o meio rural e a produção agropecuária fortalecem turismo rural; e centros urbanos como Cuiabá e Várzea Grande permitem turismo de eventos e até turismo tecnológico, pela presença de universidades, feiras, serviços e setores empresariais. Por isso a alternativa A é a única que reúne tipos compatíveis com a realidade do estado. As demais alternativas misturam segmentos que não combinam com Mato Grosso como potencial territorial amplo, como neve, cruzeiros marítimos e turismo de sol e praia em escala típica de litoral. Em prova de concurso, a dica é simples: leia o mapa mental do estado. Se não tem mar, não inventa cruzeiro; se não tem neve, não inventa estação de esqui. Doutrinariamente, o tema dialoga com o turismo de base territorial e com o planejamento turístico, em que a vocação local orienta a escolha dos produtos turísticos. A banca quer ver se você sabe relacionar oferta turística com características geográficas e socioeconômicas do espaço mato-grossense.