No contexto hospitalar infantil, quando a criança permanece limitada ao leito por longos períodos de internação, é frequente a prescrição de órteses estáticas para atingir objetivos como, por exemplo,
- A)mobilizar membro para cicatrização.
Errada: órtese estática não tem como objetivo mobilizar o membro, e cicatrização depende mais de proteção e repouso do que de mobilização contínua.
- B)evitar estabilidade articular.
Errada: a órtese estática busca favorecer estabilidade e alinhamento, não evitar estabilidade articular.
- C)restringir movimentos desejados.
Errada: restringir movimentos pode acontecer em alguns contextos, mas isso não é o objetivo típico destacado para órteses estáticas na internação infantil.
- D)aumentar o tônus.
Errada: órtese estática não serve para aumentar tônus; esse efeito não é a finalidade do recurso.
- E)apoiar uma articulação dolorosa.
Certa: uma das funções clássicas da órtese estática é apoiar e proteger uma articulação dolorosa, reduzindo desconforto e mantendo posicionamento.
Gabarito: E
As órteses estáticas são muito usadas no ambiente hospitalar quando a criança passa muito tempo no leito, porque ajudam a manter ou posicionar segmentos do corpo sem permitir movimento ativo naquele momento. Em pediatria, isso costuma ser útil para prevenir deformidades, proteger estruturas doloridas e dar mais conforto durante a internação. É aquele recurso “quietinho”, mas com função importante: sustentar sem exigir esforço da criança. Na prática, a órtese estática pode ser prescrita para apoiar uma articulação dolorosa, reduzir sobrecarga e favorecer alinhamento. Isso é especialmente relevante em crianças acamadas, que podem ficar com posturas mantidas por muito tempo e acabar desenvolvendo dor, rigidez ou risco de encurtamentos. A ideia não é “treinar” movimento, e sim oferecer suporte e proteção. Por isso, a alternativa correta é a letra E. Apoiar uma articulação dolorosa é um objetivo clássico de órtese estática: ela estabiliza, conforta e ajuda a manter a posição desejada sem mobilização contínua. Em linguagem de prova, pense em órtese estática como “amiga da sustentação”, não da movimentação. Esse raciocínio é compatível com a prática da Terapia Ocupacional em reabilitação e assistência hospitalar, em que a órtese é usada como recurso de posicionamento, proteção articular e prevenção de deformidades. O foco é funcional e preventivo, não de aumento de força ou de amplitude por movimento ativo.