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Terapia Ocupacional · FGV · 2023

Questão comentada de Terapia Ocupacional

A Resolução COFFITO nº 506, de 26 de julho de 2019, dispõe sobre a atuação do terapeuta ocupacional na brinquedoteca e outros serviços inerentes, e o uso dos recursos terapêutico-ocupacionais do brincar e do brinquedo. Considerando essa Resolução, o papel do terapeuta ocupacional nas brinquedotecas em hospitais é de

Gabarito: B

A Resolução COFFITO nº 506/2019 trata do uso do brincar e do brinquedo como recursos terapêutico-ocupacionais e reconhece a brinquedoteca, inclusive em ambiente hospitalar, como um espaço de cuidado e não apenas de passatempo. Na prática, o terapeuta ocupacional usa o brincar para favorecer desenvolvimento, participação e adaptação da criança ao contexto em que ela está vivendo. Em hospital, a lógica não é "entreter por entreter" nem simplesmente manter a criança quieta. O foco é reduzir os impactos da internação, aliviar o estresse, favorecer expressão emocional e ajudar a reorganizar o cotidiano infantil dentro das limitações do tratamento. O brincar vira ponte entre a rotina que foi interrompida e uma nova rotina possível no hospital. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela traduz exatamente essa função: minimizar os efeitos negativos da hospitalização e buscar restabelecer um novo cotidiano por meio do brincar. Isso conversa diretamente com a finalidade terapêutica descrita na Resolução COFFITO nº 506/2019, que valoriza o brincar como recurso profissional do terapeuta ocupacional. As outras alternativas tentam reduzir a atuação a distração, disciplina, pedagogia ou mero suporte a procedimentos. Só que a brinquedoteca hospitalar, na perspectiva da Terapia Ocupacional, não é enfeite do hospital: é intervenção com sentido ocupacional, afetivo e funcional.

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