As opções a seguir demonstram indicadores comportamentais de estresse no recém-nascido relacionados ao sistema autônomo, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Soluços.
Certo, porque soluços são uma resposta autonômica frequente em recém-nascidos sob estresse ou desorganização.
- B)Hipertonia.
Errada, porque hipertonia é sinal motor de aumento do tônus muscular, não um indicador do sistema autônomo.
- C)Cianose perioral.
Certo, porque cianose perioral indica alteração de coloração, um marcador autonômico de estresse no recém-nascido.
- D)Pele manchada.
Certo, porque pele manchada reflete alteração vasomotora e é um sinal autonômico comum de estresse.
- E)Mudança de frequência cardíaca.
Certo, porque mudança de frequência cardíaca é um dos principais indicadores autonômicos de instabilidade no neonato.
Gabarito: B
Em recém-nascidos, o estresse pode aparecer de forma bem sutil, e a Terapia Ocupacional observa isso com atenção porque o bebê ainda não consegue “avisar” com palavras. Por isso, sinais do sistema autônomo costumam incluir soluços, mudança na frequência cardíaca, alteração da cor da pele, cianose perioral e pele manchada. Esses achados mostram que o organismo está reagindo ao esforço de se regular diante do ambiente ou de uma intervenção. A lógica da questão é separar sinais autonômicos de sinais motores. O sistema autônomo fala mais de respiração, batimentos, coloração e estabilidade fisiológica; já a hipertonia é um achado de tônus muscular, portanto pertence ao campo motor e não ao autonômico. Na prática, isso é muito cobrado em neonatologia e no manejo do bebê prematuro, em que o profissional precisa reconhecer quando o recém-nascido está desorganizado e precisa de ajuste de manuseio, estímulo e ambiente. Em outras palavras, o corpo do bebê “reclama” primeiro pelo ritmo cardíaco, pela cor e por pequenas respostas viscerais. Assim, o gabarito é a alternativa B porque hipertonia não é indicador comportamental de estresse relacionado ao sistema autônomo, e sim um sinal de aumento do tônus muscular.