Leia as orientações a seguir: a) Abrir potes com a palma da mão; b) Não segurar a bolsa com as mãos; c) Utilizar uma colher com cabo longo para cozinhar. O terapeuta ocupacional quando faz tais orientações está visando a realização de atividades cotidianas para favorecer
- A)a proteção muscular ou a distribuição da carga entre diferentes grupos musculares, evitando enfraquecimento e perda de tônus.
Errada, porque fala em proteção muscular e tônus, mas a orientação dada é de proteção articular e redução de sobrecarga nas articulações.
- B)o uso de articulações menos estáveis, intensificando forças mecânicas no sentido contrário das deformidades, e reduzindo a dor.
Errada, pois usar articulações menos estáveis e aumentar forças contra deformidades não corresponde à lógica de economia articular apresentada.
- C)a proteção de grupos musculares mais fortes e a distribuição da carga entre múltiplos músculos, evitando a fadiga e o aumento de tônus.
Errada, porque mistura proteção muscular com fadiga e aumento de tônus, algo que não descreve as orientações da questão.
- D)o uso de grupos musculares mais estáveis ou a distribuição da carga entre diferentes segmentos do corpo, aliviando a flacidez.
Errada, já que a ideia central não é aliviar flacidez, e sim usar articulações mais estáveis e distribuir a carga de modo mais seguro.
- E)o uso de articulações mais estáveis ou a distribuição da carga entre múltiplas articulações, evitando posições dolorosas e potencialmente prejudiciais.
Certa, porque as orientações buscam proteção articular, distribuição de carga e evitam posições dolorosas ou prejudiciais nas atividades do dia a dia.
Gabarito: E
A questão trata de orientações de conservação de energia e proteção articular na Terapia Ocupacional. Quando o terapeuta orienta você a abrir potes com a palma da mão, a não segurar a bolsa com as mãos e a usar colher de cabo longo, ele está sugerindo jeitos de fazer a tarefa com menos esforço nas articulações e com melhor distribuição da carga pelo corpo. É aquele raciocínio clássico: poupar as articulações mais vulneráveis e evitar posições que gerem dor ou desgaste desnecessário. Na prática, isso significa adaptar a forma de realizar atividades cotidianas para reduzir sobrecarga, especialmente em quadros de dor, inflamação, deformidades ou limitação funcional. Em vez de exigir movimentos finos, pinças fortes ou posições sustentadas que machucam, usa-se uma estratégia mais econômica e segura para fazer a mesma atividade. Por isso o gabarito é a alternativa E. Ela traduz bem a ideia de usar articulações mais estáveis ou distribuir a carga entre múltiplas articulações, evitando posições dolorosas e potencialmente prejudiciais. Esse é um princípio muito cobrado em orientação de proteção articular e adaptação funcional, bastante comum na atuação do terapeuta ocupacional em reabilitação e condições crônicas. Em resumo: a lógica não é fortalecer no susto, nem forçar articulações frágeis. É fazer a tarefa caber melhor no corpo da pessoa, com menos dor, menos risco e mais autonomia.