As opções a seguir apontam para o papel do terapeuta ocupacional que atua em cuidados paliativos, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Acompanhamento pós óbito.
Certa, porque o acompanhamento pós-óbito pode integrar o cuidado paliativo ao apoiar familiares e favorecer o processo de luto.
- B)Adiamento da morte.
Errada, porque adiar a morte não é a finalidade dos cuidados paliativos nem da terapia ocupacional nesse contexto, que prioriza conforto e qualidade de vida.
- C)Treino para atividades de vida diária.
Certa, pois o treino para atividades de vida diária ajuda a manter autonomia e participação nas ocupações significativas.
- D)Criação de possibilidades de expressão.
Certa, já que criar possibilidades de expressão favorece comunicação, identidade e enfrentamento do sofrimento.
- E)Adaptação de atividades de vida diária.
Certa, porque adaptar atividades de vida diária é uma intervenção clássica para preservar desempenho ocupacional com mais segurança e conforto.
Gabarito: B
Em cuidados paliativos, a terapia ocupacional não entra para “curar a qualquer custo”, mas para preservar qualidade de vida, autonomia possível e sentido nas ocupações do dia a dia. Isso inclui ajudar a pessoa a continuar fazendo o que é importante para ela, mesmo que com adaptações, apoio de cuidadores, tecnologias assistivas ou mudanças na forma de executar a atividade. Por isso, são funções bem compatíveis com o terapeuta ocupacional: treino e manutenção das atividades de vida diária, adaptação dessas atividades, criação de possibilidades de expressão e até o acompanhamento no luto e pós-óbito, quando isso faz parte do cuidado à família e à rede de apoio. A atuação é interdisciplinar e centrada na pessoa, alinhada aos princípios dos cuidados paliativos definidos pela OMS, que valorizam alívio do sofrimento e qualidade de vida. A alternativa que destoa é a ideia de adiar a morte. Em cuidados paliativos, o foco não é prolongar a vida a qualquer preço, mas oferecer conforto, dignidade e suporte integral. O terapeuta ocupacional atua para viver melhor até o fim, não para “segurar o relógio”. Em prova, pense assim: se a alternativa fala em autonomia, adaptação, expressão, conforto e apoio à família, ela cheira a cuidados paliativos. Se fala em objetivo de postergar a morte como finalidade do cuidado, aí a banca quer te derrubar.