O modelo de Desenvolvimento Orientado ao Transporte Sustentável (DOTS) conduz à criação de comunidades urbanas. Aponte uma das estratégias de desenho urbano DOTS referente à mobilidade não motorizada, na escala de interbairros.
- A)Assegura uma rede de rotas cicloviárias que interligue os centros de bairro entre si, das origens aos destinos-chave para a comunidade.
Certa: descreve uma rede cicloviária conectando centros de bairro e destinos importantes, exatamente a lógica de mobilidade não motorizada na escala interbairros.
- B)Tem caminhos para pedestres e para ciclistas no acesso às moradias, onde não seja possível construir vias para garantir a privacidade das residências.
Errada: fala de acesso às moradias e privacidade residencial, o que remete a escala local e não à articulação entre bairros.
- C)Garante que os caminhos de pedestres e de ciclistas sejam exclusivamente para uso recreativo no contexto da comunidade.
Errada: restringe os caminhos ao uso recreativo, mas no DOTS a mobilidade não motorizada serve ao deslocamento cotidiano e funcional.
- D)Seleciona ruas estratégicas dos centros de bairro para convertê-las em vias arteriais para uso compartilhado entre pedestres, veículo motorizados e não motorizados.
Errada: conversão de ruas em vias arteriais compartilhadas com veículos motorizados contraria a ideia de priorização segura da mobilidade ativa.
- E)Define rotas diretas e indiretas planejadas em conjunto com as autoridades locais para permitir a escolha entre o mais curto e o mais longo caminho pelo pedestre.
Errada: a descrição trata de escolha de rotas por distância e de planejamento local de caminhos, mais ligada à circulação interna e não à rede interbairros.
Gabarito: A
O DOTS, ou Desenvolvimento Orientado ao Transporte Sustentável, organiza a cidade para que as pessoas consigam se deslocar com mais facilidade a pé, de bicicleta e com apoio do transporte coletivo. A ideia é simples: em vez de espalhar a cidade e depender do carro, o planejamento urbano aproxima moradia, serviços e equipamentos, criando comunidades mais conectadas e menos “reféns do volante”. Quando a questão fala em mobilidade não motorizada na escala de interbairros, ela está olhando para a ligação entre um bairro e outro, e não apenas para o passeio interno de uma quadra ou a circulação dentro de um lote. Nessa lógica, a estratégia correta é estruturar uma rede cicloviária que conecte os centros de bairro e os destinos importantes da comunidade, garantindo continuidade e funcionalidade do trajeto. É justamente isso que a alternativa A descreve. Ela fala em interligar centros de bairro entre si e conectar origens e destinos-chave, o que combina com a lógica do DOTS: rede contínua, conectada e útil para deslocamentos cotidianos. Não é caminho decorativo nem rota só para lazer, mas infraestrutura para acesso real a trabalho, estudo, comércio e serviços. Em concursos, costuma cair a diferença entre escala local e escala interbairros. O pedestre e o ciclista no DOTS não são tratados como “sobras” do sistema viário: eles fazem parte da estrutura urbana. Por isso, a resposta correta é a A, porque traduz a rede de mobilidade não motorizada como elemento de conexão urbana e não apenas como passeio interno.