Uma das principais funções do terapeuta ocupacional em contextos hospitalares é promover a independência dos pacientes em atividades da vida diária (AVD). A estratégia mais eficaz para facilitar a independência das AVD nesse contexto é
- A)fornecer dispositivos de tecnologia assistiva, como barras de apoio e talheres adaptados, deixando que os cuidadores determinem como utilizá-los.
Errada, porque entrega o recurso sem o treinamento e sem a supervisão do terapeuta ocupacional, o que enfraquece a segurança e a efetividade da intervenção.
- B)introduzir dispositivos de tecnologia assistiva com treinamento e supervisão pelo terapeuta ocupacional, ajustando conforme o nível de independência do paciente.
Certa, porque a tecnologia assistiva deve ser apresentada com orientação, treino e ajustes contínuos conforme a capacidade funcional do paciente.
- C)fornecer dispositivos de tecnologia assistiva para serem utilizados exclusivamente pela equipe de enfermagem, sem o envolvimento direto do terapeuta ocupacional.
Errada, porque exclui o envolvimento direto do terapeuta ocupacional, que é justamente quem avalia, adapta e ensina o uso adequado do recurso.
- D)introduzir dispositivos de tecnologia assistiva no ambiente hospitalar com orientações gerais, sem necessidade de monitoramento ou ajustes ao longo do tempo.
Errada, porque orientações gerais sem monitoramento não bastam em ambiente hospitalar, onde a condição do paciente pode mudar e exigir reavaliação.
- E)fornecer dispositivos de tecnologia assistiva como solução imediata para dependência, sem foco na progressão da autonomia ou supervisão técnica.
Errada, porque trata a tecnologia assistiva como solução pronta e final, sem considerar progressão, autonomia gradual e acompanhamento técnico.
Gabarito: B
No contexto hospitalar, o terapeuta ocupacional quer fazer o paciente voltar a agir com mais autonomia nas atividades de vida diária, como se alimentar, vestir-se e cuidar da higiene. Para isso, não basta apenas “entregar um recurso” e torcer para dar certo: é preciso avaliar a função do paciente, escolher a tecnologia assistiva adequada e treinar o uso com acompanhamento. Em hospital, o estado clínico pode mudar rápido, então o recurso precisa ser ajustado ao nível real de independência da pessoa, e não o contrário. A tecnologia assistiva, nesse cenário, funciona como ponte para a autonomia, não como muleta definitiva. Por isso, o terapeuta ocupacional orienta, supervisiona e reavalia o uso conforme a evolução do paciente. Isso vale tanto para adaptações simples, como talheres engrossados e barras de apoio, quanto para estratégias de compensação e treino de AVD. A alternativa B está correta porque traz justamente o núcleo da atuação do terapeuta ocupacional: introduzir o recurso, treinar o paciente, acompanhar de perto e ajustar a intervenção conforme a independência muda. Esse raciocínio é coerente com a prática baseada na funcionalidade e na reabilitação, em que a autonomia é construída com segurança e progressão. Em termos normativos, a atuação do terapeuta ocupacional na reabilitação e no uso de recursos terapêuticos se alinha à regulamentação profissional da área, especialmente na organização da assistência voltada ao desempenho ocupacional e à independência funcional.