As ações do terapeuta ocupacional nas enfermarias pediátricas envolvem avaliações para uma melhor elaboração do projeto terapêutico ocupacional. No contexto do desempenho ocupacional, a seguinte atividade deve ser avaliada:
- A)brincar.
Correta, porque o brincar é uma ocupação essencial da infância e deve ser avaliado no contexto hospitalar pediátrico.
- B)motora.
Errada, porque motora descreve uma capacidade ou função, não uma atividade ocupacional típica a ser avaliada nesse enunciado.
- C)cognitiva.
Errada, porque cognitiva remete a função mental, e não à ocupação central da criança em enfermaria pediátrica.
- D)sensorial.
Errada, porque sensorial é um domínio do processamento, não a atividade ocupacional principal pedida pela questão.
- E)social.
Errada, porque social é mais uma dimensão de interação e participação, mas não é a atividade ocupacional específica esperada aqui.
Gabarito: A
Na pediatria, o terapeuta ocupacional olha muito além da doença: ele observa como a criança participa das ocupações do dia a dia, e isso inclui atividades que fazem parte da infância de forma central. Em enfermarias pediátricas, uma das avaliações mais importantes é a do brincar, porque brincar não é “passatempo”, é ocupação e também forma de expressão, comunicação, adaptação e desenvolvimento. Quando a banca fala em desempenho ocupacional, ela quer saber qual atividade faz sentido analisar naquele contexto de internação. A criança hospitalizada pode ter sua rotina interrompida, então o terapeuta ocupacional avalia como ela brinca, como se engaja, que interesses mantém e quais barreiras o ambiente impõe. Isso ajuda a montar um projeto terapêutico que preserve desenvolvimento, vínculo e bem-estar. Por isso o gabarito é a alternativa A. O brincar é uma ocupação central na infância e um dos principais alvos da Terapia Ocupacional pediátrica, especialmente em ambiente hospitalar, onde a rotina lúdica costuma ser afetada. Em termos doutrinários, isso conversa com a visão da TO centrada na ocupação e com a ideia de participação significativa da criança nas atividades próprias da sua fase de vida. As outras alternativas podem até ser dimensões observáveis do desempenho, mas aqui a banca quer a atividade ocupacional típica e mais característica da criança no hospital. Em pediatria, se você pensa só em “função”, pode cair na armadilha; o foco costuma ser no que a criança faz, participa e vivencia, e brincar é o clássico dessa conversa.