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Terapia Ocupacional · FGV · 2025

Questão comentada de Terapia Ocupacional

Rafael, 8 anos, possui paralisia cerebral com comprometimento da motricidade fina e dificuldades para a comunicação oral. Ele consegue movimentar de forma funcional o braço esquerdo e demonstra interesse em participar de jogos e interagir com colegas na escola, mas enfrenta dificuldades para expressar suas necessidades e opiniões. Durante a avaliação, o terapeuta ocupacional identificou que Rafael responde bem a estímulos visuais e auditivos e apresenta habilidades cognitivas preservadas. Rafael mora com a mãe e a avó em uma região periférica de uma grande cidade. A renda familiar é limitada, composta por um salário-mínimo proveniente do Benefício de Prestação Continuada, complementado por trabalhos esporádicos realizados pela avó como diarista. A equipe escolar e os familiares, estão empenhados em apoiar Rafael para que ele desenvolva sua comunicação e participe de maneira ativa nas atividades escolares e sociais. Com base no caso apresentado, a melhor intervenção do terapeuta ocupacional para atender às necessidades de comunicação de Rafael, seria

Gabarito: B

Nesta questão, o ponto central é escolher um recurso de comunicação alternativa e aumentativa (CAA) que seja funcional, personalizado e viável para a realidade de Rafael. Quando a criança tem paralisia cerebral, dificuldade na fala e preserva cognição, a terapia ocupacional costuma pensar em formas de ampliar a participação, e não em “esperar a fala aparecer” como mágica de filme. O objetivo é permitir que ele expresse necessidades, escolhas e opiniões no dia a dia escolar e familiar. Como Rafael responde bem a estímulos visuais e auditivos, pranchas com símbolos, figuras e imagens são uma excelente estratégia. Elas podem apoiar a comunicação em casa e na escola, favorecendo autonomia e interação. Esse tipo de recurso é coerente com o princípio da tecnologia assistiva e da inclusão escolar, além de respeitar o contexto socioeconômico da família, que pede uma solução acessível e prática. Por isso, o gabarito é a letra B: pranchas impressas, personalizadas e utilizáveis nos dois ambientes. A personalização faz diferença porque comunicação não é “tamanho único”; o recurso precisa combinar com as necessidades, preferências e rotina da criança. Em concursos, a banca costuma valorizar a solução mais funcional, menos custosa e mais adaptada ao contexto real do caso. As demais alternativas escorregam justamente por ignorar isso: ou dependem de tecnologia que pode não estar disponível, ou apostam em uma habilidade que Rafael ainda não tem, ou tentam impor um único sistema de comunicação sem considerar seu perfil e sua realidade. Em termos de inclusão e acessibilidade, a estratégia certa é aquela que ajuda Rafael a participar agora, e não só no futuro distante.

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