As opções a seguir apresentam níveis de técnicas e estratégias empregadas na reabilitação cognitiva pelo terapeuta ocupacional, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Restauração.
Restauração é uma estratégia válida, pois busca recuperar ou fortalecer funções cognitivas comprometidas.
- B)Feedback.
Feedback não é nível de estratégia de reabilitação cognitiva, mas um recurso usado durante a intervenção.
- C)Compensação.
Compensação é correta, pois ensina meios alternativos para a pessoa executar a atividade apesar do déficit.
- D)Substituição.
Substituição é correta, porque envolve trocar a função ou recurso prejudicado por outro apoio funcional.
Gabarito: B
Na reabilitação cognitiva, o terapeuta ocupacional costuma trabalhar com estratégias que buscam recuperar, contornar ou substituir funções afetadas. Em geral, você encontra a lógica da restauração, da compensação e da substituição como formas clássicas de intervenção: uma tenta melhorar a função, outra ensina jeitos alternativos de fazer a tarefa, e a terceira troca o recurso falho por outro mais eficiente. É aquele raciocínio prático da terapia ocupacional: se a função não vai bem, você ajusta o caminho para a pessoa continuar participando da vida real. A banca FGV gostou de cobrar exatamente isso: entre as alternativas, "feedback" não é um nível de técnica ou estratégia de reabilitação cognitiva, mas sim um recurso de intervenção, uma informação devolvida ao paciente para orientar desempenho, aprendizagem e autocorreção. Ou seja, feedback ajuda no processo, mas não entra na mesma categoria conceitual de restauração, compensação ou substituição. Então, o gabarito B está correto porque a questão pede a exceção entre níveis/estratégias da reabilitação cognitiva. Feedback é importante, claro, mas é ferramenta de manejo terapêutico, não o nome de uma das estratégias estruturantes. Em prova, a chave é perceber essa diferença entre "como você intervém" e "qual estratégia de reabilitação você está usando". Na prática e na doutrina da reabilitação neuropsicológica e cognitiva, esse trio aparece com muita frequência, especialmente em contextos de lesão neurológica, transtornos psiquiátricos e reabilitação psicossocial, áreas muito presentes na Terapia Ocupacional.