Ao prescrever recursos de tecnologia assistiva ao paciente acamado, o terapeuta ocupacional deve considerar alguns aspectos fundamentais, e somente utilizar tais recursos quando
- A)houver uma boa receptividade do paciente diante do novo recurso que será inserido em seu cotidiano.
Certa: a aceitação e a receptividade do paciente são fundamentais para que o recurso seja realmente usado e tenha efeito funcional.
- B)os protocolos de validação específicos de TA constatarem que o recurso escolhido ao caso será funcional.
Errada: não existe exigência de protocolos de validação específicos como شرط obrigatório para toda prescrição de TA.
- C)as qualidades físicas do recurso estimularem a comunicação, independente dos aspectos culturais do paciente.
Errada: a escolha do recurso deve considerar também aspectos culturais e contextuais do paciente, não apenas qualidades físicas do material.
- D)o paciente não estiver dependente de ventilações mecânicas ou em uso de sondas ou ostomias.
Errada: o uso de ventilação mecânica, sondas ou ostomias não impede, por si só, a indicação de tecnologia assistiva.
- E)os materiais forem registrados no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia.
Errada: registro no Inmetro não é critério geral para autorizar a prescrição de recursos de tecnologia assistiva.
Gabarito: A
Na Tecnologia Assistiva, não basta o recurso ser “bom no papel”: ele precisa fazer sentido para a pessoa, para a rotina dela e para o contexto em que será usado. Em Terapia Ocupacional, a prescrição é centrada no usuário, então a adesão e a receptividade do paciente contam muito. Se o paciente rejeita o recurso, a chance de ele virar enfeite de gaveta é enorme. Por isso, ao escolher TA para o paciente acamado, o terapeuta ocupacional deve observar funcionalidade, conforto, facilidade de uso, segurança, contexto familiar e, claro, a aceitação do paciente. A ideia não é empurrar um equipamento qualquer, mas selecionar algo que realmente vá apoiar a participação ocupacional e a autonomia possível naquele caso. O gabarito é a letra A porque a boa receptividade do paciente é um critério importante para a implementação do recurso. Isso conversa com a prática centrada na pessoa, muito valorizada na Terapia Ocupacional e também com os princípios da reabilitação: a tecnologia só ajuda de verdade quando é incorporada ao cotidiano. As demais alternativas tentam criar critérios absolutos ou burocráticos demais, mas prescrição de TA não funciona assim. O terapeuta ocupa-se de adequar o recurso ao caso concreto, e não de seguir uma lista rígida desconectada da pessoa.