Fernanda tem 2 anos e ainda não consegue sentar. É encaminhada ao serviço de terapia ocupacional com o objetivo de avaliar e traçar plano terapêutico para cuidar de seu atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. No que concerne ao déficit postural, o terapeuta ocupacional deve
- A)examinar o tônus muscular, e só depois traçar o plano de tratamento de acordo com o padrão do tônus encontrado.
Correta, porque o terapeuta ocupacional deve primeiro examinar o tônus muscular e, a partir dele, definir o plano terapêutico para o déficit postural.
- B)prescrever a Integração Sensorial, com aparelhos de estímulos vestibulares como Bolster.
Errada, pois prescreve Integração Sensorial e equipamento vestibular sem antes avaliar o tônus e a base postural da criança.
- C)adaptar a plataforma suspensa na Integração Sensorial com encontro de tronco para a criança.
Errada, porque adaptar a plataforma suspensa é uma conduta específica e prematura, sem vínculo obrigatório com a avaliação do déficit postural.
- D)prescrever a Integração Sensorial, com aparelhos de estímulos vestibulares como a plataforma suspensa
Errada, pois sugere Integração Sensorial com estímulo vestibular como conduta padrão, quando o caso exige avaliação clínica prévia do tônus.
- E)examinar o tônus muscular, e só prescrever integração sensorial vestibular em casos de hipertrofismo de tronco.
Errada, porque reduz a indicação terapêutica a um suposto hipertrofismo de tronco e ainda coloca a Integração Sensorial como resposta automática, o que não é o raciocínio correto.
Gabarito: A
Quando uma criança de 2 anos ainda não consegue sentar, o terapeuta ocupacional precisa começar pelo básico: entender o que está acontecendo com o controle postural. E, nesse cenário, o primeiro passo é examinar o tônus muscular, porque ele influencia diretamente a sustentação do tronco, o alinhamento e a capacidade de manter a postura. Sem isso, qualquer plano vira tentativa no escuro. Na prática clínica, o tônus pode estar aumentado, reduzido ou com flutuações que dificultam o sentar, o brincar e a participação nas atividades do dia a dia. Por isso, a avaliação do tônus ajuda a identificar a origem funcional do déficit postural e a orientar objetivos realistas de intervenção. É a lógica clássica da terapia ocupacional: avaliar antes de intervir, e intervir de acordo com o que foi encontrado. É por isso que o gabarito A está correto. A conduta adequada é examinar o tônus muscular e, só depois, construir o plano terapêutico conforme o padrão identificado. Isso evita prescrever recursos desconectados do quadro da criança. Na atenção à saúde e na reabilitação infantil, o raciocínio clínico deve vir antes da técnica bonita. Já a Integração Sensorial pode até fazer parte do tratamento em alguns casos, mas não substitui a avaliação postural e do tônus. Não existe regra automática de usar plataforma, bolster ou qualquer aparelho vestibular só porque a criança tem atraso do desenvolvimento. O recurso precisa ser indicado com base na avaliação funcional, e não por impulso de catálogo.