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Terapia Ocupacional · IDESG · 2025

Questão comentada de Terapia Ocupacional

Leia a situação hipotética abaixo. Uma paciente com sequelas motoras após um acidente vascular cerebral apresenta dificuldades em retomar suas atividades de vida diária. Durante a avaliação, o terapeuta ocupacional identifica que, além das limitações físicas, a paciente demonstra insegurança para realizar tarefas que antes eram simples. O terapeuta, então, decide planejar uma intervenção que contemple tanto os aspectos funcionais quanto emocionais. Com base no raciocínio clínico necessário para essa situação, a melhor decisão terapêutica, é:

Gabarito: D

Na reabilitação pós-AVC, o terapeuta ocupacional não olha só para a força do músculo, como quem conserta uma dobradiça e acha que resolveu a casa inteira. A intervenção precisa considerar a funcionalidade real da pessoa no dia a dia, mas também fatores emocionais, como medo, insegurança e baixa confiança para voltar a executar tarefas simples. É aí que entra o raciocínio clínico do TO: observar as limitações, entender o contexto e montar um plano que faça sentido para aquela paciente. Em vez de tratar só o corpo, você trabalha a ocupação, a autonomia e a participação, que são o coração da Terapia Ocupacional. A alternativa D está correta porque propõe uma abordagem centrada na paciente, com estratégias para restaurar funcionalidade e confiança. Isso combina com os princípios da prática centrada na pessoa e com o modelo biopsicossocial, amplamente adotado na reabilitação. Em termos práticos: não basta conseguir levantar o braço, é preciso que a paciente volte a se sentir capaz de vestir-se, alimentar-se e circular com segurança. As outras opções ficam incompletas porque isolam um pedaço do problema. Na lógica da Terapia Ocupacional, o cuidado deve integrar desempenho ocupacional, adaptação e apoio emocional, especialmente após um evento neurológico como o AVC.

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