A Terapia de Integração Sensorial é uma abordagem
- A)centrada no cliente, que usa estratégias para a solução de problemas para guiar a criança a descobrir as características básicas da tarefa, o que permite desempenho mais eficiente.
Errada, porque descreve uma abordagem centrada no cliente e na solução de problemas para desempenho de tarefa, mais próxima de outras intervenções ocupacionais do que da Integração Sensorial.
- B)que se baseia na premissa de que, por meio de informações oferecidas na periferia, a estimulação será decodificada, armazenada e possivelmente integrada a outras áreas do Sistema Nervoso Central.
Errada, porque fala de processamento de informações sensoriais de forma genérica, mas não descreve a proposta terapêutica específica da Integração Sensorial usada na TO.
- C)que utiliza estímulos proprioceptivos facilitadores de respostas motoras, partindo de respostas reflexas e chegando à motricidade voluntária.
Errada, porque mistura estímulos proprioceptivos com resposta reflexa e motricidade voluntária, algo mais ligado a facilitação neuromuscular do que à Integração Sensorial.
- D)se baseia na inibição dos reflexos primitivos e dos padrões patológicos de movimento para facilitar a realização de atividades.
Errada, porque trata da inibição de reflexos primitivos e padrões patológicos de movimento, característica de outra abordagem neuroevolutiva, não da Integração Sensorial.
- E)voltada para a promoção de estímulos táteis, vestibulares e proprioceptivos que são essenciais, tanto para o controle da postura e coordenação quanto para os mecanismos de alerta e orientação.
Certa, porque a Integração Sensorial usa estímulos táteis, vestibulares e proprioceptivos para favorecer postura, coordenação, alerta e orientação corporal.
Gabarito: E
A Terapia de Integração Sensorial parte da ideia de que o cérebro precisa receber, organizar e usar bem as informações dos sentidos para que a pessoa consiga se orientar no ambiente, regular o corpo e agir com mais eficiência. Em termos simples: quando os estímulos chegam de forma desorganizada, a resposta da criança pode ficar bagunçada também, e aí aparecem dificuldades de postura, coordenação, atenção e comportamento. Na prática, essa abordagem trabalha muito com estímulos táteis, vestibulares e proprioceptivos, porque eles são os que mais ajudam na organização do corpo no espaço. O tato informa o contato com o mundo, o vestibular conversa com equilíbrio e movimento, e a propriocepção diz onde o corpo está sem precisar ficar olhando o tempo todo. Juntos, eles ajudam no controle postural, na coordenação motora e até no nível de alerta da criança. Por isso o gabarito é a letra E: ela descreve exatamente essa lógica de promover estímulos sensoriais essenciais para postura, coordenação e mecanismos de alerta e orientação. Isso combina com o modelo clássico de Ayres, referência doutrinária da Integração Sensorial, que entende o processamento sensorial como base para o desempenho ocupacional. As outras alternativas misturam conceitos de abordagens diferentes, como reabilitação neurológica, facilitação motora e solução de problemas centrada na tarefa. A banca gosta muito dessa troca de nomes parecidos, então vale lembrar: Integração Sensorial não é treino de reflexo, nem técnica de inibição de padrões patológicos, nem simplesmente decodificar estímulo periférico. É organização sensorial para melhorar função.