Luiza, uma mulher idosa de 70 anos, sente dor nos joelhos ao caminhar distâncias mais longas do que ela é habituada em seu cotidiano, o que tem impedido a realização de atividades significativas para ela, como fazer compras em shoppings e grandes supermercados. Nesse caso, para auxiliar Luiza na realização das atividades de compras em shoppings e grandes supermercados, o terapeuta ocupacional deve orientar o uso do seguinte equipamento para mobilidade:
- A)Scooter elétrico com três rodas e com autonomia suficiente para percorrer até 11 km.
Certa, porque o scooter elétrico é indicado para locomoção externa e reduz o esforço ao percorrer distâncias maiores.
- B)Cadeira de rodas motorizada para uso externo, com grande autonomia e capacidade de superar obstáculos.
Errada, porque a cadeira de rodas motorizada é mais indicada quando há necessidade maior de substituição da marcha, não apenas dor ao caminhar longas distâncias.
- C)Muletas canadenses, para auxiliar na deambulação e reduzir o impacto nas articulações.
Errada, porque muletas canadenses ajudam na descarga de peso, mas não são a melhor solução para longos deslocamentos em shoppings e supermercados.
- D)Andador com rodas, para proporcionar maior estabilidade e segurança ao caminhar.
Errada, porque o andador com rodas dá apoio e estabilidade, porém não resolve bem a necessidade de percorrer grandes distâncias com menos dor.
- E)Cadeira de rodas manual, leve e dobrável, para facilitar o transporte e o armazenamento.
Errada, porque a cadeira de rodas manual ainda exige propulsão ou auxílio de terceiros, aumentando o esforço e não sendo a melhor opção para esse caso.
Gabarito: A
Quando a dificuldade aparece para percorrer distâncias maiores do que a pessoa costuma fazer no dia a dia, a escolha do recurso de mobilidade deve pensar em conforto, segurança, autonomia e no contexto de uso. Em compras em shoppings e supermercados grandes, o objetivo não é "treinar a marcha", mas permitir que a pessoa chegue ao destino com menos dor e mais independência. Nesse cenário, o recurso mais adequado é o scooter elétrico: ele foi feito para deslocamentos externos, costuma exigir menos esforço físico do usuário e ajuda muito quando a limitação principal é a tolerância à caminhada, e não a incapacidade total de locomoção. Como Luiza ainda deseja realizar as atividades andando pelo ambiente e precisa de apoio para trajetos mais longos, o scooter encaixa bem no perfil funcional descrito. A banca costuma cobrar a ideia central da Tecnologia Assistiva: não basta saber o nome do equipamento, é preciso casar o recurso com a necessidade. Se a pessoa tem dor ao caminhar longas distâncias, mas mantém alguma capacidade de marcha e precisa de mobilidade em ambientes amplos, o dispositivo deve facilitar o deslocamento sem impor uma solução mais pesada do que o necessário. Por isso o gabarito é a alternativa A. O scooter elétrico com três rodas e autonomia de até 11 km atende ao uso externo e ao deslocamento em grandes espaços, oferecendo apoio para uma rotina de compras sem sobrecarregar os joelhos.