A composição da tarifa para utilização do transporte público é uma tarefa complexa, que envolve discussões entre o poder público, os operadores e os usuários. Nessa composição, a parcela com maior peso se refere a despesas com
- A)pessoal e encargos.
Correta, porque em geral a maior parcela do custo do transporte coletivo urbano está em pessoal e encargos trabalhistas/previdenciários.
- B)combustível.
Errada, porque o combustível é relevante, mas normalmente não supera o peso da folha de pagamento e dos encargos.
- C)impostos e taxas.
Errada, porque impostos e taxas compõem o custo, mas não costumam ser a principal parcela da tarifa.
- D)peças e acessórios.
Errada, porque peças e acessórios entram na manutenção, mas têm peso menor que pessoal e encargos.
- E)lubrificantes.
Errada, porque lubrificantes são itens de manutenção com impacto bem menor na composição tarifária.
Gabarito: A
Na tarifa do transporte público, o preço final não nasce do nada: ele é montado a partir dos custos operacionais do serviço. Em transporte coletivo urbano, a maior fatia costuma ficar com a estrutura de operação da frota, especialmente a mão de obra que faz o sistema andar todos os dias. Isso inclui motoristas, cobradores, fiscalização, manutenção e os respectivos encargos trabalhistas e previdenciários. Como o serviço é intensivo em trabalho humano, essa despesa normalmente pesa mais do que combustível, peças ou lubrificantes. Ou seja: o ônibus não se move sozinho, e a conta da equipe costuma ser a mais robusta. Por isso, o gabarito é a letra A. Quando a banca pergunta sobre a maior parcela da composição tarifária, ela quer que você reconheça a centralidade de pessoal e encargos na planilha de custos do transporte coletivo. Em termos práticos, a lógica é simples: combustível oscila bastante, impostos existem, manutenção dói no bolso, mas o custo recorrente da operação diária com recursos humanos tende a ser o principal componente da tarifa. É o tipo de questão em que o detalhe contábil vira protagonista.