Sobre o processo de avaliação e prescrição de cadeira de rodas é correto afirmar que
- A)a profundidade do assento da cadeira de rodas deve ser igual à medida da profundidade da pelve do usuário para garantir a distribuição adequada do peso corporal.
Errada, porque a profundidade do assento não deve ser igual à profundidade da pelve, já que isso pode gerar compressão e desconforto posterior no joelho.
- B)a fita métrica é o instrumento mais adequado para a tomada de medidas corporais, pois permite uma avaliação mais precisa dos contornos do corpo.
Errada, porque a fita métrica é usada para medir, mas não é o instrumento que, por si só, torna a avaliação mais precisa dos contornos do corpo.
- C)a medida da profundidade do assento da cadeira de rodas deve ser menor que a medida da profundidade da pelve do usuário para evitar compressão na fossa poplítea.
Certa, porque o assento deve ser um pouco menor que a medida corporal de referência para evitar compressão na fossa poplítea.
- D)as medidas corporais e da cadeira de rodas devem ser sempre iguais, independentemente das necessidades clínicas do usuário.
Errada, porque as medidas da cadeira devem ser ajustadas às necessidades clínicas do usuário, e não ser sempre iguais às medidas corporais.
- E)a medida da profundidade da pelve é realizada apenas em um lado do corpo, sendo desnecessária a conferência em ambos os lados.
Errada, porque a avaliação deve considerar simetrias e diferenças entre os lados, sobretudo em casos de deformidades, escolioses ou encurtamentos.
Gabarito: C
Na prescrição de cadeira de rodas, a regra de ouro é simples: a cadeira precisa se adaptar ao usuário, e não o usuário à cadeira. Por isso, as medidas corporais servem como base para ajustar profundidade, largura, altura do assento e apoio de pés, sempre pensando em conforto, estabilidade e prevenção de lesões por pressão ou compressão. Em prova, a banca costuma cobrar essa lógica prática de adaptação postural e funcional. No caso da profundidade do assento, ela não deve ficar igual à profundidade da pelve como se fosse uma cópia exata. Se o assento for muito profundo, a borda anterior pode comprimir a fossa poplítea, atrapalhar a circulação e favorecer desconforto. Se for curto demais, o peso não se distribui bem e o suporte postural piora. Então, o correto é deixar o assento ligeiramente menor que a medida da pelve/coxa do usuário, para preservar uma pequena folga na região posterior do joelho. É exatamente isso que torna a alternativa C correta: a medida da profundidade do assento da cadeira de rodas deve ser menor que a medida da profundidade da pelve do usuário para evitar compressão na fossa poplítea. Em linguagem de prática clínica, isso ajuda a proteger tecidos, melhorar a tolerância ao sentar e favorecer alinhamento e funcionalidade. As demais alternativas tropeçam em uma armadilha comum: tratar medida corporal e medida da cadeira como se fossem iguais ou usar instrumento de forma genérica sem considerar a finalidade da medida. Na avaliação para cadeira de rodas, a fita métrica é útil, sim, mas a precisão depende de como e onde você mede, e não de achar que tudo precisa bater milimetricamente.