Os controladores semafóricos eletrônicos permitem a programação, por horário, para operação em amarelo intermitente. A determinação da faixa de horário de abrangência do modo amarelo intermitente deve ser precedida de estudos específicos para cada local, que levem em conta o fluxo veicular, a composição do tráfego e o fluxo de pedestres. Sobre a utilidade da operação, bem como restrições quanto ao uso do amarelo intermitente, é correto afirmar que:
- A)O amarelo intermitente em interseções, em períodos de baixa demanda veicular, pode ser utilizado sem restrições em sinalização semafórica que opera com três ou mais estágios veiculares.
Errada, porque o uso do amarelo intermitente não é livre nem sem restrições em interseções com três ou mais estágios; depende de estudo local e de compatibilidade com a sinalização existente.
- B)Sinalizações semafóricas exclusivas para travessia de pedestres em meio de quadra não podem operar em amarelo intermitente em períodos, mesmo onde a demanda de pedestres é muito reduzida.
Errada, porque a afirmação é absoluta demais: a redução da demanda de pedestres pode ser justamente um fator analisado para decidir o uso do amarelo intermitente em travessias exclusivas.
- C)O amarelo intermitente em interseções, em períodos de baixa demanda veicular, é recomendado onde pelo menos uma das vias tenha velocidade regulamentada acima de 60 km/h e, no máximo, 80 km/h.
Errada, porque a regra não recomenda o amarelo intermitente apenas por existir via com velocidade entre 60 km/h e 80 km/h; a decisão depende do conjunto de condições do local, não de um único critério isolado.
- D)O amarelo intermitente em interseções, em períodos de baixa demanda veicular, não deve ser utilizado onde existirem duas ou mais linhas focais próximas, em sequência, no mesmo campo de visão do condutor, e uma delas não possa operar em amarelo intermitente, para não gerar dúvidas de interpretação do condutor.
Certa, porque o amarelo intermitente não deve ser adotado quando houver linhas focais próximas no mesmo campo de visão e alguma delas não puder operar nesse modo, para evitar dúvida e conflito de interpretação pelo condutor.
Gabarito: D
O amarelo intermitente e a programação por horário existem para situações em que o semáforo precisa sair do funcionamento normal, mas isso não pode ser feito no piloto automático. Antes de colocar o sistema em amarelo intermitente, é preciso estudar o local: volume de veículos, composição do tráfego e circulação de pedestres. A lógica é simples: quando a via está mais vazia, o modo pode ajudar, mas quando há conflito visual ou risco de confusão, ele vira problema em vez de solução. A Resolução do CONTRAN sobre sinalização semafórica admite o uso do amarelo intermitente em situações específicas e condiciona sua adoção à análise do entorno. O objetivo é evitar que o condutor receba mensagens contraditórias de mais de uma linha focal ao mesmo tempo. Em outras palavras, semáforo não é árvore de Natal para piscar de qualquer jeito. Por isso, a alternativa D está correta: se existirem duas ou mais linhas focais próximas, em sequência, no mesmo campo de visão do condutor, e uma delas não puder operar em amarelo intermitente, o modo não deve ser usado, porque isso gera dúvida de interpretação e aumenta o risco de erro na decisão do motorista. A regra busca preservar a clareza da mensagem semafórica. Esse tipo de cobrança costuma aparecer com a ideia de que o amarelo intermitente é sempre útil em baixa demanda. Não é bem assim. O ponto central é a segurança e a legibilidade da sinalização, especialmente quando há múltiplos semáforos que podem competir entre si pela atenção do condutor.