Durante uma entrevista com um indivíduo suspeito de envolvimento em atividades ilegais nas dependências de certa empresa, um agente de segurança adotou uma postura intimidadora, buscando pressionar o suspeito, para obter informações. Nessa situação hipotética, o agente utilizou, na entrevista, necessariamente a técnica de
- A)interrogatório.
Errada, porque interrogatório é uma técnica mais vinculada à inquirição formal, não à simples intimidação descrita no enunciado.
- B)confronto direto.
Errada, porque confronto direto envolve embate mais frontal e confrontação explícita, o que não é o foco principal da situação narrada.
- C)entrevista cognitiva.
Errada, porque entrevista cognitiva busca recuperar memórias com técnicas específicas de recordação, sem postura intimidatória.
- D)pressão psicológica.
Certa, porque o agente usou intimidação e pressão para obter informações, caracterizando pressão psicológica.
- E)observação passiva.
Errada, porque observação passiva consiste em vigiar sem interferir diretamente, o oposto de pressionar o suspeito.
Gabarito: D
Nesta questão, o ponto central é identificar a técnica usada na entrevista. Quando o agente adota postura intimidadora, com objetivo de pressionar o suspeito para arrancar informações, ele não está apenas perguntando: ele está criando desconforto psicológico para influenciar a resposta. Isso é o que a doutrina de segurança costuma chamar de pressão psicológica. Em técnicas operacionais de entrevista, a ideia é obter informações de modo adequado e estratégico, sem confundir com interrogatório judicial ou com métodos de confronto agressivo. A entrevista pode ser mais aberta, mais dirigida ou mais tática, mas, se o elemento dominante é intimidar e pressionar, a técnica utilizada é a de pressão psicológica. O gabarito está correto porque o enunciado descreve exatamente esse comportamento: postura intimidadora + finalidade de pressionar + obtenção de informações. Em concursos, a CESPE gosta muito de trocar nomes parecidos para ver se você confunde entrevista com interrogatório ou confronto. Vale lembrar que práticas abusivas de coação podem gerar nulidades e responsabilização, sobretudo quando violam direitos fundamentais e a dignidade da pessoa humana. No plano geral, a atuação do agente deve respeitar limites legais e éticos, mesmo em contextos de segurança privada ou institucional.