Para o conceito de distribuição de viagens prevista no modelo tradicional de 4 etapas, analise as afirmativas a seguir. I. Distribuição de viagens tem como objetivo estimar o número de viagens entre pares de zonas de tráfego, criando uma matriz Origem/Destino de viagens futuras a partir dos dados do ano base e das projeções das viagens produzidas e atraídas. II. A distribuição de viagem não é influenciada pela impedância. III. O custo generalizado pode ser empregado como variável no modelo de distribuição de viagem. Está correto o que se afirma em
- A)III, apenas.
Errada, porque a afirmativa I também está correta, então não é apenas a III.
- B)II e III, apenas.
Errada, pois a II é falsa e a I está correta, então não há como restarem só II e III.
- C)I, II e III.
Errada, porque a afirmativa II nega a influência da impedância, o que está incorreto.
- D)I e III, somente.
Certa, pois a I e a III estão corretas e a II está errada.
- E)II, apenas.
Errada, porque a II não está correta e a I também não pode ser excluída.
Gabarito: D
No modelo tradicional de 4 etapas, a distribuição de viagens é a fase em que se estima quantas viagens ocorrerão entre cada par de zonas de tráfego, formando a matriz Origem-Destino futura. Em termos simples, depois de saber quanto cada zona produz e atrai de viagens, o modelo precisa “casar” essas viagens entre si, como se montasse um quebra-cabeça de deslocamentos na cidade. A afirmativa I está correta porque descreve exatamente essa função: usar os dados do ano-base e as projeções de produção e atração para construir a matriz O-D futura. É a etapa que liga onde as viagens nascem com onde elas terminam. A afirmativa II está errada porque a distribuição é sim influenciada pela impedância, isto é, pela facilidade ou dificuldade de se deslocar entre as zonas. Tempo, distância, custo e outros fatores entram nesse jogo e mudam a probabilidade de uma viagem acontecer entre dois pontos. A afirmativa III também está correta: o custo generalizado pode ser usado como variável de distribuição, pois ele reúne em uma medida única vários componentes da “fricção” do deslocamento, como tempo, custo monetário e até desconforto. Por isso, o gabarito é D: apenas I e III estão certas. Essa lógica é clássica na modelagem de transportes e aparece em doutrina de planejamento urbano e de engenharia de tráfego, ainda que sem depender de lei específica.