Para o dimensionamento do pavimento rodoviário, é necessário determinar o número N, para definir as espessuras das camadas do pavimento. O número N é o número de repetições (ou operações) dos eixos dos veículos, equivalentes às solicitações do eixo padrão rodoviário de
- A)8,2 tf durante o período considerado de vida útil do pavimento.
Correta, porque o eixo padrão rodoviário adotado é de 8,2 tf e o N corresponde às repetições equivalentes durante a vida útil do pavimento.
- B)8,2 tf durante o ano de projeto.
Errada, porque o N não é definido apenas para o ano de projeto, mas para o período de vida útil considerado no dimensionamento.
- C)7,2 tf durante o período considerado de vida útil do pavimento.
Errada, porque o eixo padrão não é de 7,2 tf; o valor de referência clássico é 8,2 tf.
- D)7,2 tf durante o ano crítico.
Errada, porque mistura um eixo padrão incorreto com o conceito de ano crítico, que não é a referência pedida na questão.
- E)8,2 tf durante o ano crítico.
Errada, porque embora use o eixo correto de 8,2 tf, o período de referência não é o ano crítico, e sim a vida útil do pavimento.
Gabarito: A
Quando se fala em dimensionamento de pavimentos, o foco não é contar veículos um a um, mas transformar o tráfego em um número equivalente de solicitações do eixo padrão. Esse número é o N, usado para estimar o esforço acumulado que o pavimento vai sofrer ao longo da sua vida útil. Em outras palavras: é como converter todo o movimento da rodovia em uma mesma “moeda” de desgaste. No método clássico de dimensionamento de pavimentos rodoviários, o eixo padrão considerado é o de 8,2 tf. É esse valor que serve de referência para comparar diferentes cargas e tipos de veículos. Assim, o N representa o número de repetições equivalentes desse eixo padrão durante o período considerado de vida útil do pavimento, e não apenas em um ano isolado. Por isso, a alternativa correta é a letra A. A banca explora justamente esse detalhe: o eixo padrão não é de 7,2 tf, e o horizonte de cálculo não é o ano de projeto nem o ano crítico, mas sim a vida útil adotada no dimensionamento. Se você lembrar de “8,2 tf + vida útil”, já mata essa questão com tranquilidade. Esse entendimento é compatível com a metodologia tradicional de dimensionamento empregada em rodovias no Brasil, em que o tráfego é convertido em repetições equivalentes do eixo-padrão para definição das espessuras das camadas do pavimento.