A atuação do Terapeuta Ocupacional (TO) na Unidade Neonatal pode prevenir atraso do desenvolvimento com intervenção sensorial, realizar posicionamento adequado no leito, prescrever e confeccionar órteses para prevenir deformidades, entre outros. Entre os fatores que limitam a indicação de órteses estão, exceto:
- A)Instabilidade clínica
Correta como fator limitante, porque a instabilidade clínica pode contraindicar ou adiar a prescrição de órteses no recém-nascido.
- B)Falta de participação da família no programa terapêutico
Correta como fator limitante, pois a falta de participação da família dificulta adesão, manejo e continuidade do uso da órtese.
- C)Complexidade do tratamento
Correta como fator limitante, já que a complexidade do tratamento pode exigir reavaliação, maior cautela e até postergação da intervenção.
- D)Ausência da equipe multidisciplinar completa
Errada, porque a ausência da equipe multidisciplinar completa não é o fator clássico cobrado como limitação direta da indicação de órteses.
Gabarito: D
Na Unidade Neonatal, o terapeuta ocupacional pode atuar cedo para favorecer o desenvolvimento do recém-nascido, com medidas como posicionamento, contenção, estimulação sensorial e uso de órteses quando necessário. Mas a indicação de órteses em neonatos não é algo automático: depende de condições clínicas estáveis, de boa avaliação funcional e de acompanhamento de uma equipe preparada. Por isso, alguns fatores realmente limitam essa indicação. Se o bebê está instável clinicamente, se a família não participa do programa terapêutico ou se o caso é muito complexo para a condução segura e contínua, a órtese pode ficar inviável naquele momento. Em neonatologia, menos é mais quando o bebê ainda não suporta bem determinadas intervenções. O ponto da questão é perceber o comando "exceto". A banca quer o fator que não limita a indicação. E aí a letra D escapa da lógica da restrição, porque a ausência de equipe multidisciplinar completa não é apresentada, de forma direta, como um fator limitador da indicação da órtese em si, embora seja um problema importante para o cuidado global. Em outras palavras: atrapalha o serviço, mas não é o critério clássico que a questão está cobrando como limitação da órtese. Como base conceitual, a atuação do TO na neonatologia é alinhada à intervenção precoce e ao cuidado centrado no desenvolvimento, com adaptação do ambiente, prevenção de deformidades e suporte à família. O raciocínio da prova é mais clínico do que decorado: primeiro você pensa na segurança e na viabilidade do bebê; depois, na equipe e no seguimento.