Segundo CARVALHO (2003), o enfaixamento com bandagens elásticas deve auxiliar no controle do edema e na moldagem do coto, preparando para a adaptação da prótese. Esse procedimento não pode causar desconforto ao paciente. O enfaixamento do cotovelo com bandagem elástica deve ser:
- A)realizado em oito, de distal para proximal com maior pressão distal.
Correta: o enfaixamento em oito, de distal para proximal, com maior pressão distal, favorece controle do edema e moldagem do coto.
- B)com paredes laterais que devem ser regulares com tecido, alternado com a prótese provisória.
Errada: descreve características de outra adaptação, não o padrão de enfaixamento elástico do coto.
- C)apertando-a e estirando-a para que permaneça no lugar.
Errada: apertar e estirar sem técnica definida pode causar desconforto e não garante o controle adequado do edema.
- D)com maior pressão proximal, cobrindo adequadamente o coto.
Errada: a pressão maior deve ser distal, não proximal, para ajudar na redução do edema e na conformação do coto.
Gabarito: A
O enfaixamento do coto com bandagem elástica é uma etapa clássica no preparo para a prótese: ele ajuda a controlar o edema, modela o membro residual e ainda protege a pele, desde que seja confortável e bem feito. A lógica é simples: você quer comprimir mais a porção distal e ir reduzindo a pressão em direção proximal, para favorecer o formato em cone e evitar acúmulo de líquido na ponta do coto. Quando a questão fala em cotovelo, a ideia continua a mesma: o enfaixamento deve ser feito em oito, respeitando a anatomia da articulação e distribuindo a compressão de modo funcional. É por isso que a alternativa A está correta: ela descreve o padrão distal para proximal, com maior pressão distal, que é o que ajuda no controle do edema e na moldagem adequada. Já as outras opções trazem descrições que não correspondem ao enfaixamento terapêutico do coto. Algumas falam em prótese provisória, outras em apertar de forma genérica, e outra ainda inverte a lógica da compressão. Na prática, bandagem boa é a que ajuda, não a que aperta “no susto”. Do ponto de vista doutrinário, essa conduta é compatível com as orientações de reabilitação para preparo protético descritas por Carvalho (2003), muito cobradas em Terapia Ocupacional quando o tema é tecnologia assistiva e adaptação de prótese.