Um ônibus urbano com valor estimado de R$ 687.500,00 tem vida útil de 10 anos. Usando o método de depreciação pela soma dos dígitos dos anos, com depreciação decrescente e valor residual de 20%, a depreciação acumulada ao final de 2 anos é de
- A)R$ 150.000,00.
Errada, porque R$ 150.000,00 não corresponde à soma das parcelas de depreciação dos dois primeiros anos pelo método da soma dos dígitos.
- B)R$ 27.272,73.
Errada, porque esse valor não resulta da aplicação da fração de 10/55 e 9/55 sobre a base depreciável.
- C)R$ 190.000,00.
Certa, porque a base depreciável é R$ 550.000,00 e, nos 2 primeiros anos, a depreciação é R$ 100.000,00 + R$ 90.000,00 = R$ 190.000,00.
- D)R$ 100.000,00.
Errada, porque R$ 100.000,00 corresponde apenas à depreciação do primeiro ano, não à acumulada em 2 anos.
- E)R$ 200.000,00.
Errada, porque R$ 200.000,00 seria um arredondamento indevido e não o resultado exato do método.
Gabarito: C
No método da soma dos dígitos dos anos, você distribui a depreciação de forma decrescente: os primeiros anos “pesam” mais e os últimos menos. Primeiro, calcula-se a base depreciável, que é o valor do bem menos o valor residual. Aqui, o ônibus vale R$ 687.500,00 e o residual é 20%, ou seja, R$ 137.500,00. Logo, a base depreciável é R$ 550.000,00. Depois, soma-se a série dos dígitos dos 10 anos de vida útil: 1 + 2 + 3 + ... + 10 = 55. No primeiro ano, a fração é 10/55 da base depreciável, dando R$ 100.000,00. No segundo ano, a fração passa a ser 9/55, resultando em R$ 90.000,00. Somando a depreciação acumulada ao final de 2 anos, você chega a R$ 190.000,00. É por isso que o gabarito é a alternativa C. A lógica é exatamente essa: começar forte, ir reduzindo aos poucos, sem esquecer do valor residual, que não entra na depreciação. Em provas, esse método costuma aparecer como “soma dos dígitos dos anos” ou “depreciação acelerada”. O ponto-chave é não fazer rateio linear: aqui o peso do primeiro ano é maior do que o do segundo.