Um município do Brasil, utilizando a equipe técnica responsável pelo tráfego urbano, iniciou a elaboração de seu plano de mobilidade urbana. A classificação das vias é um tópico fundamental para entender o funcionamento da cidade e definir importantes estratégias para sua melhoria; analise as alternativas relacionadas a seguir. I. Vias Arteriais. II. Vias Coletoras. III. Vias Locais. IV. Rodovias. Está correto o que se afirma apenas em
- A)I, II e IV.
Errada, porque inclui rodovias, que são vias rurais e não fazem parte da classificação urbana cobrada no enunciado.
- B)I, II e III.
Certa, porque vias arteriais, coletoras e locais são classes de vias urbanas previstas no CTB.
- C)I, III e IV.
Errada, porque também inclui rodovias, que não integram o conjunto de vias urbanas.
- D)II, III e IV.
Errada, porque deixa de fora as vias arteriais, que são uma das classes urbanas centrais na classificação legal.
Gabarito: B
Na classificação viária usada no planejamento urbano, o CTB separa as vias em dois grandes blocos: urbanas e rurais. Dentro das urbanas, aparecem as vias arteriais, coletoras e locais, que são exatamente as classes mais cobradas em prova. A lógica é simples: a arterial organiza deslocamentos maiores, a coletora faz a conexão intermediária e a local atende o acesso direto aos lotes e às atividades do bairro. É por isso que os itens I, II e III estão corretos. Eles representam categorias de vias urbanas previstas na legislação de trânsito e usadas como base para o desenho da mobilidade da cidade. Em termos práticos, isso ajuda a definir velocidade, prioridades, acesso, circulação e até onde vale a pena colocar semáforo, faixa exclusiva ou controle de tráfego. Já o item IV, rodovias, foge da classificação urbana. O CTB trata rodovias como vias rurais, ao lado das estradas. Então, apesar de ser uma via importante para a mobilidade em sentido amplo, ela não entra nesse trio clássico de vias urbanas cobrado no plano de mobilidade urbana. Por isso o gabarito é a letra B. Em prova de concurso, a banca costuma misturar a nomenclatura técnica com a lógica do cotidiano: a rua parece estrada, a avenida parece rodovia, e aí mora a pegadinha. Aqui, o que manda é a classificação legal do CTB, não a impressão visual da via.