Segundo Lopes (2024), os atrativos turísticos não são apenas elementos naturais ou culturais, mas também construções simbólicas que refletem a identidade e a história de uma região. A gestão eficaz desses atrativos requer uma compreensão profunda das dinâmicas locais e a implementação de estratégias sustentáveis. De acordo com a autora, trata-se de uma das principais estratégias para a gestão sustentável de atrativos turísticos:
- A)Priorizar a ampliação do número de visitantes como forma de impulsionar a economia das regiões receptoras.
Errada, porque aumentar visitantes sem controle pode gerar sobrecarga, descaracterização e impactos ambientais e sociais.
- B)Investir na promoção internacional dos atrativos por meio de ações de comunicação e posicionamento de marca.
Errada, porque promoção internacional ajuda na visibilidade, mas não é a base da gestão sustentável de atrativos.
- C)Direcionar recursos para a modernização da infraestrutura turística, com foco na atratividade e na competitividade do destino.
Errada, porque infraestrutura é importante, mas modernizar sem participação social e cuidado ambiental não garante sustentabilidade.
- D)Envolver as comunidades locais no planejamento e na gestão dos atrativos, garantindo a preservação da identidade cultural e ambiental.
Certa, porque a participação das comunidades locais fortalece a preservação da identidade cultural e ambiental e melhora a gestão do atrativo.
Gabarito: D
Quando se fala em atrativos turísticos, não basta olhar para o que é bonito ou famoso. O atrativo também carrega memória, identidade, usos sociais e até disputas do território. Por isso, a gestão sustentável não pode ser feita só com foco em vender mais: ela precisa equilibrar economia, cultura e meio ambiente. Na prática, isso significa ouvir quem vive no lugar, respeitar os valores locais e planejar o uso do atrativo sem descaracterizá-lo. Quando a comunidade entra no processo, a gestão fica mais realista, mais legítima e com muito mais chance de preservar o que realmente torna aquele destino único. Turismo sem vínculo com a comunidade vira enfeite de vitrine. É exatamente por isso que a alternativa D está correta: envolver as comunidades locais no planejamento e na gestão ajuda a proteger a identidade cultural e ambiental do atrativo, além de reduzir conflitos e aumentar a adesão às regras de preservação. Isso está em linha com a lógica do turismo sustentável, muito associada à participação social, ao desenvolvimento local e ao uso responsável dos recursos. Já as demais opções caem em um erro clássico: tratam a gestão como se o objetivo principal fosse só crescer, promover ou modernizar. Tudo isso pode ser importante, mas não basta se a estratégia não considerar o território e as pessoas que dão sentido ao atrativo.