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Terapia Ocupacional · FGV · 2022

Questão comentada de Terapia Ocupacional

Ausência ou limitações na interação social recíproca; ausência ou limitações no uso da linguagem verbal e/ou não verbal; e ausência ou limitações das atividades imaginativas, que deixavam de ser flexíveis para se tornarem estereotipadas e repetitivas são sintomas que apontam para o diagnóstico de

Gabarito: D

A questão descreve a chamada tríade de prejuízos do Transtorno do Espectro Autista: dificuldade na interação social recíproca, prejuízo na comunicação verbal e não verbal e padrões de comportamento, interesses ou atividades restritos e repetitivos, com brincadeiras e atividades imaginativas pouco flexíveis. Em prova, quando aparece esse combo de isolamento social + comunicação alterada + repetição, o sinal amarelo já acende para TEA. Hoje, o diagnóstico é feito com base em critérios clínicos, especialmente no DSM-5-TR, que organiza o transtorno em déficits persistentes na comunicação social e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A ideia central é que não se trata de falta de vontade de interagir, mas de uma alteração do neurodesenvolvimento que impacta a forma como a pessoa se relaciona, se comunica e organiza suas rotinas. A banca trocou a roupa, mas o personagem é o mesmo: fala do prejuízo no contato social, no uso da linguagem e no brincar simbólico. Isso é bem característico do autismo, sobretudo quando a brincadeira deixa de ser criativa e passa a ser repetitiva, estereotipada e rígida. Por isso, o gabarito é a letra D. As outras alternativas falam de quadros que podem afetar atenção, fala, coordenação motora ou desenvolvimento global, mas não trazem esse conjunto típico de alterações sociais, comunicacionais e comportamentais que define o transtorno do espectro autista.

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