A Resolução COFFITO nº 506, de 26 de julho de 2019, dispõe sobre a atuação do terapeuta ocupacional na brinquedoteca e outros serviços inerentes, e o uso dos recursos terapêutico-ocupacionais do brincar e do brinquedo. Considerando essa Resolução, o papel do terapeuta ocupacional nas brinquedotecas em hospitais é de
- A)promover a ocupação da criança, diminuindo a ociosidade e evitando a agitação da criança nas enfermarias.
Errada, porque a brinquedoteca não serve apenas para ocupar a criança ou evitar agitação, mas para promover participação e adaptação com finalidade terapêutica.
- B)minimizar os efeitos negativos da hospitalização, buscando restabelecer um novo cotidiano, por meio do brincar.
Certa, porque expressa o objetivo central da atuação do terapeuta ocupacional na brinquedoteca hospitalar: reduzir os efeitos da hospitalização e reorganizar o cotidiano por meio do brincar.
- C)treinar os familiares com o uso de brinquedos que distraiam a criança na hora de procedimentos invasivos.
Errada, pois a atuação não se limita a treinar familiares para distrair a criança em procedimentos invasivos; isso é uma visão estreita e instrumental do brincar.
- D)instruir as professoras das brinquedotecas os tipos de atividades pedagógicas a serem utilizadas com a criança.
Errada, porque a brinquedoteca hospitalar não tem foco pedagógico escolar, e sim terapêutico-ocupacional, com ênfase no brincar como recurso de cuidado.
- E)capacitar as equipes multiprofissionais ao uso de brinquedos para distrair a criança na hora de procedimentos invasivos.
Errada, pois a capacitação da equipe para uso de brinquedos em procedimentos não resume o papel do terapeuta ocupacional na brinquedoteca, que é mais amplo e centrado na vivência ocupacional da criança.
Gabarito: B
A Resolução COFFITO nº 506/2019 trata do uso do brincar e do brinquedo como recursos terapêutico-ocupacionais e reconhece a brinquedoteca, inclusive em ambiente hospitalar, como um espaço de cuidado e não apenas de passatempo. Na prática, o terapeuta ocupacional usa o brincar para favorecer desenvolvimento, participação e adaptação da criança ao contexto em que ela está vivendo. Em hospital, a lógica não é "entreter por entreter" nem simplesmente manter a criança quieta. O foco é reduzir os impactos da internação, aliviar o estresse, favorecer expressão emocional e ajudar a reorganizar o cotidiano infantil dentro das limitações do tratamento. O brincar vira ponte entre a rotina que foi interrompida e uma nova rotina possível no hospital. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela traduz exatamente essa função: minimizar os efeitos negativos da hospitalização e buscar restabelecer um novo cotidiano por meio do brincar. Isso conversa diretamente com a finalidade terapêutica descrita na Resolução COFFITO nº 506/2019, que valoriza o brincar como recurso profissional do terapeuta ocupacional. As outras alternativas tentam reduzir a atuação a distração, disciplina, pedagogia ou mero suporte a procedimentos. Só que a brinquedoteca hospitalar, na perspectiva da Terapia Ocupacional, não é enfeite do hospital: é intervenção com sentido ocupacional, afetivo e funcional.