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Terapia Ocupacional · FGV · 2022

Questão comentada de Terapia Ocupacional

Sabe-se que o risco de queda de idosos aumenta linearmente com o número de fatores de risco. Caso se consiga eliminar um fator de risco, a probabilidade de o idoso cair também é reduzida. As opções a seguir apresentam fatores intrínsecos que devem compor a avaliação do risco de queda em idosos, à exceção de um. Assinale-o.

Gabarito: C

Na avaliação do risco de queda em idosos, vale separar bem os fatores intrínsecos dos extrínsecos. Os intrínsecos são ligados ao próprio organismo e ao estado funcional da pessoa, como doenças, alterações sensoriais, fragilidade, uso de medicamentos e alterações cognitivas ou emocionais. Já os extrínsecos vêm do ambiente, como piso escorregadio, iluminação ruim e móveis mal posicionados. Por isso, a banca quer saber qual alternativa não entra como fator intrínseco. Depressão, obesidade, alcoolismo e anemia podem aumentar o risco de queda porque interferem no equilíbrio, na força, na atenção, na mobilidade ou na resistência física. São itens que fazem parte da avaliação clínica do idoso e ajudam a compor o raciocínio preventivo. O item que foge desse grupo é mobiliário, porque ele não está no corpo do idoso, mas no ambiente em que ele vive. Em termos práticos, cadeira alta demais, cama inadequada ou objetos espalhados são fatores extrínsecos, não intrínsecos. É exatamente essa troca entre pessoa e ambiente que a banca adora explorar. Então, o gabarito está correto ao excluir o mobiliário. Em prevenção de quedas, a ideia é olhar para os dois lados: o estado da pessoa e os riscos do ambiente, porque muitas vezes pequenas adaptações domésticas reduzem muito o perigo.

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