Durante a avaliação de um paciente com lesão medular, o terapeuta ocupacional deve adotar uma abordagem abrangente e avançada que considere diversos aspectos das funções e estruturas do corpo utilizando o instrumento:
- A)Mini Exame do Estado Mental (Mini-Mental State Examination - MMSE), que avalia funções cognitivas gerais, mas não considera aspectos físicos e sensoriais.
Errada, porque o MMSE avalia principalmente funções cognitivas, não oferecendo uma análise ampla das capacidades funcionais e sensoriais do paciente com lesão medular.
- B)Inventário de Avaliação Pediátrica de Incapacidade (Pediatric Evaluation of Disability Inventory - PEDI), que é específico para crianças e pode não ser adequado para adultos com lesão medular.
Errada, porque o PEDI é um instrumento pediátrico, voltado para crianças, e não é adequado como medida principal para adultos com lesão medular.
- C)Medida de Independência Funcional (Functional Independence Measure - FIM), que fornece uma visão abrangente das capacidades funcionais.
Certa, porque a FIM avalia de forma abrangente a independência funcional em diversas áreas do desempenho, sendo muito útil na reabilitação do paciente com lesão medular.
- D)Teste de Alcance Funcional (Functional Reach Test - FRT), que mede a estabilidade e o equilíbrio, mas não aborda outros aspectos funcionais importantes.
Errada, porque o FRT avalia alcance funcional e equilíbrio, mas é um teste específico e limitado, sem abranger o panorama global da funcionalidade.
Gabarito: C
Na lesão medular, a avaliação em Terapia Ocupacional precisa olhar para o quadro como um todo: mobilidade, desempenho nas atividades de vida diária, autocuidado, transferência, comunicação, cognição e grau de assistência necessário. Ou seja, não basta medir só força ou só equilíbrio; é preciso entender como a condição afeta a vida real da pessoa no dia a dia. É por isso que a Medida de Independência Funcional (FIM) é a melhor resposta. Ela é um instrumento bem usado para avaliar o nível de independência funcional do paciente em vários domínios, permitindo ao terapeuta ocupacional visualizar o impacto global da lesão e planejar intervenções mais adequadas. Em linguagem de concurso: quando a questão fala em visão abrangente das capacidades funcionais, pense em FIM. Já os outros instrumentos são mais restritos ao que avaliam. O MMSE foca cognição; o PEDI é voltado para crianças; e o FRT mede alcance funcional e equilíbrio, mas não dá conta do retrato completo da funcionalidade. Portanto, o gabarito C está correto porque é o instrumento que melhor traduz uma avaliação funcional ampla, especialmente útil em reabilitação neurológica como a lesão medular. Não há um fundamento legal específico para esse instrumento em si, mas ele é amplamente reconhecido na prática clínica e na reabilitação por sua utilidade na mensuração da independência funcional.