As opções a seguir apresentam fatores de proteção para o suicídio, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Ser do gênero feminino.
Certa, pois o sexo feminino é apontado em muitos estudos como fator de proteção relativo para suicídio consumado, embora não elimine risco de tentativa.
- B)Pertencer a uma religião.
Certa, porque pertencer a uma religião pode favorecer vínculos, sentido de vida e apoio social, atuando como fator protetivo.
- C)Estar empregado.
Certa, pois estar empregado tende a oferecer rotina, pertencimento e estabilidade, elementos associados à proteção contra suicídio.
- D)Dor crônica.
Errada, porque dor crônica é fator de risco, associando-se a sofrimento persistente, desesperança e maior vulnerabilidade suicida.
- E)Boa saúde física.
Certa, já que boa saúde física costuma reduzir limitações, sofrimento e estresse, funcionando como fator de proteção.
Gabarito: D
Em provas de saúde mental, a banca costuma cobrar os fatores de risco e de proteção para suicídio de forma bem objetiva. Entre os fatores de proteção mais lembrados estão o sexo feminino, a prática religiosa, o vínculo social e a inserção no trabalho, além de boa saúde física e rede de apoio. Eles não “blindam” ninguém, mas reduzem a vulnerabilidade e ajudam na contenção do sofrimento psíquico. A lógica aqui é simples: quanto mais suporte social, sentido de pertencimento e condições de saúde, menor tende a ser o risco. Por isso, estar empregado e manter boa saúde física aparecem como elementos protetivos clássicos. A religião, para muitas pessoas, também funciona como fonte de sentido, comunidade e apoio emocional. O ponto da questão está na alternativa D. Dor crônica não é fator de proteção, muito pelo contrário: ela é reconhecida como fator de risco importante para ideação e comportamento suicida, porque aumenta sofrimento, desesperança, perda funcional e isolamento. Em linguagem de prova: dor crônica puxa o quadro para o lado do risco, não da proteção. Então, se a questão pede a exceção entre fatores protetores, você deve marcar a alternativa que representa um fator associado ao aumento do risco. É aquela velha história: o corpo sente, a mente pesa, e a banca adora transformar isso em pegadinha.