O terapeuta ocupacional, ao trabalhar o modelo de saúde pública, deve procurar:
- A)Trabalhar no modelo de equipe multidisciplinar e de integralidade orientado pelo SUS.
Correta, porque o SUS valoriza atenção integral e trabalho em equipe multiprofissional, exatamente a base do modelo de saúde pública para a Terapia Ocupacional.
- B)Focar sua ação na patologia e nas sequelas preconizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Errada, porque limita a atuação à patologia e às sequelas, o que é uma visão biomédica e reducionista, não a lógica integral do SUS.
- C)Organizar os serviços de patologias e clínicas específicas que constam na Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF).
Errada, porque a CIF é uma classificação da funcionalidade, não um organizador de serviços de patologias e clínicas específicas.
- D)Seguir o que determina o Humaniza SUS.
Errada, porque a humanização é importante, mas não substitui os princípios estruturantes do modelo de saúde pública nem responde sozinha à atuação do terapeuta ocupacional.
- E)Empregar grandes investimentos para a tecnologia assistiva de alta complexidade com recursos provenientes do SUS.
Errada, porque tecnologia assistiva pode fazer parte do cuidado, mas a questão não trata de investimento em alta complexidade e isso não define o modelo de atuação no SUS.
Gabarito: A
Quando a Terapia Ocupacional atua dentro do modelo de saúde pública, a lógica não é olhar o paciente como um caso isolado e nem reduzir tudo à doença. A ideia central do SUS é atenção integral, universalidade, equidade e atuação em rede, com cuidado multiprofissional e interdisciplinar. Isso combina muito com a prática da Terapia Ocupacional, que considera a rotina, a autonomia, a participação social e o contexto de vida da pessoa. Por isso, ao trabalhar nesse modelo, o terapeuta ocupacional deve se orientar por uma equipe multiprofissional e por uma visão integral do usuário. Em vez de focar só na patologia ou na sequela, o cuidado precisa buscar funcionalidade, inclusão e acesso aos serviços. Essa visão conversa diretamente com os princípios do SUS previstos na Lei nº 8.080/1990 e com a organização do cuidado em rede. A alternativa A está correta porque traduz exatamente essa lógica: equipe multidisciplinar e integralidade orientada pelo SUS. Isso é a cara da saúde pública, onde o atendimento deve ser ampliado, articulado e centrado nas necessidades reais da pessoa, e não apenas no diagnóstico. As demais alternativas caem em reducionismos ou em recortes que não definem o modelo de saúde pública. A banca costuma cobrar essa diferença entre olhar biomédico, centrado na doença, e olhar ampliado, centrado na integralidade e na participação social.