Com base nos parâmetros clínicos que devem ser analisados para o início das sessões de Terapia Ocupacional em pacientes internados na UTI, assinale a opção que apresenta somente condições consideradas contraindicações para a realização do atendimento.
- A)Frequência cardíaca entre 60 e 100 bpm, estado mental orientado e pressão intracraniana inferior a 15 mmHg.
Errada, porque frequência cardíaca entre 60 e 100 bpm, paciente orientado e pressão intracraniana abaixo de 15 mmHg são achados compatíveis com estabilidade, não contraindicação.
- B)Frequência respiratória de 12 a 20 incursões por minuto, saturação de oxigênio acima de 92% e ausência de dor.
Errada, porque frequência respiratória de 12 a 20 irpm, saturação acima de 92% e ausência de dor indicam boa tolerância clínica para atendimento.
- C)Pressão arterial sistólica de 110 mmHg, frequência cardíaca em repouso de 70 bpm sem sinais de desconforto respiratório.
Errada, porque pressão sistólica de 110 mmHg, FC de 70 bpm e ausência de desconforto respiratório representam parâmetros estáveis e favoráveis à intervenção.
- D)Saturação de oxigênio abaixo de 88%, pressão arterial média inferior a 55 mmHg, sinais de desconforto como expressão de angústia ou dor.
Certa, porque saturação abaixo de 88%, PAM inferior a 55 mmHg e sinais de desconforto/dor configuram instabilidade clínica e contraindicam a sessão.
- E)Pressão intracraniana estável, ausência de hemorragias ativas e frequência cardíaca inferior a 90 bpm em repouso.
Errada, porque pressão intracraniana estável, ausência de hemorragia ativa e frequência cardíaca inferior a 90 bpm em repouso são condições aceitáveis para iniciar o atendimento.
Gabarito: D
Em UTI, a Terapia Ocupacional só deve começar quando o paciente estiver minimamente estável, porque a ideia não é “testar a sorte”, e sim evitar descompensações durante a intervenção. Então, antes da sessão, você observa sinais vitais, oxigenação, perfusão, estado neurológico e sinais clínicos de intolerância ao esforço, como dor importante, agitação ou desconforto respiratório. Na prática, há parâmetros que funcionam como alerta de segurança: saturação de oxigênio baixa, pressão arterial média muito reduzida, instabilidade hemodinâmica, taquicardia ou bradicardia importantes, pressão intracraniana elevada e sinais de sofrimento clínico. Esses achados sugerem que o paciente ainda não reúne condições para iniciar a mobilização ou atividades terapêuticas. Por isso, a alternativa D está correta: saturação de oxigênio abaixo de 88%, pressão arterial média inferior a 55 mmHg e sinais de desconforto como angústia ou dor indicam contraindicações para o atendimento, pois apontam risco de piora clínica durante a sessão. Em UTI, o raciocínio é sempre: primeiro estabilidade, depois intervenção. As demais alternativas trazem parâmetros dentro de faixas aceitáveis ou até favoráveis para iniciar o atendimento, como frequência cardíaca e respiratória adequadas, pressão intracraniana controlada e ausência de desconforto. Em termos doutrinários, isso é compatível com a prática da Terapia Ocupacional em ambiente crítico, que segue critérios de segurança clínica e monitorização contínua, alinhados aos protocolos multiprofissionais de cuidados intensivos.