Um paciente sofreu um Acidente Vascular Encefálico (AVE) e está sujeito a algumas alterações, tais como: tônus, distúrbios da linguagem, distúrbios da fala, da compreensão, da sensibilidade, da memória, do esquema corporal, da amplitude de movimento, da força muscular, sendo a hemiplegia um sinal clássico desta patologia. O paciente exibe uma redução na velocidade da marcha e no tamanho do passo, bem como na diminuição do equilíbrio e inabilidade para transferir o peso no membro inferior afetado, adotando um padrão de comprometimento motor. Diante do exposto, assinale a alternativa que apresenta o padrão adotado pelo membro superior da hemiplegia.
- A)Adução de ombro, flexão de cotovelo, punho e dedos.
Correta, porque descreve o padrão flexor clássico do membro superior na hemiplegia pós-AVE, com adução de ombro e flexão de cotovelo, punho e dedos.
- B)Adução de ombro, flexão de cotovelo, extensão de punho e dedos.
Errada, porque mistura flexão de cotovelo com extensão de punho e dedos, fugindo do padrão clássico flexor do membro superior hemiplégico.
- C)Abdução de ombro, flexão de cotovelo, punho e dedos.
Errada, porque a abdução de ombro não corresponde ao padrão típico da hemiplegia no membro superior.
- D)Abdução de ombro, extensão de cotovelo, punho e dedos.
Errada, porque a extensão de cotovelo não é a postura clássica da hemiplegia espástica do membro superior.
Gabarito: A
Após um AVE, é comum aparecer um padrão motor chamado sinergia espástica, especialmente na hemiplegia. Isso acontece porque o controle voluntário fica prejudicado e o membro passa a “andar em bloco”, com posturas típicas que se repetem como se o corpo tivesse escolhido um atalho bem ruim para se mover. No membro superior, o padrão clássico costuma ser de adução e rotação interna do ombro, flexão do cotovelo, flexão e pronação do antebraço, além de flexão de punho e dedos. É exatamente por isso que a alternativa A está correta: ela traz a postura mais cobrada na hemiplegia do membro superior, com adução de ombro e flexão de cotovelo, punho e dedos. Em provas, esse é o desenho clássico da hipertonia espástica pós-AVE, muito associado à recuperação motora em padrão flexor no membro superior. Na prática terapêutica, isso importa porque a Terapia Ocupacional observa como o tônus, a amplitude de movimento e o uso funcional do braço ficam comprometidos. O objetivo é evitar rigidez, reduzir padrões patológicos e estimular função, independência e participação nas atividades de vida diária. Ou seja, não basta “mexer o braço”: é preciso treinar movimento útil e mais seletivo. Então, se a questão falar em hemiplegia pós-AVE e pedir o padrão do membro superior, pense logo na postura flexora. Essa associação é bem clássica em neurologia e costuma aparecer em concursos com pequenas trocas para confundir quem vai no automático.