As opções a seguir apresentam alguns sintomas mais frequentes da COVID longa que devem ser observados por terapeutas ocupacionais que atuam na reabilitação desses casos, a exceção de uma. Assinale-a.
- A)Fadiga.
Certa como sintoma frequente da COVID longa, especialmente pela limitação funcional que a fadiga provoca nas atividades diárias.
- B)Déficit de atenção.
Certa como queixa comum, pois a COVID longa pode cursar com dificuldade de concentração e outros prejuízos cognitivos.
- C)Distúrbios do sono.
Certa, porque alterações do sono são muito relatadas e costumam agravar o cansaço e a lentificação mental.
- D)Dor fantasma.
Errada, pois dor fantasma é mais relacionada a amputação e não é uma manifestação típica da COVID longa.
- E)Depressão.
Certa, já que sintomas depressivos podem aparecer ou se intensificar no contexto de COVID longa e de suas repercussões funcionais.
Gabarito: D
Na COVID longa, o terapeuta ocupacional costuma encontrar um combo bem conhecido: fadiga persistente, dificuldade de atenção e queixas cognitivas, alterações do sono e impacto emocional, como ansiedade e depressão. Esses sintomas atrapalham a rotina, o desempenho nas ocupações e a retomada das atividades do dia a dia, por isso a reabilitação precisa olhar para energia, cognição, sono e saúde mental ao mesmo tempo. Entre as manifestações mais frequentes, a fadiga é quase uma “marca registrada” e costuma limitar tarefas simples, autocuidado e trabalho. O déficit de atenção também aparece bastante, muitas vezes junto de lentificação do pensamento e queixas de memória. Já os distúrbios do sono são comuns e pioram o cansaço, a irritabilidade e a concentração, criando aquele ciclo chato em que a pessoa dorme mal, fica mais exausta e rende menos. A depressão também pode surgir ou se agravar após a infecção, seja pelo próprio efeito biológico da doença, seja pelo impacto funcional e social prolongado. Na prática, o terapeuta ocupacional precisa observar esses sinais porque eles influenciam diretamente a participação ocupacional e a reabilitação psicossocial. O gabarito é a alternativa D porque dor fantasma não é um sintoma típico de COVID longa. Esse tipo de dor é classicamente associado à amputação ou a alterações em membros ausentes, então não entra no conjunto mais frequente de queixas da síndrome pós-COVID.