Ao realizar cuidados paliativos, é(são) função(ões) do terapeuta ocupacional
- A)valorizar os papéis prioritários para o paciente e, a partir disso, trabalhar com as atividades mais significativas para ele.
Certa, porque o terapeuta ocupacional deve priorizar atividades e papéis significativos para o paciente, respeitando sua autonomia e qualidade de vida.
- B)prescrever medicação de tarja preta para pacientes.
Errada, porque prescrição de medicação, especialmente controlada, não é atribuição do terapeuta ocupacional.
- C)realizar diagnósticos psicológicos e motores.
Errada, porque diagnóstico psicológico e motor não é função do terapeuta ocupacional; ele avalia desempenho ocupacional e funcionalidade.
- D)desenvolver programas com finalidades curativas para pacientes acamados.
Errada, porque cuidados paliativos não têm finalidade curativa como objetivo principal, e o terapeuta ocupacional atua no conforto e na funcionalidade.
- E)promover e ser responsável pela recuperação total de habilidades perdidas ou ainda não desenvolvidas.
Errada, porque o terapeuta ocupacional não promete recuperação total de habilidades, já que em paliativos a meta é adaptação, bem-estar e melhor participação possível.
Gabarito: A
Em cuidados paliativos, a Terapia Ocupacional não entra em cena para "consertar" tudo a qualquer custo, mas para ajudar a pessoa a viver melhor dentro das suas possibilidades. O foco é qualidade de vida, autonomia, conforto e participação nas atividades que ainda façam sentido para o paciente e sua família. Por isso, o terapeuta ocupacional observa quais papéis e rotinas são mais importantes naquele momento: comer com mais independência, se higienizar com menos esforço, se comunicar, descansar melhor, manter um hobby, organizar o quarto, brincar, rezar ou simplesmente conseguir participar de um momento com a família. Em cuidados paliativos, o que é significativo para a pessoa vale ouro. A alternativa A está correta porque traduz exatamente essa lógica: valorizar os papéis prioritários para o paciente e, a partir disso, trabalhar as atividades mais significativas para ele. Isso está alinhado com a abordagem paliativista da Organização Mundial da Saúde, que prioriza alívio do sofrimento, qualidade de vida e cuidado integral, sem restringir a atuação à cura. As demais alternativas tentam empurrar o terapeuta ocupacional para funções que não são dele, como prescrever remédio, fazer diagnóstico médico ou psicológico, ou prometer recuperação total. Em cuidados paliativos, a meta não é obrigatoriamente recuperar tudo, e sim promover o melhor desempenho ocupacional possível no contexto da doença.