A Terapia Ocupacional em intervenção com pessoas em estado psicótico, por meio da abordagem Junguiana, deve propor
- A)o reforço da marginalidade.
Errada, porque a intervencao nao deve reforcar marginalidade; o objetivo e incluir, conter e organizar a experiencia do paciente.
- B)o banimento das atividades expressivas.
Errada, porque atividades expressivas podem ser uteis na abordagem Junguiana, desde que com contencao e finalidade terapeutica.
- C)a integração do rigor e da precisão na prática clínica.
Certa, pois a intervencao com rigor e precisao da suporte clinico, estrutura e seguranca ao trabalho terapeutico em psicose.
- D)o reforço do unicismo e da simplicidade na clínica.
Errada, porque a pratica nao deve simplificar demais nem reduzir o cuidado a unicismo; ela precisa considerar complexidade e simbolizacao.
- E)a hierarquização das atividades.
Errada, porque hierarquizar atividades de forma rigida nao e a diretriz central da abordagem Junguiana nesse contexto.
Gabarito: C
Na Terapia Ocupacional, quando voce intervem com pessoas em estado psicotico pela abordagem Junguiana, o foco nao e soltar qualquer atividade ao acaso, nem tratar o sofrimento psiquico como se fosse bagunca criativa sem direcao. A ideia e oferecer um espaco de acolhimento, simbolizacao e organizacao da experiencia, com tecnica e criterio. A abordagem Junguiana valoriza imagens, simbolos, producoes expressivas e o sentido subjetivo do fazer. Em um quadro psicotico, isso pede muito cuidado: a atividade precisa ter contencao, estrutura e intencionalidade terapeutica, para ajudar a pessoa a se aproximar da realidade de modo mais seguro e organizado. Por isso, o gabarito C esta correto: a Terapia Ocupacional deve integrar rigor e precisao na pratica clinica. Em outras palavras, voce nao improvisa por improvisar; voce conduz a intervencao com planejamento, observacao, limites claros e escolha adequada das atividades, para que o simbolico ajude sem desorganizar mais o paciente. Esse raciocinio combina com o proprio fundamento da Terapia Ocupacional em saude mental: o fazer como recurso terapeutico, mediado por um profissional que analisa a atividade, o contexto e a resposta da pessoa. Em psicose, isso fica ainda mais importante, porque a intervencao precisa sustentar, organizar e favorecer vinculo, e nao aumentar confusao.