Para que a vigilância de áreas internas e externas seja efetiva, é necessário seguir o seguinte roteiro: identificação de riscos, mitigação de riscos e elaboração de plano de contingência. Assinale a opção que apresenta duas ações que contribuem com a identificação de riscos.
- A)Avaliação da edificação e vulnerabilidade do acervo.
Correta, porque avaliação da edificação e vulnerabilidade do acervo são ações típicas de identificação de riscos.
- B)Guarda do acervo com critérios de seguranças e identificação de serviços de emergência.
Errada, porque guarda do acervo e identificação de serviços de emergência se relacionam mais à proteção e resposta do que à identificação.
- C)Vulnerabilidade do acervo e treinamento de equipes.
Errada, porque vulnerabilidade do acervo ajuda a identificar risco, mas treinamento de equipes é medida de preparação e mitigação.
- D)Métodos de recuperação dos acervos e avaliação do sistema de combate a incêndio.
Errada, porque métodos de recuperação e avaliação do combate a incêndio dizem respeito a resposta e controle, não ao diagnóstico inicial.
- E)Utilização de diário de ocorrências e manutenção da edificação.
Errada, porque diário de ocorrências e manutenção da edificação são ações de controle e conservação, não as duas ações pedidas para identificar riscos.
Gabarito: A
Em planejamento de contingências, o primeiro passo é enxergar o problema antes que ele apareça de verdade. Por isso, a identificação de riscos costuma começar com um olhar atento sobre a edificação, o ambiente, os processos e o próprio acervo, buscando pontos frágeis que possam gerar danos, perdas ou interrupções. É aqui que entram ações como avaliar a edificação e verificar a vulnerabilidade do acervo. Pense assim: antes de montar o plano de emergência, você precisa saber onde a casa tem rachadura e quais itens estão mais expostos. Se a estrutura tem falhas, se há risco de incêndio, infiltração, furto ou outras ameaças, isso precisa ser mapeado primeiro. A lógica é simples: sem diagnóstico, a contingência vira chute bem-intencionado. O gabarito é a letra A porque traz exatamente duas ações ligadas à identificação de riscos: avaliação da edificação e vulnerabilidade do acervo. As duas servem para localizar fragilidades e reconhecer ameaças, o que é o início do ciclo de gestão de riscos. Depois disso vêm a mitigação e, só então, o plano de contingência. As demais alternativas misturam etapas diferentes do processo, como segurança operacional, treinamento, recuperação e manutenção. Tudo isso pode ser importante, mas não pertence diretamente à fase de identificar riscos. Em concursos, a banca costuma cobrar essa sequência lógica: identificar, mitigar e planejar a resposta.