Quanto maior a mobilidade promovida por uma via de transporte urbano, menor é a sua acessibilidade. Assinale a opção que indica uma classificação das vias em ordem decrescente de mobilidade.
- A)Local / coletora / arterial / expressa.
Errada, porque coloca a via local como a de maior mobilidade, quando ela é justamente a de menor mobilidade e maior acessibilidade.
- B)Expressa / arterial / local / coletora.
Errada, porque a via local não pode aparecer antes da coletora na ordem de mobilidade, já que a coletora é mais móvel que a local.
- C)Expressa / arterial / coletora / local.
Certa, pois apresenta a sequência funcional em ordem decrescente de mobilidade: expressa, arterial, coletora e local.
- D)Arterial / expressa / local / coletora.
Errada, porque troca a posição de arterial e expressa, invertendo a hierarquia de mobilidade entre essas vias.
- E)Arterial / expressa / coletora / local.
Errada, porque também troca a posição de arterial e expressa, repetindo a mesma inversão da alternativa anterior.
Gabarito: C
Em planejamento urbano viário, a ideia central é simples: quanto mais uma via privilegia a passagem de fluxo, maior é a mobilidade e menor tende a ser a acessibilidade direta aos lotes e destinos ao longo dela. Em outras palavras, via de alta mobilidade é via de atravessamento; via de alta acessibilidade é via de acesso local. As duas coisas costumam brigar entre si, como dois irmãos disputando o controle remoto. Na classificação funcional, a via expressa é a que mais favorece a circulação contínua, com poucas interferências, poucos acessos e prioridade para o deslocamento de maior alcance. Depois vem a via arterial, que também tem papel importante na distribuição de viagens, mas com um pouco mais de interação com o tecido urbano. Em seguida aparece a coletora, que faz a ligação entre as vias locais e as arteriais. Por fim, a via local prioriza o acesso às edificações e aos usos do solo, sendo a menos móvel. Por isso, em ordem decrescente de mobilidade, a sequência correta é expressa, arterial, coletora e local. Essa lógica é clássica na doutrina de circulação urbana e aparece nos manuais de planejamento e projeto viário usados no Brasil, em sintonia com a classificação funcional das vias do Código de Trânsito Brasileiro e das normas técnicas aplicáveis. A banca gosta de inverter o par expressa e arterial ou de misturar coletora com local, então vale guardar a regra de bolso: quanto mais livre e menos acessível, mais a via “corre”; quanto mais voltada ao acesso, menos ela “anda”.