A terapia Ocupacional, como processo de comunicação que se estabelece na relação Terapeuta-Paciente-Atividade, baseia-se, sobretudo, na perspectiva
- A)socioterápica.
Errada, porque a socioterápia enfatiza mais a dimensão social e grupal do cuidado do que a leitura da atividade como comunicação psíquica na relação terapêutica.
- B)psicodinâmica.
Certa, porque a perspectiva psicodinâmica entende a atividade como meio de comunicação, expressão de conflitos e recurso terapêutico dentro da relação terapeuta-paciente-atividade.
- C)comportamental.
Errada, porque a perspectiva comportamental foca comportamento observável, aprendizagem e reforço, e não o sentido simbólico da atividade na relação terapêutica.
- D)cognitiva.
Errada, porque a perspectiva cognitiva prioriza processos mentais como atenção, memória e resolução de problemas, mas não é a base clássica da formulação apresentada no enunciado.
Gabarito: B
A questão está cobrando uma das bases históricas da Terapia Ocupacional: a forma como a profissão entende a relação entre terapeuta, paciente e atividade. Nesse ponto, a ideia central não é apenas “fazer tarefas”, mas usar a atividade como meio de comunicação, expressão e reorganização da vida psíquica da pessoa. Quando o enunciado fala em processo de comunicação na relação Terapeuta-Paciente-Atividade, ele aponta para a perspectiva psicodinâmica. Nessa visão, a atividade não é só exercício ou treino; ela ajuda a acessar conflitos, emoções, desejos, vínculos e modos de se relacionar. Ou seja, o foco vai além do comportamento observável e alcança o mundo interno do sujeito. Por isso o gabarito é a letra B. A terapia ocupacional, nessa matriz, dialoga com a psicanálise e com abordagens de orientação psicodinâmica, valorizando o significado da atividade para a pessoa e o que ela revela na relação terapêutica. Em termos simples: a tarefa importa, mas importa ainda mais o que ela comunica sobre quem faz, como faz e o que isso desperta. As demais alternativas puxam para outros referenciais: socioterapia, behaviorismo e cognição. Elas podem aparecer em práticas da área, mas não traduzem o núcleo da frase da questão. A banca FGV gosta exatamente dessa troca sutil entre abordagem teórica e linguagem do enunciado, então vale atenção redobrada.