Reforçar técnicas que o cuidador possa aplicar em situações novas, garantindo que os benefícios do programa se mantenham ao longo da progressão da doença.
- A)a estratégia de sequenciamento da atividade consiste em dividir as etapas de forma detalhada, priorizando sempre a realização rápida das tarefas para evitar frustrações na pessoa idosa.
Errada, porque o sequenciamento da atividade serve para dividir a tarefa em etapas e facilitar a execução, não para priorizar rapidez.
- B)o fornecimento de pistas multissensoriais, como verbais, visuais e gestuais, deve ser ajustado ao nível cognitivo da pessoa idosa e pode melhorar significativamente o desempenho em atividades cotidianas.
Certa, pois pistas verbais, visuais e gestuais, quando ajustadas ao nível cognitivo, ajudam a pessoa idosa com demência a realizar melhor as atividades cotidianas.
- C)as estratégias compensatórias priorizam o uso de dispositivos eletrônicos, como alarmes digitais e organizadores de rotina, e dispensam o uso de cadernos de notas e listas para melhorar a funcionalidade da pessoa idosa com demência.
Errada, porque estratégias compensatórias não se limitam a recursos eletrônicos e também incluem cadernos, listas, rotinas e outros apoios simples.
- D)modificar a demanda da atividade é eficaz em casos de demência leve, mas não funcionam em estágios avançados tendo em vista que as alterações cognitivas inviabilizam a participação da pessoa idosa nas atividades.
Errada, porque modificar a demanda da atividade pode ser útil também em estágios mais avançados, desde que a adaptação respeite o nível de participação possível.
- E)a estruturação da rotina não é recomendada como intervenção com pessoas idosas com demência, uma vez que compromete a autonomia e a independência destas na realização das suas atividades de vida diária.
Errada, porque a estruturação da rotina costuma ser recomendada na demência para dar previsibilidade, reduzir confusão e favorecer autonomia possível.
Gabarito: B
Na reabilitação de pessoas idosas com demência, o foco costuma ser manter funcionalidade pelo maior tempo possível, usando estratégias simples, repetíveis e adaptadas ao estágio cognitivo. A ideia não é fazer a pessoa “memorizar mais”, e sim facilitar a execução das tarefas com apoios externos e orientação adequada. Isso inclui pistas, rotina estruturada, adaptação da atividade e treinamento do cuidador, que vira peça-chave do plano terapêutico. Quando o enunciado fala em reforçar técnicas para o cuidador aplicar em situações novas, ele aponta para uma estratégia que pode ser generalizada para o cotidiano. Entre essas estratégias, o uso de pistas multissensoriais é clássico: o terapeuta pode combinar comandos verbais, demonstração visual e ajuda gestual, ajustando a quantidade de apoio ao nível cognitivo e à evolução da demência. Assim, a pessoa recebe a ajuda na medida certa, sem ficar perdida nem dependente demais. Isso faz sentido porque, na demência, muitas vezes a memória e a iniciativa ficam prejudicadas, mas ainda pode haver resposta a estímulos ambientais e à estrutura da tarefa. Por isso, pistas bem dosadas ajudam a iniciar, manter e concluir atividades de vida diária, como higiene, alimentação e vestuário. É uma lógica bem prática: menos “vamos ver no que dá” e mais “vamos organizar o caminho”. As demais alternativas exageram, restringem indevidamente ou até negam estratégias que são úteis na prática clínica. Em terapia ocupacional, especialmente no cuidado à demência, o objetivo é preservar participação com apoio proporcional, sem abandonar recursos simples e eficazes. O gabarito é a letra B porque descreve corretamente o uso de pistas multissensoriais ajustadas ao nível cognitivo da pessoa idosa e seu impacto funcional.