Sobre o uso de recursos e estratégias de comunicação alternativa no ambiente hospitalar, assinale a afirmativa correta.
- A)A flutuação da condição de paciente e a fadiga facilitam o uso da comunicação alternativa no contexto hospitalar.
Errada, porque a flutuação do quadro clínico e a fadiga geralmente dificultam, e não facilitam, o uso da comunicação alternativa.
- B)A seleção de recursos e de estratégias de comunicação alternativa para pacientes hospitalizados deve ser feita respeitando as medidas de controle da infecção hospitalar.
Certa, porque a escolha de recursos e estratégias deve observar as medidas de controle de infecção hospitalar e a segurança do ambiente.
- C)Pacientes com intubação oro traqueal ou com traqueostomia não se beneficiam do uso de recursos de comunicação alternativa durante o período de internação.
Errada, porque pacientes intubados ou com traqueostomia podem se beneficiar muito da comunicação alternativa durante a internação.
- D)A introdução de recursos de comunicação alternativa no hospital deve ser evitada porque não há evidências quanto a sua efetividade.
Errada, porque há evidências e ampla उपयोग clínica de que a comunicação alternativa melhora expressão, participação e segurança do paciente hospitalizado.
- E)Pacientes com dificuldades de fala e escrita e com dificuldades motoras são inelegíveis para adoção de recursos de comunicação alternativa no hospital.
Errada, porque dificuldades de fala, escrita ou motoras não tornam o paciente inelegível; ao contrário, costumam ser justamente indicação para esses recursos.
Gabarito: B
Na terapia ocupacional hospitalar, a comunicação alternativa entra como uma aliada importante quando a fala está comprometida, como em intubação, traqueostomia, fraqueza, fadiga ou limitação motora. O objetivo é simples: garantir que o paciente consiga expressar necessidades, desconfortos, escolhas e decisões, sem depender apenas da fala. Isso melhora segurança, autonomia e até a qualidade do cuidado, porque um paciente que consegue se comunicar participa mais do próprio tratamento. No hospital, porém, não basta pensar no recurso mais bonito ou moderno. É preciso considerar higiene, manuseio, superfície de limpeza, risco de contaminação e as regras de controle de infecção hospitalar. Em outras palavras, o recurso precisa funcionar e também poder circular pelo ambiente sem virar um problema a mais para a equipe. Por isso, a seleção da tecnologia assistiva e das estratégias de comunicação alternativa deve respeitar as medidas institucionais de controle de infecção. A letra B está correta exatamente por isso: em contexto hospitalar, qualquer recurso que vá para perto do paciente precisa ser escolhido com atenção às normas de biossegurança e à prevenção de infecção hospitalar. Isso vale para pranchas, cartões, dispositivos eletrônicos, apontadores e outros meios de comunicação, que devem ser compatíveis com limpeza, desinfecção e uso seguro. Não é um detalhe burocrático, é parte do cuidado. As demais alternativas caem em armadilhas clássicas: confundem dificuldade com impossibilidade, ou tratam a comunicação alternativa como se fosse dispensável no hospital. Na prática clínica e na literatura de reabilitação, a comunicação alternativa é justamente indicada para ampliar participação e interação, inclusive em pacientes com ventilação artificial ou limitações motoras.