A contrainteligência tem um importante papel na proteção institucional, tendo atuação em diversos segmentos. A segurança de um processo de recrutamento em uma repartição pública é exemplo de contrainteligência que atua na segurança
- A)orgânica.
Correta, porque o recrutamento é um processo interno da instituição e integra a segurança orgânica da contrainteligência.
- B)ativa.
Errada, porque segurança ativa costuma se relacionar à atuação operacional de inteligência, e não à proteção interna do órgão.
- C)de assuntos internos.
Errada, porque "assuntos internos" não é a classificação técnica clássica cobrada para esse tipo de medida de proteção institucional.
- D)contra sabotagem.
Errada, porque a hipótese descrita não trata de sabotagem específica, mas de controle preventivo de pessoal e acesso.
- E)contraterrorismo.
Errada, porque contraterrorismo é voltado ao enfrentamento de ameaças terroristas, o que não é o caso do recrutamento.
Gabarito: A
A contrainteligência é a parte da atividade de inteligência voltada a proteger a instituição, seus conhecimentos e seus processos contra espionagem, sabotagem, vazamento e outras ameaças. Em linguagem de prova, ela não serve para "investigar o inimigo" como foco principal, mas para blindar a casa por dentro. É a lógica do "antes que o problema entre, a porta já esteja fechada". Dentro da contrainteligência, a segurança orgânica é a que cuida da proteção interna da organização, envolvendo pessoas, instalações, documentos, sistemas e procedimentos. Por isso, um processo de recrutamento em repartição pública exige controle de acesso, checagem de antecedentes, sigilo e critérios de seleção, para evitar infiltração, fraude ou captura de informações sensíveis. Logo, a segurança de um recrutamento é exemplo típico de atuação da segurança orgânica, porque está ligada à estrutura interna da instituição e à proteção preventiva do seu funcionamento. Não é caso de contraterrorismo, contra sabotagem isolada ou assunto interno no sentido administrativo comum. A banca costuma cobrar exatamente essa associação entre "proteção institucional" e "segurança orgânica". Se você lembrar que a pergunta fala de um procedimento interno da repartição, a resposta aparece quase sozinha: é a proteção da própria organização, não uma ação voltada a terroristas, sabotadores ou a uma crise externa específica.